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  1. Assédio eleitoral no trabalho nas Eleições 2026:quando apoio político vira coerção. Por Thays Brasil, advogada trabalhista e sócia no Feltrin Brasil Tawada Advogados Notícia

    Assédio eleitoral no trabalho nas Eleições 2026:quando apoio político vira coerção. Por Thays Brasil, advogada trabalhista e sócia no Feltrin Brasil Tawada Advogados

    Com o primeiro turno das Eleições Gerais marcado para 4 de outubro de 2026, volta ao ambiente de trabalho uma questão que ganhou relevância crescente nos últimos pleitos: até onde o empregador pode manifestar sua preferência política e a partir de que momento essa manifestação passa a violar a liberdade do trabalhador?



    A distinção é importante porque ter opinião política não constitui assédio eleitoral.

    Empregadores, gestores e trabalhadores possuem liberdade de convicção e podem, em sua esfera pessoal, apoiar candidatos, partidos ou posições políticas. O problema surge quando o poder existente na relação de trabalho passa a ser utilizado para interferir na liberdade política de quem ocupa posição profissional subordinada.



    É nesse ponto que uma preferência deixa de ser apenas preferência e pode se transformar em assédio eleitoral.



    O que é assédio eleitoral no trabalho?

    A Resolução nº 355/2023 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho define como assédio eleitoral tanto a discriminação fundada em convicção ou opinião política no âmbito das relações de trabalho quanto atos de coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento destinados a influenciar ou manipular voto, apoio, orientação ou manifestação política de trabalhadores.



    A proteção, portanto, é mais ampla do que o momento em que o eleitor digita seu voto na urna. Ela alcança também sua liberdade para:

    apoiar ou não determinada candidatura;
    participar ou não de atos políticos;
    manifestar ou não sua preferência;
    recusar propaganda partidária;
    não utilizar suas redes pessoais em favor de candidatos;
    não ser profissionalmente favorecido ou prejudicado por sua posição política.
    O voto é secreto. Mas, a liberdade protegida pelo Direito começa antes da urna.



    O empregador pode dizer em quem pretende votar?

    Em princípio, a manifestação pessoal de uma preferência política não se confunde automaticamente com assédio eleitoral.



    O elemento decisivo é o uso da posição de poder decorrente da relação de trabalho.



    Existe diferença relevante entre um empregador manifestar sua opinião e convocar subordinados para uma reunião em que o apoio a determinado candidato é tratado como expectativa profissional.

    Também existe diferença entre compartilhar espontaneamente uma preferência e exigir que trabalhadores produzam propaganda, consigam votos, participem de atos ou demonstrem publicamente adesão àquela candidatura.



    Por isso, a pergunta juridicamente mais útil não é apenas: “O empregador falou de política?”. Mas, sim: “O trabalhador tinha liberdade real para discordar, não participar e continuar sendo tratado profissionalmente da mesma forma?”. Essa segunda pergunta costuma revelar muito mais sobre a existência de assédio.



    É possível obrigar o empregado a participar de campanha?



    A utilização da força de trabalho para atividades político-partidárias merece atenção especial.



    Convocar empregados para panfletagem, carreatas, gravação de vídeos, reuniões de campanha, distribuição de materiais ou busca de votos pode assumir significados jurídicos muito diferentes conforme a existência, ou não, de liberdade efetiva de participação.



    A palavra “voluntário” não resolve a questão. É preciso observar a realidade.

    O trabalhador podia recusar?
    Quem recusasse continuava recebendo o mesmo tratamento?
    A participação era cobrada por superiores?
    Havia listas, grupos, metas ou comprovação das atividades?
    A ausência em determinada ação trazia cobranças?
    Promoções, transferências, funções ou outras condições profissionais poderiam ser afetadas?
    Em relações marcadas por desigualdade de poder, a voluntariedade não deve ser analisada apenas pela inexistência de uma ordem escrita.



    Ameaça de demissão não é a única forma de coerção

    Talvez o exemplo mais intuitivo de assédio eleitoral seja a frase: “se você não votar nesse candidato, será demitido”. Mas, a interferência pode ser muito mais sofisticada. A retaliação pode aparecer sob a forma de:

    ameaça de transferência;
    mudança desfavorável de função;
    perda de oportunidade profissional;
    retirada de benefício;
    redução de espaço ou prestígio interno;
    promessa de promoção ou vantagem;
    cobrança individualizada;
    exposição do trabalhador perante colegas;
    tratamento hostil por sua preferência política;
    ameaça ligada ao resultado das eleições.
    Também podem existir formas de pressão econômica aparentemente positivas. Prometer dinheiro, benefícios ou vantagens em troca de voto ou apoio político não transforma a conduta em legítima.



    O Código Eleitoral, inclusive, tipifica a oferta ou promessa de vantagem para obtenção de voto, assim como o emprego de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar ou não votar em determinado candidato ou partido.



    WhatsApp e redes sociais também podem ser instrumentos do assédio

    O assédio eleitoral não precisa ocorrer fisicamente dentro da empresa. Grupos corporativos, WhatsApp, redes sociais e outros meios digitais podem ser utilizados para propaganda, cobrança e monitoramento. Esse não é um problema apenas teórico.



    Pesquisa inédita divulgada pelo Centro de Pesquisas Judiciárias do TST e do CSJT em agosto de 2026 analisou processos sobre assédio eleitoral e identificou utilização de meios virtuais em parcela expressiva dos casos examinados.

    Na análise qualitativa realizada em amostra dos 738 processos, foram identificadas características de assédio institucional em 92% dos casos estudados, utilização de meios virtuais em 67,4% e intimidação econômica em 61,7%.



    Também em agosto, TSE, TST, Ministério Público do Trabalho e Ministério Público Eleitoral ampliaram a atuação conjunta de prevenção e enfrentamento ao assédio eleitoral durante o processo eleitoral de 2026.

    O movimento institucional ocorre em um contexto importante: a pressão eleitoral dentro das relações de trabalho afeta simultaneamente direitos trabalhistas individuais e a própria liberdade de escolha que sustenta o processo democrático.



    Entre as práticas encontradas estavam grupos utilizados para propaganda política, exigência de compartilhamento de conteúdos e até monitoramento das redes sociais dos trabalhadores.



    O estudo também identificou forte presença de assédio institucional e de intimidação econômica. Os números ajudam a demonstrar que a coerção eleitoral no trabalho não se resume a episódios isolados entre chefe e empregado. Em determinados casos, ela pode integrar a própria estrutura organizacional.

    Como diferenciar campanha espontânea de assédio eleitoral?

    Não existe uma única pergunta capaz de solucionar todos os casos. Mas alguns fatores são particularmente relevantes.

    Houve orientação política? Esse é apenas o começo da investigação.
    A participação era realmente facultativa? É preciso verificar não apenas o discurso formal, mas o que acontecia com quem recusava.
    Existiam metas? Cobrar número de apoiadores, votos, abordagens ou participantes é um elemento especialmente relevante.
    Havia fiscalização? Listas, relatórios, fotografias, vídeos, mensagens ou cobranças periódicas podem mostrar que a participação não era meramente espontânea.
    O trabalhador precisava manifestar apoio publicamente? Obrigá-lo a gravar vídeos, utilizar materiais políticos, publicar em redes sociais ou participar de eventos interfere também em sua liberdade de expressão e de não manifestação.
    Existiam consequências profissionais? Esse costuma ser um dos pontos mais importantes. Transferência, rebaixamento, ameaça de demissão, perda de benefícios ou favorecimento de quem adere à orientação política podem demonstrar a utilização do poder profissional como instrumento de coerção.
    Em síntese, uma matriz especialmente útil é: orientação + obrigatoriedade + fiscalização + consequência. Quanto mais presentes estiverem esses elementos, maior a necessidade de investigação jurídica.



    O trabalhador precisa provar que efetivamente mudou seu voto?

    Não é necessário reduzir a análise a essa consequência. A proteção existe precisamente para preservar a liberdade de formação e manifestação da vontade política.



    Uma tentativa de constranger um empregado, ameaçá-lo ou submetê-lo a pressão profissional pode ser juridicamente relevante mesmo que o trabalhador, ao final, vote em quem desejar.



    O sigilo do voto também impede que a proteção dependa de comprovar qual candidato recebeu efetivamente seu voto. O foco está na conduta de interferência.



    Quais provas podem ser relevantes?

    Casos de assédio eleitoral exigem cuidado probatório porque a coerção frequentemente ocorre de maneira informal. Podem ser relevantes, conforme o caso:

    mensagens de WhatsApp;
    e-mails;
    comunicados internos;
    gravações;
    fotografias;
    vídeos;
    materiais distribuídos aos empregados;
    convocações para reuniões;
    listas de participação;
    mensagens cobrando metas;
    documentos relativos a transferências ou alterações funcionais;
    testemunhas que tenham presenciado as cobranças;
    registros que permitam comparar o tratamento dado a quem aderiu e a quem recusou a orientação.
    Mais uma vez, um único documento não precisa contar toda a história. A sequência dos fatos pode ser mais importante. Uma mensagem política isolada possui significado diferente de uma sequência formada por convocação, meta, cobrança, comprovação da atividade e punição posterior à recusa.



    O contrato de trabalho não transfere a liberdade política ao empregador

    Empregar alguém significa contratar sua força de trabalho. Não significa adquirir sua consciência política.



    O poder de direção empresarial possui limites jurídicos, e a convicção política do trabalhador está fora do espaço em que o empregador pode impor produtividade, metas ou disciplina.



    Por isso, em períodos eleitorais, organizações precisam distinguir com rigor a liberdade política de seus integrantes da utilização da estrutura profissional para induzir comportamentos eleitorais.



    Da mesma forma, trabalhadores submetidos a cobranças políticas devem evitar conclusões simplistas baseadas apenas na existência de conversas sobre eleições.

    A análise adequada passa pela reconstrução concreta da relação:

    havia apenas manifestação de preferência ou existia ordem?
    A participação era livre ou fiscalizada?
    Havia apenas convencimento ou meta?
    A recusa era respeitada ou produzia consequências profissionais?
    É nessa diferença que, muitas vezes, se encontra a fronteira entre opinião política e assédio eleitoral.


    *Thays Brasil é advogada trabalhista com ampla experiência na área. Formada em Administração de empresas com ênfase em Marketing pela Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC) e em Direito pela Universidade do Sul do Estado de Santa Catarina. Possui, ainda, duas pós-graduações em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, a primeira pela Faculdade Damásio de Jesus e a segunda pela Fundação Getúlio Vargas. Com mais de 12 anos de formação, integrou equipes de bancas brasileiras de grande renome, com atuação em processos estratégicos, participando na definição de teses e estratégias processuais e consultivas, bem como na análises de risco e prognósticos de processos. Também atuou perante o Ministério Público do Trabalho. Atualmente, é sócia do escritório Feltrin Brasil Tawada com atuação voltada tanto para área consultiva quanto para o contencioso trabalhista.
  2. Marmita organizada: itens que facilitam a rotina de quem leva almoço ao trabalho Notícia

    Marmita organizada: itens que facilitam a rotina de quem leva almoço ao trabalho

    Organização e praticidade ajudam a economizar tempo, conservar os alimentos e tornar a rotina mais eficiente

    Levar a própria refeição para o trabalho tem se tornado um hábito cada vez mais comum entre os brasileiros. Além de representar economia no fim do mês, a marmita permite maior controle da alimentação e ajuda quem busca manter uma rotina mais equilibrada. No entanto, para que esse hábito seja realmente prático, a organização faz toda a diferença.

    Escolher recipientes adequados, manter os alimentos bem armazenados e transportar tudo de forma segura são cuidados que facilitam o dia a dia e contribuem para a conservação das refeições. Pensando nisso, a Multicoisas reuniu algumas dicas e itens que tornam a rotina de quem leva marmita muito mais simples.

    1. Aposte em potes herméticos

    Os recipientes com fechamento hermético evitam vazamentos durante o transporte e ajudam a conservar melhor os alimentos. Além disso, são ideais para armazenar diferentes preparações na geladeira, mantendo sabor e frescor por mais tempo.

    2. Separe os alimentos em compartimentos

    Utilizar potes com divisórias ou recipientes individuais evita que os alimentos se misturem e preserva a textura de cada preparo. Essa organização também facilita o planejamento das refeições ao longo da semana.

    3. Organize lanches e pequenos acompanhamentos

    Frutas, castanhas, snacks e sobremesas podem ser armazenados em potes menores, tornando o transporte mais prático e evitando o uso de embalagens descartáveis.

    4. Tenha uma bolsa térmica para o transporte

    Uma bolsa térmica ajuda a manter a temperatura dos alimentos durante o trajeto até o trabalho, especialmente nos dias mais quentes. O acessório também protege os recipientes e oferece mais segurança durante o transporte.

    5. Deixe os utensílios sempre à mão

    Montar um kit com talheres reutilizáveis, guardanapo de tecido e pequenos recipientes para molhos ou temperos facilita a rotina e evita esquecimentos na hora de sair de casa.

    6. Planeje as refeições da semana

    Separar um momento para preparar as refeições antecipadamente ajuda a economizar tempo durante os dias úteis. Utilizar etiquetas para identificar o conteúdo e a data de preparo dos potes também facilita a organização da geladeira e do freezer.

    Além de tornar a rotina mais prática, investir em recipientes de qualidade e acessórios de organização contribui para reduzir o desperdício de alimentos e diminui o consumo de embalagens descartáveis, tornando o hábito de levar marmita ainda mais econômico e sustentável.

    A Multicoisas oferece uma variedade de potes herméticos, organizadores, bolsas térmicas, etiquetas e acessórios para cozinha que ajudam consumidores a organizar as refeições, conservar melhor os alimentos e tornar o dia a dia mais prático.
  3. Mês da Juventude no Brasil: 5 dicas para se preparar e qualificar para conquistar espaço no mercado de trabalho Notícia

    Mês da Juventude no Brasil: 5 dicas para se preparar e qualificar para conquistar espaço no mercado de trabalho

    Desenvolver competências técnicas e comportamentais pode ajudar jovens a se destacar nos processos seletivos e construir uma trajetória profissional


    São Paulo (SP), setembro de 2026: Entrar no mercado de trabalho é um dos principais desafios da juventude. No Dia da Juventude no Brasil, celebrado em 22 de setembro, assuntos relacionados aos jovens ganha espaço para além das questões de saúde e bem-estar, incluindo também educação, desenvolvimento e preparação para o futuro profissional. Para quem ainda busca a primeira experiência no mercado de trabalho, dúvidas sobre como montar o primeiro currículo, onde buscar oportunidades e quais habilidades desenvolver, inclusive as comportamentais, podem tornar o início da carreira ainda mais desafiador. Em um cenário de transformações constantes nas empresas, a preparação passou a ser um importante diferencial para quem deseja conquistar as primeiras oportunidades e construir uma trajetória profissional.


    Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos chegou a 13,8% no primeiro trimestre de 2026, mais que o dobro da média nacional, de 5,8%. Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro vem apresentando resultados positivos. Em 2025, a taxa anual de desocupação foi de 5,6%, a menor da série histórica iniciada em 2012, enquanto a população ocupada alcançou o recorde de 103 milhões de pessoas.


    Para Rafael Cunha, diretor nacional da Microlins, rede de educação profissional com foco em soft skills, o primeiro passo é entender que a preparação para o mundo corporativo começa antes mesmo da primeira entrevista. Isso inclui desenvolver conhecimentos técnicos, aprender a se comunicar de maneira adequada, entender como funciona um ambiente profissional e fortalecer competências como responsabilidade, organização, colaboração e, principalmente, a inteligência emocional.


    “É natural que o jovem tenha dúvidas e até insegurança ao entrar no mercado de trabalho, principalmente quando ainda não possui experiência. Por isso, é importante enxergar a preparação profissional como um processo. Cursos, projetos, atividades extracurriculares e até experiências voluntárias podem contribuir para o desenvolvimento de competências e ajudar o jovem a entender melhor seus interesses e potencialidades”, afirma Cunha.


    Por onde começar?

    Uma das primeiras etapas é definir um objetivo, mesmo que ele ainda possa mudar ao longo do caminho. Identificar áreas de interesse ajuda o jovem a direcionar a busca por cursos, vagas e experiências que façam sentido para seu momento profissional.


    A construção do currículo também merece atenção. Para quem busca o primeiro emprego, não é necessário ter uma extensa lista de experiências. Formação acadêmica, cursos livres, conhecimentos em tecnologia, idiomas, projetos escolares, trabalhos voluntários e outras atividades podem ser apresentados de maneira estratégica, desde que tenham relação com as competências desenvolvidas. Além do arquivo, a recomendação é criar um perfil no LinkedIn, já que alguns recrutadores preferem visualizar as informações pela plataforma.


    Também é importante desenvolver as chamadas soft skills. Comunicação, capacidade de trabalhar em equipe, organização, adaptabilidade e inteligência emocional estão cada vez mais presentes nas discussões sobre empregabilidade, especialmente porque o ambiente corporativo exige profissionais capazes de lidar com mudanças e diferentes perfis.


    “Mais do que preparar o jovem para uma vaga específica, precisamos ajudá-lo a desenvolver autonomia para construir sua própria trajetória. O mercado, as profissões e as empresas mudam. Por isso, ter disposição para aprender continuamente, saber se comunicar e desenvolver novas competências é tão importante quanto o conhecimento técnico”, revela o diretor nacional da Microlins.


    Cinco passos para começar a carreira

    1. Identifique seus interesses: conhecer as áreas que despertam curiosidade ajuda a direcionar a formação e a busca por oportunidades.


    2. Invista em qualificação: cursos profissionalizantes e de curta duração, como o de Informática, podem ajudar a desenvolver conhecimentos técnicos e ampliar o repertório profissional.


    3. Desenvolva habilidades comportamentais: comunicação, organização, trabalho em equipe, criatividade e inteligência emocional são competências importantes no ambiente corporativo.


    4. Busque experiências: programas de aprendizagem, estágios, trabalhos voluntários e projetos podem ajudar a desenvolver habilidades e gerar repertório para o currículo.


    5. Prepare-se para os processos seletivos: pesquisar sobre a empresa, entender a vaga, organizar o currículo e treinar a comunicação são atitudes que podem fazer diferença em entrevistas e dinâmicas. Vale a pena conversar com familiares, amigos e conhecidos que atuam no mesmo segmento para colher dicas e entender como foi a experiência no mercado de trabalho.
  4. A importância de centros especializados e as novas diretrizes de tratamento do AVC no Brasil Notícia

    A importância de centros especializados e as novas diretrizes de tratamento do AVC no Brasil

    Evento reuniu grandes especialistas para discutir o avanço da doença, inclusive em populações mais jovens, e a eficácia dos tratamentos disponíveis

    A Medtronic, líder global em tecnologia para a saúde, realizou nos dias 26 e 27 de agosto o NeuroVation Landscape (NVL 2026), um encontro focado em conectar especialistas para discutir os desafios atuais da área neurovascular, compartilhar experiências clínicas e explorar o futuro das terapias. O segundo dia do evento foi integralmente dedicado ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), promovendo um amplo diálogo sobre como transformar a jornada dos pacientes no Brasil.



    O debate é urgente. O AVC continua sendo uma das principais causas de mortalidade e incapacidade no país. No ano passado, foram registrados 89.490 óbitos por AVC no Brasil, o que corresponde a aproximadamente um óbito a cada seis minutos1. Além disso, entre janeiro e junho de 2026, as doenças cardiovasculares causaram mais de 270 mil mortes2. Um alerta que chamou a atenção dos especialistas durante o encontro foi o avanço da carga de doenças cardiovasculares para faixas etárias mais jovens, com um aumento expressivo nas internações de pacientes com menos de 40 anos nas últimas duas décadas3.



    Para reverter esse quadro e oferecer o melhor cuidado, os médicos presentes reforçaram a necessidade vital de centros de atendimento estruturados de acordo com o nível de complexidade. O fluxo ideal prevê centros de nível inicial, capacitados para o diagnóstico ágil e a aplicação de trombolítico endovenoso, e centros de alta complexidade, estruturados para realizar a trombectomia mecânica, um procedimento minimamente invasivo fundamental para a remoção de coágulos nos AVCs isquêmicos maiores.



    “A estruturação da urgência do atendimento, para que o AVC seja visto como prioridade máxima, é essencial. Isso inclui o treinamento do SAMU para que possam reconhecer os sinais mais graves e levar o paciente ao centro adequado”, pontuou o Dr. Michel Frudit, neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Ele alertou ainda para as barreiras de infraestrutura: “Em São Paulo, para uma população enorme, só há dois hospitais públicos estruturados com trombectomia mecânica (HC e Santa Marcelina), o que é muito pouco, considerando o tamanho da cidade”.



    A atenção ao AVC também tem se voltado para uma população ainda mais jovem: os pacientes pediátricos. O tema ganhou relevância com a publicação, em 2026, das novas recomendações que incorporam o tratamento do AVC agudo para a faixa etária que vai do nascimento aos 17 anos4. Em países desenvolvidos, a incidência chega a 1,5 criança a cada 100.000, e cerca de 70% desse grupo corre o risco de desenvolver sequelas limitantes4.



    “Tivemos a grata surpresa da incorporação do tratamento do AVC agudo no grupo pediátrico. É uma publicação importante que vai nos ajudar a mudar os protocolos da maioria das instituições para tratar esse grupo de crianças, que também pode ser tratado com a trombectomia mecânica com segurança e resultados excelentes”, destacou o Dr. Alexandre Ulhoa, neurologista e neurocirurgião do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte (MG).



    A educação da população para o reconhecimento dos sinais da doença, que muitas pessoas ainda conhecem apenas pelo termo "derrame", é o primeiro elo da cadeia de sobrevivência.



    “A epidemiologia no Brasil mostra casos crescentes em pacientes mais jovens e com risco de morte. O reconhecimento dos sintomas ainda é insuficiente, não apenas pela população, mas muitas vezes, também por profissionais de saúde. Uma vez que os tratamentos do AVC são tempo-dependentes, é necessário que o paciente busque atendimento imediato em centros estruturados, que dispõem de fluxos bem estabelecidos e equipes multiprofissionais especializadas”, orientou o Dr. Michel Ferreira Machado, neurologista do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo.



    “O NeuroVation Landscape evidenciou que a tecnologia e a inovação só alcançam seu potencial máximo quando caminham lado a lado com a educação médica continuada. Para a Medtronic, atuar como parceira estratégica do ecossistema de saúde significa fomentar ativamente esses espaços de aprimoramento clínico", afirma Glauber Souza, diretor da unidade de negócios de Neurociência da Medtronic no Brasil.
  5. Danilo Joan fortalece caminhada em Santana de Parnaíba ao lado de grande time de vereadores e lideranças em reunião super lotada. Notícia

    Danilo Joan fortalece caminhada em Santana de Parnaíba ao lado de grande time de vereadores e lideranças em reunião super lotada.

    Santana de Parnaíba mostrou a força da união e do trabalho de Danilo Joan em uma reunião superlotada, ao lado de um grande time de vereadores, lideranças e apoiadores.

    Ao lado do prefeito de Cajamar, Kauan Berto, do presidente estadual do Progressistas e candidato a deputado federal, Maurício Neves, e de importantes lideranças locais, Danilo foi recebido com entusiasmo pelas ruas da cidade.

    O encontro reuniu os vereadores Zaqueu, Gabriel Oliani, Ricardo do Parque Colinas, Fátima do Social, Kadu da Farmácia e Ronaldinho RD, além do ex-vereador Marcos Moraes e lideranças como Ruben Alves e Zezinho Scarpa.

    Durante o evento, Danilo reforçou seu compromisso com Santana de Parnaíba e toda a região, destacando que pretende levar para a Assembleia Legislativa sua experiência como ex-prefeito de Cajamar, além de projetos que deram certo e se tornaram referência em todo o Brasil. Seu objetivo é trabalhar pela conquista de recursos, investimentos e iniciativas que contribuam para o desenvolvimento do município.

    A força do grupo, a presença popular e a união das lideranças mostram que Santana de Parnaíba está pronta para caminhar ainda mais forte.

    “Tenho muito orgulho de caminhar ao lado desse grande time de Santana de Parnaíba. São pessoas que conhecem a cidade, estão perto da população e trabalham todos os dias por quem mais precisa. Acredito na força desse grupo e tenho certeza de que, juntos, podemos fazer Santana de Parnaíba avançar ainda mais. Quero levar as experiências que deram certo em Cajamar e ser, na Assembleia Legislativa, um representante presente, parceiro e comprometido em trazer recursos para a cidade”, destacou Danilo Joan.