Jornal Evidência Fundado em 1994

Crônica do Sebastião Milagres - De mala e cuia: após o jogo, retorno à Pérsia.

Crônica do Sebastião Milagres -   De mala e cuia: após o jogo, retorno à Pérsia.
O tema desta crônica seria o sanguinário rei Leopoldo II da Bélgica, que antecipou o horror do nazismo no mundo na República do Congo.
Mas não poderia deixar passar em branco, o que fizeram com a seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026, na pior copa de todos os tempos na minha modesta opinião. Teve também camisas feias como as da Croácia, Gana e Coreia do Sul... com poluição visual e desrespeito a tradição para reforçar ainda mais a minha crítica.
O sentido da Copa do Mundo era unir as nações através do intercâmbio cultural, da solidariedade e da paz entre os povos de origens diferentes, infelizmente a confraternização foi quebrada pelo "Xerife do Mundo". Ele prejudicou a seleção Iraniana ao negar vistos a dirigentes e membros da comissão técnica, comprometendo a participação da equipe. E pior o bate-volta a cada apito final dos jogos do Irã, os jogadores não podiam pernoitar nos Estados Unidos, tinham que viajar para Tijuana, no México. Além disto o VAR-Arbrito Assistente de Vídeo- anulou um gol legítimo do Irã, contra a seleção do Egito. A competição seque sem a menor credibilidade.
Como diz o teólogo Leonardo Boff: " esta copa foi a mais corrupta de todos os tempos."
O presidente da FIFA Gianni Infantino amigo e fantoche do Topetudo Texano, dizem as más línguas que já escolheu quais países, que deverão disputar as finais da Copa do Mundo. Óbvio aqueles alinhados com a política ideológica estadunidense.
Não! Não é que eu esteja defendendo a República Teocrática Islâmica do Irã. Estou defendendo o futebol, que o jogador possa entrar em campo para jogar bola, não para pagar pedágio em fronteiras.
Eliminaram a antiga Pérsia. duas vezes, uma com a regra do visto e a outra a regra do jogo quando o VAR -Árbitro Assistente de Vídeo - anulou um gol legítimo contra o Egito. Sendo o dia que a política entrou em campo, o futebol saiu pela porta dos fundos.
Agora vamos mudar o foco para a nossa seleção, que está longe de ser uma grande equipe. Foi suada a nossa vitória contra o Japão, né? O gol salvador saiu na última volta do ponteiro do relógio, quando o coração batia na minha boca.
Assistir até hoje 18 copas do mundo pela TV, e te confesso: fiquei emocionado no momento da execução do hino do Brasil, o mais bonito do mundo. Todos jogadores cantaram a plenos pulmões, com os peitos estufados.
Incrível: até o Signor Ancelotti- mascador de chicletes- cantou o nosso hino. Italiano de nascimento, brasileiro de coração naquele momento.
Crônica: palpite para o Jogo de domingo Brasil 2 x 1 Noruega. Sem drama e susto!.
Próxima crônica sobre o Rei Leopoldo II da Bélgica e sua carnificina no Congo.

Sebastião Milagres, Escritor, Filósofo, ex- professor de xadrez aposentado, Conselheiro do Fórum Municipal Cultural de Santana de Parnaíba. Autor dos livros Xeque-Mate no Inferno -VII-A e Subjetivos: Fragmentos da minha alma.

Continue lendo