A falta de oportunidade no mercado de trabalho é uma entre tantas outras formas de preconceito que a população LGBTQIAPN+ sofre no Brasil. Para enfrentá-la, uma parcela considerável consegue encontrar no empreendedorismo uma saída para obter renda e dignidade. Divulgada em 2025 pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), uma pesquisa revela que essa população já é responsável por cerca de 3,7 milhões de negócios em funcionamento.
Isso significa que 24% das pessoas LGBTQIAPN+ do país já têm o próprio negócio ou atuam de forma autônoma, enquanto outros 20% pretendem empreender nos próximos três anos. Outro dado chama ainda mais atenção: entre pessoas trans e travestis, 70% já são donas de negócio, estão em processo de abertura ou desejam empreender. Para completar, cerca de 63% dos empreendedores têm entre 16 e 34 anos, 62% trabalham sozinhos e o faturamento anual é de aproximadamente R$ 81 mil para 82%.
Mas não podemos romantizar os números acima. Apesar da expressividade mostrada, empreender não é uma tarefa fácil e para essa população os obstáculos se tornam ainda maiores – assim como acontece no empreendedorismo feminino. Entre algumas das principais dificuldades está o acesso a linhas de crédito para investir na abertura do próprio negócio. Seja pela discriminação, burocracia ou exigências rígidas que dificultam a aprovação, muitos sequer tentam.
Quando, enfim, conseguem dar o pontapé inicial, além da concorrência, precisam vencer o preconceito do mercado. Entre todas as pessoas entrevistadas pela pesquisa do Sebrae, 58% relataram ter ouvido piadas ou comentários ofensivos no ambiente de trabalho ou nas redes sociais. Para pessoas trans e travestis, esse número salta para 80%.Enquanto 37% do total afirmam que já tiveram contratos negados ou condições piores de negociação devido à identidade de gênero ou orientação sexual.
Além de gerar renda, emprego e inovação, o empreendedorismo contribui significativamente para a redução das desigualdades, especialmente quando é realizado por minorias como a população LGBTQIAPN+ (cerca de 10% dos brasileiros se identificam com uma dessas letras, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, em 2022). Portanto, é fundamental incentivar o empreendedorismo. Ele impulsiona negócios em diversos setores, promove crescimento, diversidade e transformação social em todo o país.
* Clau Camargo é advogada, autora e primeira-dama do município de Arujá, tendo coordenado a Câmara Técnica de Políticas Públicas para Mulheres do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat+) e atuado como presidente voluntária do Fundo Social de Solidariedade de Arujá.
Unidade móvel atenderá a população entre os dias 6 e 10 de julho, oferecendo orientação e diversos serviços da concessionária
Os moradores do Ponunduva terão uma oportunidade de regularizar o fornecimento de energia elétrica sem precisar sair do bairro. Entre os dias 6 e 10 de julho, a unidade móvel da Enel estará no Parque Linear do Ponunduva, em frente à EMEB Franceli de Fátima Missé do Nascimento, realizando atendimento presencial das 9h às 16h.
Além dos serviços normalmente oferecidos pela concessionária, como cadastro na tarifa social, atualização cadastral, emissão de segunda via de fatura, religação de energia, negociação de débitos, transferência de titularidade, alteração da data de vencimento e adesão à E-Fatura, a ação terá como principal objetivo promover a regularização do fornecimento de energia em diversas vias da região.
A Enel orienta que os moradores das ruas José Rodrigues Pontes, Ibiúna, Juruvaúva, Vitória, Lençóis Paulista, Lucélia, Mogi Mirim, Panorama, Pedra Bela, Uchoa, Patrocínio Paulista e Urânia compareçam à unidade móvel durante o período de atendimento para receber orientações e realizar os procedimentos necessários.
A iniciativa busca facilitar o acesso aos serviços da concessionária, oferecendo mais comodidade aos moradores e agilizando a solução de demandas relacionadas ao fornecimento de energia elétrica.
Equipes do CREAS ampliam atendimentos e reforçam a oferta de acolhimento diante da queda das temperaturas no município
Com o início do inverno e a queda das temperaturas, a Prefeitura de Cajamar, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), intensifica as ações de abordagem social voltadas às pessoas em situação de rua. O trabalho tem como objetivo oferecer acolhimento, proteção e atendimento especializado à população em situação de vulnerabilidade durante os períodos de frio.
As equipes realizam abordagens em diferentes regiões do município, tanto durante o dia quanto no período noturno, identificando pessoas que necessitam de atendimento e oferecendo encaminhamento para a Casa de Passagem. O serviço disponibiliza um local seguro para pernoite, além de alimentação, higiene pessoal e acompanhamento realizado por profissionais da assistência social.
Durante as abordagens, os profissionais orientam os usuários sobre os serviços disponíveis e buscam sensibilizá-los sobre a importância do acolhimento nos dias mais frios, garantindo mais segurança e proteção neste período do ano.
A população também pode colaborar informando sobre pessoas em situação de rua que necessitem de atendimento. Os chamados podem ser feitos pelos seguintes canais:
A iniciativa tem como objetivo ampliar o alcance das abordagens e garantir que mais pessoas recebam acolhimento e assistência durante o inverno, contribuindo para a preservação da vida e para um atendimento humanizado a quem mais precisa.
Representantes da Secretaria Municipal de Saúde participaram de evento no Rio Grande do Norte e apresentaram artigo científico sobre a implantação do CER II no município
A Prefeitura de Cajamar, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, participou do 1º Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e da 3ª Jornada da RCPD do Rio Grande do Norte, realizados entre os dias 8 e 10 de junho, nas cidades de Natal e Macaíba (RN).
Representando o município, participaram do evento Luciane Dias, chefe da Divisão de Saúde Mental, e Lucilla Orsi, responsável técnica do Centro Especializado em Reabilitação (CER II) de Cajamar. Durante a programação, elas apresentaram o artigo científico “Implantação do CER: Fortalecendo a RCPD”, compartilhando a experiência de Cajamar na implantação e fortalecimento da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência.
Apresentado em formato de painel científico, o trabalho destacou a importância do CER II na ampliação do acesso aos serviços especializados, na promoção da inclusão e no fortalecimento do atendimento integral às pessoas com deficiência no município.
Além da apresentação do artigo, as representantes participaram de palestras, mesas-redondas, treinamentos e cursos voltados ao aperfeiçoamento da assistência à pessoa com deficiência. A programação proporcionou atualização técnica e troca de experiências com profissionais de diferentes regiões do país, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas desenvolvidas em Cajamar.
Sobre o simpósio
Promovido pelo Instituto Santos Dumont (ISD), em parceria com o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte, o simpósio reuniu especialistas para debater temas como inclusão, reabilitação, governança, financiamento, regionalização da assistência, educação inclusiva e tecnologias assistivas.
A participação de Cajamar reforça o investimento contínuo da Secretaria Municipal de Saúde na qualificação de seus profissionais, refletindo diretamente na melhoria dos serviços oferecidos à população e no fortalecimento da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência.
semana mais colorida e celebrada do calendário LGBTQIAPN+ de Campinas ganhará um dos seus momentos mais aguardados na noite de 27 de junho. Na véspera da Parada LGBT+ Oficial de Campinas, a Festa Wolf promove, no CAOS, a Pré-Parada LGBT+ Oficial de Campinas 2026, tendo como atração principal a cantora Pocah, um dos maiores nomes do funk brasileiro.
Reconhecida como a maior festa LGBTQIAPN+ do interior paulista, a Wolf integra oficialmente a programação da Parada e reforça uma relação construída ao longo de mais de uma década com a comunidade da região.
Desde 2013, a marca se consolidou como um importante espaço de celebração da diversidade, da liberdade e da cultura queer, transformando suas pistas em pontos de encontro para diferentes gerações e expressões da cena.
A escolha de Pocah não poderia ser mais representativa. Nascida na Baixada Fluminense, entre Queimados e Duque de Caxias, a artista construiu uma trajetória de sucesso que a levou de fenômeno do funk carioca a uma das personalidades mais conhecidas do entretenimento brasileiro.
Ao longo de mais de dez anos de carreira, acumulou hits que atravessaram fronteiras, conquistando milhões de ouvintes nas plataformas digitais e presença constante nos principais festivais, casas de show e eventos do país.
Sua carreira também ganhou novas dimensões após a participação no Big Brother Brasil, onde alcançou o Top 5 do reality show e ampliou ainda mais sua popularidade junto ao grande público.
Nos últimos anos, a cantora expandiu sua atuação para além da música. Apresentou o programa TVZ, no Multishow, fortaleceu sua presença no mercado publicitário e desenvolveu projetos próprios, como o Bloco da Pocah e o Arraiá da Pocah, iniciativas que reforçam sua capacidade de mobilizar multidões e criar experiências que vão além do palco.
Sua presença na Pré-Parada chega em sintonia com o espírito da celebração. A artista se tornou uma figura frequentemente associada a pautas de representatividade, autoestima e empoderamento, temas que dialogam diretamente com o público da Wolf e com a atmosfera de orgulho que toma conta da cidade durante o fim de semana.
A noite ainda contará com um lineup formado por nomes que transitam entre o pop, o funk e o tribal house: Cris Negrini B2B Marcely, DJ Dedão, Gabrielle Leonne, Helloa Meirelles e Rique Moraes. A proposta é oferecer uma grande celebração coletiva antes da Parada LGBT+ Oficial de Campinas, considerada a segunda maior do Estado de São Paulo.
Serviço
Wolf Pré-Parada LGBT+ Oficial de Campinas com Pocah
A Prefeitura de Cajamar, por meio da Secretaria Municipal de Fazenda e Gestão Estratégica, faz um alerta importante: termina no dia 30 de junho de 2026 o prazo para solicitar novos pedidos e realizar renovações da isenção do IPTU e da Taxa de Coleta de Lixo (TSLR) para o exercício de 2026.
A data vale tanto para os programas destinados a aposentados, pensionistas, viúvos, beneficiários do BPC e pessoas com deficiência ou doenças graves quanto para os moradores dos conjuntos habitacionais da CDHU.
Após esse prazo, o sistema digital será encerrado e não haverá prorrogação para novos protocolos ou atendimentos presenciais.
Quem tem direito?
Aposentados, pensionistas, viúvos, beneficiários do BPC e pessoas com deficiência ou doenças graves
O benefício é regulamentado pela Lei nº 1.419/2010 e pelo Decreto nº 7.666/2026.
Para ter direito à isenção, é necessário:
Residir no imóvel;
Possuir apenas um imóvel;
O terreno ter área de até 1.700 m²;
Ter renda familiar mensal de até quatro salários mínimos.
Quem precisa renovar até 30 de junho?
Contribuintes que tiveram a isenção aprovada em 2023. Como o prazo de validade é de três anos, a renovação é obrigatória para garantir o benefício no período de 2026 a 2028.
Quem precisa fazer um novo pedido?
Quem nunca solicitou a isenção ou não teve o pedido aprovado nos últimos três anos.
Quem não precisa fazer nada?
Quem teve a isenção aprovada em 2024 ou 2025 e continua atendendo aos requisitos legais já terá o benefício renovado automaticamente para 2026.
Moradores dos conjuntos habitacionais da CDHU
Conforme a Lei nº 1.422/2010, moradores dos conjuntos habitacionais Maria Luíza e Guaturinho também devem formalizar o pedido de isenção até 30 de junho.
Requisitos:
Ser proprietário ou possuidor do imóvel e residir nele;
Não possuir outro imóvel no município;
Fazer a solicitação dentro do prazo.
Atenção: imóveis alugados não têm direito ao benefício.
Documentos necessários:
RG ou CNH com CPF;
Comprovante de residência atualizado, emitido nos últimos três meses;
Documento que comprove a posse ou propriedade do imóvel, como contrato da CDHU, termo de quitação ou escritura.
Como solicitar?
Atendimento online (recomendado)
Para mais praticidade e agilidade, a Prefeitura orienta que os pedidos sejam feitos pelas plataformas digitais.
Quem tiver dificuldade para utilizar os canais digitais poderá fazer a solicitação presencialmente, apresentando os documentos originais e cópias.
Paço Municipal – Secretaria de Fazenda e Gestão Estratégica
Praça José Rodrigues do Nascimento, nº 30 – Centro
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Poupatempo Cajamar
Rua Vereador José Mendes, nº 88 – Jordanésia
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Resultado dos pedidos
Após o encerramento do prazo, os resultados dos processos serão publicados no Diário Oficial do Município. A publicação servirá como notificação oficial aos contribuintes.
O Fundo Social de Solidariedade de Cajamar realizou mais uma edição do Varal Solidário no Centro Cultural do Ponunduva, oferecendo roupas, agasalhos e calçados para famílias da região.
A iniciativa tem como objetivo proporcionar mais conforto e dignidade para quem precisa, especialmente durante os dias mais frios. Durante a ação, os moradores puderam escolher os itens de acordo com suas necessidades, em um ambiente organizado e acolhedor.
As peças disponibilizadas são resultado das doações recebidas pelo Fundo Social, incluindo as arrecadações da campanha Inverno Solidário 2026 – Juntos Aquecendo Vidas, que segue mobilizando a população para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social.
Quem deseja contribuir com essa corrente de solidariedade ainda pode participar da campanha, doando roupas, agasalhos, cobertores e calçados em bom estado de conservação nos pontos de arrecadação espalhados pelo município. Cada doação ajuda a aquecer o inverno de quem mais precisa.
O Centro de Eventos Boiódromo voltou a reunir milhares de pessoas na noite desta quarta-feira (24) para acompanhar a vitória da Seleção Brasileira por 3 a 0 sobre a Escócia, resultado que garantiu ao Brasil a liderança do Grupo C da Copa do Mundo. Promovido pela Prefeitura de Cajamar, o “Cajamar na Torcida pelo Hexa” proporcionou mais uma noite de lazer, integração e muita emoção para a população.
Antes da partida, o público aproveitou praça de alimentação, pintura facial, distribuição de brindes, pipoca gratuita e a transmissão em telão gigante. Após a vitória do Brasil, a programação continuou com apresentações de artistas locais, encerrando mais uma noite de grande participação popular.
Com três edições de sucesso, o “Cajamar na Torcida pelo Hexa” consolidou o Boiódromo como ponto de encontro da torcida cajamarense durante a Copa do Mundo. Agora, a expectativa se volta para a fase eliminatória, quando a população voltará a se reunir para continuar vivendo a emoção de torcer pelo Brasil rumo ao Hexa.
O presidente Donald Trump definiu o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Diante disso, surgiu argumento de que tal medida feriria a soberania brasileira. Pretendo analisar, sob a ótica do Direito Constitucional, como essa classificação estrangeira não sofre, em nenhum momento, violação da nossa soberania nacional.
Vou mais longe. Se tomarmos a Venezuela como exemplo — onde o governo norte-americano definiu o regime como narcotraficante e, posteriormente, ofereceu uma recompensa pela captura do presidente Nicolás Maduro —, vemos que o cenário é completamente diferente do que ocorre no Brasil, pois o regime de Maduro era uma ditadura.
Nós temos um presidente, em quem não votei, mas que foi eleito pelo povo brasileiro. Temos uma nação que possui o décimo maior PIB do mundo. E temos Forças Armadas que, apesar dos preconceitos que alguns possam nutrir contra elas, são formadas tecnicamente. Falo com conhecimento de causa, pois como professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército por 33 anos — onde recebi em 1994 o título de professor emérito& lt; /span> —, conheço a fundo sua preparação técnica.
O Brasil, no meu tempo (1990 a 2022), tinha em torno de 140 generais; a Venezuela, por sua vez, contava com 3 mil. Lá, tratava-se de uma tropa de políticos que buscavam sustentar um ditador, mas que agora, sob a liderança da nova presidente, enfrenta um processo de adaptação. Espera-se, realmente, que o país retome a democracia. Nós, pelo contrário, somos uma democracia.
Estou convencido de que nunca passou pela cabeça do presidente Trump intervir, invadir ou prender as autoridades do nosso país. Agora, quando se trata dos criminosos, a situação é completamente diferente.
O cerne da questão, portanto, reside na distinção conceitual: se a conduta deve ser enquadrada como crime ordinário ou como crime de terrorismo. Como se define o terrorismo? O terrorismo é caracterizado por ações de indivíduos que utilizam a violência e o crime para desestabilizar e derrubar instituições legítimas. Assim, contra governos democraticamente eleitos, são perpetrados atos terroristas com o propósito de destruir ou enfraquecer o poder público constituído.
No Brasil, infelizmente, somos obrigados a constatar a triste realidade de que há determinadas áreas do nosso território nas quais nem mesmo a polícia consegue entrar. São regiões que, hoje, pertencem ao crime organizado e não ao poder público ou ao povo brasileiro.
É inadmissível observar que, enquanto nações estrangeiras identificam com clareza o perigo geopolítico que essas facções representam, o governo brasileiro insiste em tratar o problema com leniência jurídica e retórica de soberania de fachada. A soberania real de um país se mede pela sua capacidade de impor a lei e a ordem dentro de suas próprias fronteiras. Ao recuar diante do avanço do crime organizado e permitir que estados paralelos governem favelas e periferias, os poderes constituídos falham em seu dever mais básico e o Estado se torna cúmplice, por omissão, do desmantelamento da própria autoridade.
Sob o prisma do ordenamento jurídico pátrio, qualquer tentativa de enquadrar o PCC como organização terrorista hoje esbarra, inevitavelmente, na garantia fundamental da estrita legalidade penal (Art. 5º, XXXIX, CF/88), a qual exige lei em sentido estrito para a tipificação de condutas. Embora a Carta Magna ordene o repúdio ao terrorismo (Art. 5º, XLIII), a legislação ordinária brasileira falhou gravemente ao tipificar o crime: o artigo 2º, caput, da Lei nº 13.260/2016 restringiu o terrorismo a atos motivados estritamente por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião. Como a finalidade dessas facções é o lucro e o domínio te rritorial, as condutas não preenchem os requisitos taxativos e cumulativos da lei vigente.
Essa lacuna escancara a omissão do Congresso Nacional. A passividade governamental, fantasiada de diplomacia defensiva, apenas escancara a incompetência em desenhar uma política de segurança pública robusta e integrada. Quando o Estado se apequena, o terrorismo doméstico se agiganta. A soberania nacional não sofre violação pelo olhar atento e preocupado dos Estados Unidos, mas sim pela negligência crônica de Brasília, que assiste de braços cruzados às nossas fronteiras virarem corredores livres para o narcotráfico e às nossas capitais se transformarem em reféns do medo.
Ora, o crime organizado brasileiro atua em diversos outros países. É evidente, portanto, que o governo americano tem o direito de agir de acordo com a sua legislação, visando combater aquilo que possa, em determinado momento, prejudicar os Estados Unidos, sem que isso atinja a soberania brasileira. Afinal, a verdadeira afronta não vem de fora, mas da nossa própria incapacidade de reagir. Invocar a soberania nacional para camuflar essa impotência diante do crime não é diplomacia, é capitulação; cabe ao Estado brasileiro assumir suas responsabilidades em vez de criticar quem decide proteger as próprias fronteiras.
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).
Não consigo te esquecer
Mas isto
Minha alma não entende
E com isto
com ela
Trava uma luta continua
Pois estás
Encravada e entranhada
Em meu coração
E nesta
Agonia e tristeza
Por esse desencontro
Sou herdeiro da dor
"Mãe Josefa e tia Estela(?)
Óia as flores na janela
Nossa gente vem cantando
E a Congada vai passando"
(Congada pra Sinhô Rei- Wilson Moreira)
A bandeira subiu no Congado!
A bandeira subiu na Copa!
Te prometi na crônica anterior. Cheguei!
Nossa Senhora do Rosário segurou o mastro.Segurou nossa seleção também!
E vamos a continuação da parte final,.da crônica da semana passada.
Logo em seguida os congadeiros saiam cantando e dançando pelas ruas do bairro. Na frente às vezes ia a minha sogra Dona Lode já idosa toda animada, levando o estandarte do Congado. Atrás vinha o capitão, que sinalizava com o apito o início e o final da música.Depois o palhaço com chicote na mão estalando-o, abrindo -caminho para o rei e a rainha.passarem e também para proteger a bandeira.
A caminhada terminava à noite em frente a Capela do São Dimas. Em meio a uma cerimônia era içadas no mastro as pequenas bandeiras de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.Depois entravam na capela para assistirem a missa.
Duas festas, um só céu e missão cumprida.
Aqui fica o registro porque a memória não pode ser apagada. Foram eles: Dona Lode, Senhor Valdemar e o José Camilo. Foram os fundadores do Congado
no antigo bairro Lava-pés. E até hoje não tiveram o reconhecimento que merecem..
Os três não pediram placa na praça. Pediram passagem. E passaram. Deixaram um mastro que sobe todo ano, uma missa que começa depois do tambor, é uma lição: a coroa é Negra, e ela não pede licença para reinar.Ela reza dançando.
Enquanto houver bandeira subindo no Lava-pés haverá três nomes segurando a corda lá de cima: Dona Lode, Senhor Valdemar e José Camilo. A eles meus respeitos. A eles, esta crônica.
MISSÃO CUMPRIDA, MEUS REIS!
A próxima:" O Holocausto Silencioso no Gongo: O Império de horror de Leopoldo II."
E-mail xequematemilagres@gmail.com
Sebastião Milagres, Escritor, Filósofo, ex- professor de xadrez aposentado, Conselheiro do Fórum Municipal Cultural de Santana de Parnaíba. Autor dos livros Xeque-Mate no Inferno -VII-A e Subjetivos: Fragmentos da minha alma.
Vini Jr chamou a responsabilidade, decidiu mais uma vez e comandou a festa brasileira em Miami. Com dois gols e participação decisiva durante toda a partida, o camisa 7 liderou a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Escócia nesta quarta-feira (24), garantindo o Brasil no primeiro mata-mata da Copa do Mundo. A noite ainda reservou um capítulo especial para a Seleção: o retorno de Neymar aos gramados, coroando uma atuação que confirmou o protagonismo de Vini Jr e o crescimento da equipe de Carlo Ancelotti.
Com o resultado, aliado à vitória do Marrocos por 4 a 2 sobre o Haiti, o Brasil garantiu a primeira colocação do Grupo C. A equipe comandada por Carlo Ancelotti agora aguarda a definição do Grupo F para conhecer o adversário na segunda fase da Copa (Holanda, Japão ou Suécia). O próximo compromisso da Seleção será na segunda-feira (29), em Houston, em busca de mais um passo rumo ao sonho do hexacampeonato.
Baila, Vini Jr
A aposta de Carlo Ancelotti em Rayan deu resultado logo nos primeiros minutos. Aos sete, o jovem atacante pressionou Robertson na saída de bola, roubou a posse e serviu Vini Jr, que apareceu livre para abrir o placar para a Seleção Brasileira. A dupla seguiu sendo o principal destaque ofensivo do time. Vini Jr mostrou intensidade sem a bola e velocidade nos contra-ataques, chegando a puxar uma arrancada pelo lado direito e finalizar de três dedos com perigo. Pouco depois, voltou a pressionar a marcação escocesa, recuperou a bola de McLean e balançou as redes, mas o árbitro anulou o lance ao marcar falta na origem da jogada — em lance revisado pelo VAR. Neymar retorna aos gramados
O segundo tempo começou com a Escócia tentando reagir, mas encontrou um Alisson seguro debaixo das traves. O goleiro brasileiro fez grande defesa em cabeçada de McTominay e evitou que os escoceses diminuíssem a vantagem. Na resposta, aos seis minutos, Paquetá lançou Vini Jr em velocidade. O camisa 7 avançou livre em direção ao gol, mas parou na defesa do goleiro adversário.
Enquanto o Brasil controlava a partida, um personagem passou a dominar as arquibancadas de Miami. Aos 14 minutos, os gritos por Neymar ganharam força mais uma vez, aumentando a expectativa pela volta do camisa 10. Pouco depois, Bruno Guimarães fez uma linda jogada e encontrou Matheus Cunha, que finalizou com precisão para marcar o terceiro gol brasileiro.
Pelo excelente trabalho realizado na promoção de políticas de assistência social, garantindo a dignidade e o amparo aos cidadãos em situação de vulnerabilidade.
Durante sessão da Câmara Municipal, foi apresentado o Requerimento nº 243/2026, de autoria do vereador Marcelo do Gás, solicitando ao Poder Executivo informações sobre a existência de estudos técnicos, projetos, planejamentos ou previsões orçamentárias para a realização de uma reforma completa do Boiódromo.
Segundo o parlamentar, o objetivo é acompanhar as ações da administração municipal e verificar se há planejamento para melhorias na estrutura do espaço, que recebe importantes eventos culturais e tradicionais da cidade.
Durante a 10ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal, realizada no dia 24 de junho de 2026, a vereadora Izelda apresentou a Moção de Apelo nº 16/2026, solicitando ao prefeito Kauãn Berto Sousa Santos e à secretaria competente a adoção urgente das providências necessárias para a canalização do córrego localizado nas proximidades da EMEB Vereador Realino da Costa Pinto Filho.
A parlamentar destacou a importância da medida para garantir mais segurança, saúde e qualidade de vida aos alunos, funcionários da unidade escolar e moradores da região. Segundo Izelda, a canalização do córrego contribuirá para a prevenção de transtornos causados pelas chuvas, além de promover melhorias na infraestrutura urbana do local.
A moção reforça a necessidade de atenção do Poder Executivo à demanda, considerada de interesse público e de grande relevância para a comunidade atendida pela escola e seu entorno.
Durante a Sessão Ordinária desta quarta-feira, o vereador Adriano Enfermeiro apresentou a Indicação nº 678/2026, solicitando ao Poder Executivo que estude a viabilidade de disponibilizar transporte do SUS para munícipes que necessitam se deslocar a outros municípios para realizar doação voluntária de sangue.
A proposta tem como objetivo incentivar a doação de sangue, facilitar o acesso dos doadores aos hemocentros e contribuir para a manutenção dos estoques sanguíneos, fundamentais para o atendimento de pacientes em cirurgias, tratamentos e situações de emergência.
Segundo o vereador, a iniciativa reforça a solidariedade, fortalece a rede pública de saúde e pode aumentar a participação da população em campanhas permanentes de doação de sangue, beneficiando toda a comunidade cajamarense.
O Poder Executivo sancionou a Lei n° 2.278, de junho de 2026, que institui a campanha “Idosos Órfaos de Filhos Vivos” no município de Cajamar, de autoria do Vereador Flavio Comajo.
A campanha tem como objetivo caráter educativo, promover a conscientização sobre o abandono de idosos por seus familiares, incentivar o respeito, o cuidado e a valorização da pessoa idosa, estimular a convivência familiar e comunitária e fomentar a participação da sociedade na proteção da pessoa idosa.
Com a nova legislação, Cajamar reforça seu compromisso com a proteção da pessoa idosa e abre espaço para o debate sobre a responsabilidade coletiva no cuidado daqueles que ajudaram a construir a história das famílias e da comunidade.
Durante a sessão da Câmara Municipal, o vereador Saulo apresentou o Requerimento nº 230/2026, solicitando ao Executivo informações detalhadas sobre a disponibilização de equipamentos de mobilidade, reabilitação e apoio hospitalar oferecidos à população por meio do Fundo Social de Solidariedade e das secretarias responsáveis.
O documento busca esclarecer quais equipamentos estão disponíveis para empréstimo, como cadeiras de rodas, cadeiras de banho, andadores, muletas, bengalas e camas hospitalares, além da quantidade existente de cada item.
O vereador também solicita dados sobre o número de empréstimos realizados nos anos de 2025 e 2026, a existência de filas de espera, demandas não atendidas por falta de equipamentos e os investimentos realizados pelo município para aquisição, manutenção e reposição desses materiais.
Segundo Saulo, o requerimento tem como objetivo avaliar a capacidade de atendimento do serviço e identificar possíveis necessidades de ampliação, garantindo mais acessibilidade, mobilidade e qualidade de vida para os moradores que dependem desses equipamentos durante tratamentos, recuperação de saúde ou situações de vulnerabilidade.
"Backrooms: Um Não-Lugar" e "Dia D" lideram as estreias da semana; programação inclui sessão restaurada em 4K de The Doors, clássicos em 35 mm, In-Edit e CineClubinho com animação do Studio Ghibli
Entre os dias 25 de junho e 1º de julho, o CineSesc reúne uma programação que atravessa diferentes linguagens e formatos de exibição. Das novas produções de ficção científica aos clássicos projetados em película 35 mm, passando pelo universo do rock, documentários musicais e uma sessão especial dedicada ao Studio Ghibli, a agenda oferece um panorama diverso para os amantes do cinema.
Backrooms: Um Não-Lugar de Kane Parsons segue em cartaz, uma adaptação cinematográfica do fenômeno nascido na internet. Expandindo o universo que conquistou milhões de visualizações nas redes sociais, o longa mergulha em uma atmosfera de horror psicológico e realidades paralelas, explorando espaços aparentemente comuns que escondem dimensões inquietantes. O filme leva para as salas de cinema uma das narrativas mais emblemáticas da cultura digital recente, transformando um dos maiores fenômenos do imaginário online em experiência cinematográfica.
A programação também recebe Dia D, nova produção dirigida por Steven Spielberg. Misturando ficção científica e paranoia contemporânea, o longa acompanha uma crise global desencadeada por fenômenos inexplicáveis transmitidos ao vivo para o mundo inteiro. À medida que segredos militares vêm à tona e a possibilidade de uma inteligência extraterrestre se torna cada vez mais concreta, o filme propõe uma reflexão sobre o impacto do desconhecido em uma sociedade hiperconectada.
Para os fãs de música, uma das atrações é a exibição de The Doors em versão restaurada em 4K. Dirigido por Oliver Stone, o clássico estrelado por Val Kilmer, retorna às telas em uma nova cópia digital que valoriza a exuberância visual da produção lançada em 1991. O filme acompanha a trajetória de Jim Morrison e da lendária banda californiana, revisitando a efervescência cultural dos anos 1960 através de um dos retratos mais marcantes do rock no cinema.
O festival In-Edit Brasil segue ocupando as salas do CineSesc com documentários que investigam personagens fundamentais da música mundial e brasileira. Entre os destaques está Boy George & Culture Club, dirigido por Alison Ellwood, que revisita a ascensão meteórica da banda britânica e os bastidores da intensa relação entre Boy George e Jon Moss. O documentário combina imagens de arquivo, depoimentos e sucessos como "Karma Chameleon" e "Do You Really Want to Hurt Me?" para revelar as tensões por trás do brilho pop dos anos 1980.
A produção brasileira ganha espaço com Ninguém Pode Provar Nada, retrato irreverente do jornalista e produtor musical Ezequiel Neves, figura decisiva para a história do rock nacional e para as carreiras de artistas como Cazuza, Barão Vermelho e Made in Brazil. Pontos de Força, em première nacional, acompanha o músico Mateus Aleluia em uma jornada pelos territórios sagrados do Recôncavo Baiano. A sessão contará com a presença da diretora Vânia Lima e integrantes da equipe do filme para um encontro com o público.
As tradicionais exibições em 35mm voltam essa semana com um clássico da década de 1970 e outro dos anos 2000. De 1972, Cabaret, obra-prima de Bob Fosse vencedora de oito Oscars, ambientada na Berlim da República de Weimar durante a ascensão do nazismo, e de 2006, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ambientado durante a ditadura militar e a Copa do Mundo de 1970, o longa permanece como um dos retratos mais sensíveis da infância brasileira em tempos de repressão política.
Complementando a agenda, uma sessão especial promovida em parceria com a ACNUR apresenta o documentário Novo Dia: histórias afegãs no Brasil, que reúne relatos de refugiados afegãos reconstruindo suas vidas no país após deixarem sua terra natal. A exibição gratuita propõe uma reflexão sobre deslocamento, pertencimento e recomeço.
CineClubinho exibe “O Serviço de Entregas da Kiki”
Já o público infantil e familiar encontra um programa especial no CineClubinho. Antes da sessão, o grupo Babado de Chita realiza a intervenção artística Festejando!, inspirada nas manifestações da cultura popular brasileira, com brincadeiras, música e ritmos tradicionais. Em seguida, será exibido O Serviço de Entregas da Kiki, clássico do Studio Ghibli dirigido por Hayao Miyazaki. A animação acompanha uma jovem bruxa que deixa a casa dos pais para viver um ano de aprendizado e independência, em uma narrativa que transformou o filme em uma das obras mais queridas do cinema de animação mundial.
Confira a programação completa e demais informações em sescsp.org.br/cinesesc
PROGRAMAÇÃO CINESESC DE 25/6 A 1/7
BACKROOMS: UM NÃO-LUGAR
Dir.: Kane Parsons. Estados Unidos, Canadá, 2026, 110min (1h50m), ficção, 16 anos.
Backrooms é um filme inspirado em um curta-metragem popularmente conhecido na internet. Quando uma série de lugares passam a contar com lugares peculiares, possivelmente dando de cara a outra realidade, entidades estão lá para terem a oportunidade de te desejarem o mal, te matar ou não.
Imagens: Backrooms
QUINTA, DIA 25/06, DAS 18H ÀS 19H50*
*A sessão está sujeita a cancelamento caso houver jogo do Brasil
SEGUNDA, DIA 29/06, DAS 17H30 ÀS 19H20
TERÇA, DIA 30/06, DAS 14H30 ÀS 16H20
QUARTA, DIA 01/07, DAS 17H30 ÀS 19H20
DIA D
Dir.: Steven Spielberg. EUA, Canadá, Nova Zelândia, Japão, 2026, 145 min. (2h25m), ficção - 12 anos
O mundo entra em pânico após um evento inexplicável ser transmitido ao vivo na televisão. Nele, fenômenos estranhos ao redor do planeta parecem estar cada vez mais próximos. Assim, segredos militares são expostos desencadeando uma crise global jamais vista antes. Agora, a inteligência alienígena se torna cada vez mais evidente, e os estudiosos, cientistas, autoridades e civis precisam aprender a lidar com a ideia de uma sociedade que nunca esteve sozinha.
Imagens: Dia D
QUINTA, DIA 25/06, DAS 15H ÀS 17H25
SÁBADO, DIA 27/06, DAS 15H ÀS 17H25*
*A sessão está sujeita a cancelamento caso houver jogo do Brasil
SEGUNDA, DIA 29/06, DAS 14H30 ÀS 16H55*
*A sessão está sujeita a cancelamento caso houver jogo do Brasil
SEGUNDA, DIA 29/06, DAS 20H ÀS 22H25
TERÇA, DIA 30/06, DAS 17H ÀS 19H25
QUARTA, DIA 01/07, DAS 14H30 ÀS 16H55
Sessão 35mm
O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS
Dir.: Cao Hamburger. Brasil, 2006, 110 min. (1h50m), ficção - 10 anos
Um menino é deixado sozinho em um bairro judeu em 1970, onde tanto a Copa do Mundo quanto a ditadura acontecem no Brasil.
Imagens: O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
QUARTA, DIA 01/07, DAS 20H ÀS 21H50
Sessão 35mm
CABARET
Dir.: Bob Fosse. EUA, 1972, 125 min. (2h05m), ficção - 16 anos
Uma animadora de um clube nos dias da República de Weimar em Berlim se apaixona por dois homens quando o Partido Nazista sobe ao poder ao seu redor.
Imagens: Cabaret
TERÇA, DIA 30/07, DAS 20H ÀS 22H05
Sessão especial - ACNUR
NOVO DIA: HISTÓRIAS AFEGÃS NO BRASIL
Dir.: ACNUR Brasil. Brasil, 25 min., documentário - livre
O documentário traz o relato de oito pessoas refugiadas que foram forçadas a deixar o Afeganistão a partir de 2021 e que hoje reconstroem suas vidas no Brasil. Com título inspirado pelo Nowruz, celebração afegã que marca a chegada de um novo ciclo, o documentário entrelaça memórias do país de origem com a construção de novos laços de pertencimento.
O filme é uma realização da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com apoio da Islamic Relief USA (IRUSA).
SEXTA, DIA 26/06, DAS 19H ÀS 19H25
Sessão gratuita, liberação de ingressos 1h antes
THE DOORS - 4K
Dir.: Oliver Stone. França, EUA, Países Baixos, 1991, 140 min. (2h20m), ficção-documentário - 18 anos
A história da famosa e influente banda de rock dos anos 60 The Doors, e seu cantor e compositor, Jim Morrison, desde seus dias como estudante de cinema em Los Angeles até sua morte prematura em Paris, França, aos 27 anos em 1971.
Imagens: The Doors
DOMINGO, DIA 28/06, DAS 17H30 ÀS 19H50.
IN-EDIT
PANORAMA MUNDIAL
BOY GEORGE & CULTURE CLUB
Dir.: Alison Ellwood. EUA, Reino Unido, 2025, 95 min. (1h35m) - 10 anos
Com humor, coração e muito glitter, a diretora Alison Ellwood mergulha na trajetória de Boy George e da banda Culture Club, um dos grupos mais marcantes dos anos 1980.
Focando na relação intensa que moldou seu sucesso e suas rupturas, o documentário alterna memórias, confissões íntimas e hits como “Do You Really Want to Hurt Me?” e “Karma Chameleon” com os conflitos que fizeram da carreira do grupo uma montanha-russa. O relacionamento tempestuoso entre Boy George e o baterista Jon Moss, a explosão do segundo álbum, a fama, a pressão da imprensa sobre sua sexualidade, as drogas e a relação com os demais membros — nada é filtrado aqui. Um mergulho profundo no lado emocional por trás do brilho pop.
QUINTA, DIA 25/06, DAS 20H30 ÀS 22H05.
Imagens: Link
IN-EDIT
PANORAMA BRASILEIRO
(Inédito em SP)
Legenda da foto: Cena de The Doors, restaurado em 4K. Foto: Divulgação
NINGUÉM PODE PROVAR NADA
Dir.: Rodrigo Pinto. Brasil, 2025, 105 min. (1h45m) - 16 anos
As aventuras quase inacreditáveis do jornalista e produtor musical Ezequiel Neves, o “Exagerado Número 1”. Com mais de sessenta horas de entrevistas inéditas e precioso material de arquivo, acompanhamos sua trajetória, que inclui excessos, lorotas, verdades afiadas e encontros definitivos para a música brasileira, como com o Made in Brazil, Barão Vermelho e Cazuza.
Enquanto muitos assistem ao futebol focados em gols, dribles e resultados, profissionais da área observam detalhes que ajudam a explicar por que o esporte de alto rendimento vai muito além da técnica com a bola nos pés
O futebol é o esporte mais popular do mundo e reúne cerca de 240 milhões de praticantes em diferentes países. No Brasil, milhões de pessoas também mantêm contato com a modalidade, seja em escolinhas, clubes, projetos sociais ou nas tradicionais "peladas" entre amigos. Embora o futebol de rua tenha perdido espaço em muitas cidades nas últimas décadas, a paixão pelo esporte continua atravessando gerações.
Quando a bola rola em uma partida profissional, milhões de torcedores acompanham cada lance. Mas será que todos assistem ao mesmo jogo?
Para responder a essa pergunta, quatro professores de educação física compartilharam quais aspectos costumam chamar mais sua atenção durante partidas de futebol de alto rendimento. As respostas mostram que, para quem trabalha diariamente com o corpo humano e o movimento, o espetáculo também acontece longe da bola.
O desafio de correr, pensar e decidir ao mesmo tempo
Para o professor Gustavo da Silva, um dos aspectos mais impressionantes é a capacidade dos jogadores de unir preparo físico e raciocínio rápido.
"Os jogadores conseguem correr praticamente o jogo inteiro e, ao mesmo tempo, pensar no que fazer assim que recebem a bola, mesmo sob pressão da marcação adversária", afirma.
Além da resistência física, atletas profissionais percorrem, em média, entre 10 e 13 quilômetros por partida, alternando caminhadas, trotes, acelerações e sprints. Tudo isso enquanto analisam a movimentação dos companheiros e adversários para tomar decisões em poucos segundos.
Quando o treinamento vira instinto
Já o professor Tiago Silva chama atenção para o entrosamento das equipes, construído ao longo de meses de treinamento. "Às vezes um jogador faz um passe sem sequer olhar para onde o companheiro está, porque sabe que ele estará ocupando aquele espaço."
Segundo ele, muitas jogadas parecem espontâneas para o torcedor, mas são fruto de repetição e treino constante. Com o tempo, esses movimentos se tornam praticamente automáticos, permitindo que os atletas reajam rapidamente mesmo em situações de pressão.
Futebol também é estratégia
Os professores Thiago Mendonça e Diego Alysson destacam que também observam o lado tático da partida.
"Eu gosto de entender por que um treinador escolhe determinado esquema para enfrentar um adversário e outro completamente diferente na rodada seguinte", explica Thiago Mendonça.
Diego Alysson complementa que a leitura vai além dos nomes em campo. "Muitas vezes, quem executa melhor um esquema tático tem mais chances de ser escalado do que um jogador mais habilidoso, porque o coletivo precisa funcionar."
Para eles, formações, posicionamentos e escolhas do treinador revelam que o futebol também é um jogo de estratégia, em que cada atleta desempenha uma função específica.
Um jogo que vai além da bola
As respostas dos professores mostram que existem diferentes maneiras de assistir a uma partida de futebol.
Enquanto a maioria dos torcedores acompanha o placar, os gols e os momentos decisivos, profissionais da educação física enxergam uma combinação de condicionamento físico, tomada de decisão, coordenação coletiva e estratégia.
Cada passe, corrida ou mudança de posicionamento carrega horas de treinamento e planejamento que raramente aparecem nas estatísticas, mas ajudam a explicar por que o futebol de alto rendimento é considerado um dos esportes mais exigentes do mundo.
Durante o programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira, 24 de junho, Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) afirmou que o Governo do Brasil mantém uma política de fortalecimento da indústria automotiva brasileira, combinando estímulos à produção nacional, ampliação do acesso ao crédito e abertura controlada às importações.
O Governo Federal tem intensificado e fortalecido muito a indústria automotiva no Brasil. Quem quiser montar, fabricar, produzir aqui no país encontra vantagens em instrumentos de fomento, de apoio. Mas também não criou uma barreira para a importação"
Márcio Elias Rosa
Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
“O Governo Federal tem intensificado e fortalecido muito a indústria automotiva no Brasil. Quem quiser montar, fabricar, produzir aqui no país encontra vantagens em instrumentos de fomento, de apoio. Mas também não criou uma barreira para a importação. Há três anos começamos um cronograma de elevação do imposto de importação, que vai chegar agora em janeiro do ano que vem, 35% para todos os veículos".
Ao comentar a decisão anunciada na terça-feira (23/6) sobre as cotas para importação de veículos elétricos, o ministro ressaltou que o cronograma de recomposição gradual das tarifas de importação segue inalterado e que a medida busca equilibrar interesses de consumidores, montadoras instaladas no país e empresas que estão iniciando a produção nacional de veículos híbridos e elétricos.
“Essa decisão foi tomada porque essas montadoras estão se instalando no país para produzir. Tem uma lá em São Paulo, outra na Bahia, que já estão começando a produzir veículos híbridos e híbridos flex aqui no país, o que é bom para a oferta, tanto para o mercado quanto para a geração de emprego e de renda. Aquele que não fabricar no país não vai poder acessar as linhas de financiamento”, afirmou.
CARRO SUSTENTÁVEL — O ministro destacou que as políticas industriais implementadas pelo governo têm contribuído para a recuperação do setor automotivo, como o programa Carro Sustentável. De acordo com ele, a medida resultou em aumento de 31% nas vendas dos modelos contemplados.
“Para os veículos que têm reciclabilidade, eficiência energética, veículos de entrada, os mais baratos, zero. Isso fez com que nós tivéssemos um aumento de 31% nas vendas. E esse Carro Sustentável só pode ser um carro fabricado inteiramente no país, 90% de conteúdo local”, explicou
AUMENTO NAS VENDAS — “Esse tipo de medida que vem facilitando, vem favorecendo a indústria automotiva, acabou gerando um aumento total nas vendas, agora no mês de maio, de 15,2% de toda a frota. Nós estamos conseguindo emplacar, vender, produzir e emplacar veículos nacionais 15% a mais do que fazíamos no ano anterior. Os números deste ano superam 2019, que tinha sido o melhor ano”, complementou.
GERAÇÃO DE EMPREGO — Márcio Elias também destacou a relevância econômica do segmento, com geração expressiva de empregos e participação no Produto Interno Bruto (PIB). “Essa é uma indústria absolutamente essencial para o país. São mais de 110 mil empregos diretos. Se você pegar toda a cadeia associada a esse setor, nós temos quase 4% do PIB. Então, a gente olha com muita atenção”, ressaltou.
O ministro também citou outras iniciativas estruturantes para o setor, como o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), o Move Brasil e os incentivos à produção de carro sustentável.
TÁXI E APLICATIVOS — Durante a entrevista, o ministro também detalhou o funcionamento do Move Brasil Táxi e Aplicativos, iniciativa voltada à renovação da frota nacional e à ampliação do acesso ao crédito para profissionais do transporte individual. Motoristas de aplicativo e taxistas com cadastro aprovado já podem procurar a concessionária do veículo escolhido para dar início à análise de crédito.
Segundo o ministro, mais de 800 mil pessoas já se habilitaram para participar do programa, que contempla taxistas e motoristas de aplicativos. São mais de R$ 30 bilhões em crédito voltados à aquisição de carros novos a juros mais baixos e condições especiais.
“Quais os veículos que podem ser comercializados? Veículos novos, flex, híbrido elétrico, de até R$ 150 mil. Por que R$ 150 mil? Porque isso alcança mais de 60% do mercado e, praticamente, todas as montadoras, 62%. É elegível para obter uma linha de crédito aqueles que estão há, pelo menos, 12 meses no cadastro e com pelo menos 100 corridas na plataforma que usa”, disse.
Legenda da foto: Ministro Márcio Elias Rosa destacou que as políticas industriais implementadas pelo governo têm contribuído para a recuperação do setor. Foto: Diego Campos / Secom - PR
Pacote anunciado pelo presidente Lula reforça medidas protetivas, amplia responsabilização de agressores e fortalece rede de atendimento. Histórias de sobreviventes mostram urgência das ações em um país que ainda convive com altos índices de violência contra mulheres
Quando Marta* decidiu expulsar de casa o homem com quem viveu por mais de duas décadas, ela não estava apenas encerrando um relacionamento. Estava rompendo um ciclo de violência psicológica, patrimonial e emocional que quase lhe custou a vida. Já Gabriela* precisou deixar para trás a cidade onde vivia e recomeçar do zero, a mais de 1,5 mil quilômetros de distância, para escapar da violência. Histórias como as delas ajudam a explicar por que o Governo do Brasil tem ampliado medidas de proteção às mulheres, fortalecido a rede de acolhimento e mobilizado instituições de todo o país para enfrentar a violência de gênero e o feminicídio.
Em maio deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um pacote de medidas para ampliar a proteção às mulheres e reforçar a segurança digital no Brasil. Entre as iniciativas estão a criação do Cadastro Nacional de Agressores, o fortalecimento das medidas protetivas, a ampliação dos mecanismos de afastamento de agressores e o endurecimento das punições para autores de violência contra mulheres.
As ações se somam ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelos Três Poderes para integrar esforços na prevenção da violência, proteção das vítimas e responsabilização dos agressores. Sob o lema “Todos por Todas”, a iniciativa completou 100 dias em maio reunindo ações voltadas à ampliação da rede de atendimento, ao fortalecimento das políticas públicas e à mobilização da sociedade para enfrentar uma das formas mais graves de violação dos direitos humanos.
“Todo mundo precisa trazer para si essa responsabilidade”, afirmou o presidente Lula durante cerimônia de apresentação das medidas. Para o presidente, o enfrentamento à violência contra as mulheres exige o envolvimento de governos, instituições e da sociedade como um todo. A necessidade dessas ações aparece nas estatísticas e, principalmente, nas histórias de mulheres que enfrentaram a violência dentro de casa.
Para enfrentar essa realidade, o Governo do Brasil tem ampliado as ações de prevenção, proteção e responsabilização dos agressores. Embora dados recentes indiquem avanços, o cenário ainda exige atenção permanente. Levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apontou redução de 11,45% nos casos de feminicídio registrados em abril e maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram 232 vítimas, ante 262 nos dois meses de 2025. Apesar da queda, o número revela que centenas de mulheres continuam sendo assassinadas em razão da condição de gênero.
Como parte desse esforço, o MJSP coordena a Operação Mulher Segura, que mobiliza forças de segurança de todo o país para prevenir feminicídios, acompanhar medidas protetivas e responsabilizar autores de violência contra mulheres. Nos primeiros 15 dias da segunda edição da operação, iniciada em junho, foram registradas 630 prisões relacionadas à violência de gênero, além do atendimento e acolhimento de mais de 2 mil mulheres em situação de violência.
É nesse contexto que histórias como as de Marta e Gabriela deixam de ser casos isolados para retratar uma realidade vivida por milhares de brasileiras.
“A MAIOR FERIDA NÃO SE VÊ” – Como muitas mulheres, Marta tinha um sonho: viver um conto de fadas. Aos 23 anos, acreditou ter encontrado o homem ideal para construir uma família. Prestativo e amável, João* inclusive ajudava Marta a cuidar da mãe idosa.
No início do casamento, enquanto ela trabalhava em dois empregos, ele dizia procurar serviço como ajudante de pedreiro. Quando conseguia, ficava pouco tempo no serviço.
Com o passar do tempo, a realidade mostrou outra face. Marta entregava todo o salário ao marido, que administrava as finanças da casa. Vieram as traições, as humilhações públicas e as tentativas constantes de diminuí-la diante de familiares e amigos. Os gritos e ofensas evoluíram para objetos arremessados em sua direção e socos nas paredes.
Ainda assim, ela não se reconhecia como vítima de violência doméstica. “Eu achava que violência doméstica era só quando a mulher apanhava. Hoje eu sei que a maior ferida é aquela que não se vê.” Para ela, os danos emocionais deixados pela violência psicológica foram tão profundos quanto qualquer agressão física.
VIOLÊNCIA, ISOLAMENTO E CONTROLE – Quando o segundo filho do casal nasceu, a situação se agravou. Enquanto mantinha um relacionamento extraconjugal, o marido passou a humilhá-la constantemente. As discussões se tornaram mais frequentes e agressivas. Sob pressão permanente, cuidando de um bebê de seis meses e de outras duas crianças – uma delas adotiva –, Marta sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Após receber atendimento médico, permaneceu praticamente isolada da família por 17 dias. “Ele meio que me escondeu da minha família nessa época. Se não fosse uma comadre que entrou quando o portão estava encostado e me viu quase morta em cima da cama, minhas irmãs não saberiam da minha situação.”
Com apoio de familiares, buscou ajuda policial, psicológica e jurídica. Conseguiu afastar o agressor, que chegou a ameaçá-la de morte. Mas romper um ciclo de violência construído ao longo de décadas não é simples.
MANIPULAÇÃO PSICOLÓGICA – Marta conta que, mesmo após a separação, continuou sofrendo os impactos da relação abusiva. “Ele começou a mexer muito no psicológico dos meus filhos depois dessa saída. Dizia que estava passando fome, que não tinha onde morar.” As consequências atingiram toda a família. “Foi aí que meu filho de sete anos tentou o suicídio.”
Nascida no interior de Goiás, Marta é a única alfabetizada entre 18 irmãos. Já recolheu latinhas nas ruas para alimentar os filhos, trabalhou em lanchonetes e, aos 40 anos, decidiu voltar a estudar. Hoje é professora concursada. “Eu pensava que tudo isso tinha acontecido comigo porque eu não tinha estudo, não tinha informação. Mas não. Aconteceu porque eu sou mulher.”
Nos grupos de apoio que frequentou, encontrou mulheres de diferentes profissões e trajetórias. “Tinham enfermeiras, jornalistas, policiais. Marias feridas, Marias caladas, Marias ofendidas, mas que ainda tinham forças para lutar.”
Apesar das marcas deixadas pela violência, ela fala sobre o futuro com esperança. “Eu busquei dentro de mim uma mulher que eu não conhecia, uma mulher que eu nem sabia que existia. Eu busquei uma nova identidade. Primeiro pelos meus filhos. Depois chegou um momento em que eu quis viver por mim.”
RECOMEÇAR DO ZERO – A história de Gabriela tem semelhanças com a de Marta. Depois de anos convivendo com agressões físicas, violência sexual e ameaças, ela decidiu deixar o interior de São Paulo levando apenas o filho de cinco anos e R$ 600 na bolsa.
O destino foi Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. O episódio que motivou a decisão aconteceu quando descobriu que o então companheiro, dependente químico, levava o filho do casal para pontos de venda de drogas. “Foi a gota d’água.”
Mas os abusos vinham de muito antes. “Ele me estrangulou uma vez e eu cheguei a perder a consciência. Só fui salva porque um amigo dele entrou em casa, tirou ele de cima de mim e me salvou. Senão eu não estaria viva.”
Antes da separação definitiva, Gabriela já havia recorrido à Lei Maria da Penha e chegou a viver por três meses em um abrigo para mulheres.
REDE DE PROTEÇÃO – Em Campo Grande, Gabriela procurou atendimento na Casa da Mulher Brasileira. O equipamento do Governo do Brasil reúne, em um único local, serviços especializados de acolhimento, atendimento psicossocial, orientação jurídica e apoio às mulheres em situação de violência.
Foi ali que ela iniciou o processo de reconstrução da própria vida. “Graças aos profissionais da casa, eu me reergui psicologicamente e consegui voltar a trabalhar. Eu tinha abandonado tudo, minha profissão, os estudos.”
O medo continuou presente por muito tempo. “Eu não conseguia abrir o portão da minha casa, ir ao supermercado. Tinha medo dele, mesmo estando a mais de 1.500 quilômetros de distância.”
Durante o primeiro ano após a separação, quase não dormia. “Eu ficava acordada à noite com medo dele aparecer. Só dormia durante o dia porque os vizinhos estavam acordados.” Cinco anos depois, ela trabalha como eletricista e segue em tratamento psicológico. “Eu acho que tem que incentivar a mulher a se defender, a ser autossuficiente, a ter autoestima. A gente precisa ter capacidade emocional para se defender.”
TODOS POR TODAS – Experiências como as de Marta e Gabriela reforçam a importância de ampliar os mecanismos de proteção e acolhimento às mulheres. O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio reúne ações voltadas à prevenção da violência, à assistência às vítimas e à garantia de direitos. A iniciativa envolve órgãos federais, governos estaduais, municípios, instituições do sistema de Justiça e do legislativo, escolas, universidades e organizações da sociedade civil.
Entre os objetivos estão ampliar a rede de proteção, fortalecer políticas de prevenção, promover campanhas de conscientização e aprimorar a articulação entre os diversos serviços que atendem mulheres em situação de violência.
EDUCAR PARA TRANSFORMAR – Além das medidas de proteção e acolhimento, o Governo do Brasil tem defendido a educação como instrumento fundamental para prevenir a violência de gênero.
A proposta é estimular, desde a infância, valores como respeito, igualdade e convivência sem violência, contribuindo para romper padrões culturais que historicamente naturalizaram agressões e discriminações contra mulheres. “É preciso a gente cuidar com muito carinho. Mas tem que levar para o currículo escolar”, disse o presidente Lula, durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.
O presidente defendeu que o debate seja levado às escolas, igrejas, sindicatos, ao Congresso e às empresas. “O menino tem que aprender na escola, desde pequeno, que ele não é melhor do que a mulher, que não é superior, que tem que ser igual e aprender a respeitar”, disse. “É preciso mudar o nosso comportamento como homem”, completou.
A transformação, porém, não depende apenas das instituições. Ela também acontece quando mulheres encontram apoio para romper o silêncio e reconstruir suas vidas.
Hoje, Marta é professora. Gabriela trabalha como eletricista. Ambas carregam marcas profundas da violência que sofreram, mas também a certeza de que é possível recomeçar.
Histórias que mostram por que proteger mulheres não é apenas uma política pública. É uma responsabilidade coletiva e um compromisso permanente com a vida, a dignidade e os direitos de milhões de brasileiras.
*Os nomes foram alterados para preservar a identidade das entrevistadas.
Legenda da foto: Marta* (de costas) durante entrevista: ela viveu um ciclo de violência psicológica, patrimonial e emocional que quase lhe custou a vida. Foto: Diego Campos / Secom-PR
Mesmo sem ser relacionado nas duas primeiras partidas da Copa do Mundo, Neymar é o grande nome da Seleção Brasileira. O craque chegou ao torneio lesionado e não pôde ajudar a equipe no empate com Marrocos, na estreia, e na vitória contra o Haiti, na última rodada. No entanto, a espera pela estreia do camisa 10 parece estar próxima do fim. Carlo Ancelotti confirmou a presença do jogador entre os relacionados para a partida contra a Escócia, às 19h desta quarta-feira (24), pela última rodada do Grupo C. Por isso, o termo NeyDay voltou a estar em alta entre os fãs do jogador.
O que é o NeyDay?
O NeyDay surgiu em agosto de 2020, durante a fase final da Uefa Champions League, disputada em Portugal. Após as oitavas de final, a competição parou por meses por conta da pandemia e voltou somente em agosto, com os confrontos sendo realizados em jogos únicos e com poucos dias de diferença entre as partidas.
A iniciativa nasceu no Twitter (atual X) como uma grande mobilização de fãs e torcedores para apoiar o Neymar, que jogava pelo Paris Saint-Germain e sofria com uma onda de críticas na internet. Para participar da "trend", os internautas alteravam suas fotos de perfil para imagens antigas do craque com o famoso cabelo de "moicano".
Neymar irá estrear na Copa?
Apesar de ter confirmado a presença de Neymar entre os relacionados, o treinador do Brasil preferiu não dar detalhes sobre como pretende utilizar o atleta de 34 anos, nem o tempo que o craque é capaz de suportar em campo, em alta intensidade, após a lesão. Será a primeira vez que o camisa 10 volta a defender a Seleção em quase três anos, desde a grave lesão no joelho sofrida em outubro de 2023, contra o Uruguai.
- O Neymar está disponível. Trabalhou bem nesta semana, preparou-se para a partida. Pode jogar, como outros jogadores. Todos estamos muito contentes que ele está de volta. Com a qualidade dele, pode ajudar o time.
Ancelotti não descartou escalar Neymar como titular na partida da Copa e ainda brincou: "Ele pode jogar. Eu posso jogar 90 minutos caminhando. Ele pode jogar, está bem". No entanto, é provável que o maior artilheiro da história do Brasil comece do banco. Por fim, o treinador também comentou sobre a expectativa dos brasileiros: "Noto que a torcida puxa muito Endrick, mas também temos Neymar (contra a Escócia). Acho que vão empurrar os dois".
EMEB Prof. Ronaldo Peres foi entregue neste sábado após passar por ampla revitalização; programa segue avançando com melhorias na rede municipal de ensino
A Prefeitura de Cajamar realizou neste sábado (20) a entrega da EMEB Prof. Ronaldo Peres Geraldi, no distrito do Polvilho, totalmente reformada e revitalizada por meio do programa Colégio do Futuro. A unidade recebeu melhorias estruturais e adequações que garantem mais conforto, segurança e qualidade para alunos e profissionais da educação.
As intervenções incluíram revitalização dos ambientes internos e externos, reformas em telhados, instalações elétricas e hidráulicas, pintura e demais melhorias executadas conforme as necessidades da escola.
Durante a entrega, o prefeito Kauan destacou a importância dos investimentos na modernização da rede municipal de ensino. “Estamos investindo na melhoria das nossas escolas porque acreditamos que a educação começa por um ambiente adequado, acolhedor e preparado para oferecer as melhores condições de aprendizagem”, afirmou.
Além da EMEB Prof. Ronaldo, mais de 11 escolas seguem em obras em diferentes regiões da cidade. A expectativa é que novas unidades sejam entregues nos próximos meses, dando continuidade ao programa Colégio do Futuro e ao processo de modernização da educação munici