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  1. Ficção científica, rock, cinema em película e documentários musicais marcam a programação do CineSesc Notícia

    Ficção científica, rock, cinema em película e documentários musicais marcam a programação do CineSesc

    "Backrooms: Um Não-Lugar" e "Dia D" lideram as estreias da semana; programação inclui sessão restaurada em 4K de The Doors, clássicos em 35 mm, In-Edit e CineClubinho com animação do Studio Ghibli

    Entre os dias 25 de junho e 1º de julho, o CineSesc reúne uma programação que atravessa diferentes linguagens e formatos de exibição. Das novas produções de ficção científica aos clássicos projetados em película 35 mm, passando pelo universo do rock, documentários musicais e uma sessão especial dedicada ao Studio Ghibli, a agenda oferece um panorama diverso para os amantes do cinema.



    Backrooms: Um Não-Lugar de Kane Parsons segue em cartaz, uma adaptação cinematográfica do fenômeno nascido na internet. Expandindo o universo que conquistou milhões de visualizações nas redes sociais, o longa mergulha em uma atmosfera de horror psicológico e realidades paralelas, explorando espaços aparentemente comuns que escondem dimensões inquietantes. O filme leva para as salas de cinema uma das narrativas mais emblemáticas da cultura digital recente, transformando um dos maiores fenômenos do imaginário online em experiência cinematográfica.



    A programação também recebe Dia D, nova produção dirigida por Steven Spielberg. Misturando ficção científica e paranoia contemporânea, o longa acompanha uma crise global desencadeada por fenômenos inexplicáveis transmitidos ao vivo para o mundo inteiro. À medida que segredos militares vêm à tona e a possibilidade de uma inteligência extraterrestre se torna cada vez mais concreta, o filme propõe uma reflexão sobre o impacto do desconhecido em uma sociedade hiperconectada.



    Para os fãs de música, uma das atrações é a exibição de The Doors em versão restaurada em 4K. Dirigido por Oliver Stone, o clássico estrelado por Val Kilmer, retorna às telas em uma nova cópia digital que valoriza a exuberância visual da produção lançada em 1991. O filme acompanha a trajetória de Jim Morrison e da lendária banda californiana, revisitando a efervescência cultural dos anos 1960 através de um dos retratos mais marcantes do rock no cinema.



    O festival In-Edit Brasil segue ocupando as salas do CineSesc com documentários que investigam personagens fundamentais da música mundial e brasileira. Entre os destaques está Boy George & Culture Club, dirigido por Alison Ellwood, que revisita a ascensão meteórica da banda britânica e os bastidores da intensa relação entre Boy George e Jon Moss. O documentário combina imagens de arquivo, depoimentos e sucessos como "Karma Chameleon" e "Do You Really Want to Hurt Me?" para revelar as tensões por trás do brilho pop dos anos 1980.



    A produção brasileira ganha espaço com Ninguém Pode Provar Nada, retrato irreverente do jornalista e produtor musical Ezequiel Neves, figura decisiva para a história do rock nacional e para as carreiras de artistas como Cazuza, Barão Vermelho e Made in Brazil. Pontos de Força, em première nacional, acompanha o músico Mateus Aleluia em uma jornada pelos territórios sagrados do Recôncavo Baiano. A sessão contará com a presença da diretora Vânia Lima e integrantes da equipe do filme para um encontro com o público.



    As tradicionais exibições em 35mm voltam essa semana com um clássico da década de 1970 e outro dos anos 2000. De 1972, Cabaret, obra-prima de Bob Fosse vencedora de oito Oscars, ambientada na Berlim da República de Weimar durante a ascensão do nazismo, e de 2006, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ambientado durante a ditadura militar e a Copa do Mundo de 1970, o longa permanece como um dos retratos mais sensíveis da infância brasileira em tempos de repressão política.



    Complementando a agenda, uma sessão especial promovida em parceria com a ACNUR apresenta o documentário Novo Dia: histórias afegãs no Brasil, que reúne relatos de refugiados afegãos reconstruindo suas vidas no país após deixarem sua terra natal. A exibição gratuita propõe uma reflexão sobre deslocamento, pertencimento e recomeço.

    CineClubinho exibe “O Serviço de Entregas da Kiki”

    Já o público infantil e familiar encontra um programa especial no CineClubinho. Antes da sessão, o grupo Babado de Chita realiza a intervenção artística Festejando!, inspirada nas manifestações da cultura popular brasileira, com brincadeiras, música e ritmos tradicionais. Em seguida, será exibido O Serviço de Entregas da Kiki, clássico do Studio Ghibli dirigido por Hayao Miyazaki. A animação acompanha uma jovem bruxa que deixa a casa dos pais para viver um ano de aprendizado e independência, em uma narrativa que transformou o filme em uma das obras mais queridas do cinema de animação mundial.



    Confira a programação completa e demais informações em sescsp.org.br/cinesesc






    PROGRAMAÇÃO CINESESC DE 25/6 A 1/7



    BACKROOMS: UM NÃO-LUGAR

    Dir.: Kane Parsons. Estados Unidos, Canadá, 2026, 110min (1h50m), ficção, 16 anos.

    Backrooms é um filme inspirado em um curta-metragem popularmente conhecido na internet. Quando uma série de lugares passam a contar com lugares peculiares, possivelmente dando de cara a outra realidade, entidades estão lá para terem a oportunidade de te desejarem o mal, te matar ou não.

    Imagens: Backrooms

    QUINTA, DIA 25/06, DAS 18H ÀS 19H50*

    *A sessão está sujeita a cancelamento caso houver jogo do Brasil

    SEGUNDA, DIA 29/06, DAS 17H30 ÀS 19H20

    TERÇA, DIA 30/06, DAS 14H30 ÀS 16H20

    QUARTA, DIA 01/07, DAS 17H30 ÀS 19H20


    DIA D

    Dir.: Steven Spielberg. EUA, Canadá, Nova Zelândia, Japão, 2026, 145 min. (2h25m), ficção - 12 anos

    O mundo entra em pânico após um evento inexplicável ser transmitido ao vivo na televisão. Nele, fenômenos estranhos ao redor do planeta parecem estar cada vez mais próximos. Assim, segredos militares são expostos desencadeando uma crise global jamais vista antes. Agora, a inteligência alienígena se torna cada vez mais evidente, e os estudiosos, cientistas, autoridades e civis precisam aprender a lidar com a ideia de uma sociedade que nunca esteve sozinha.

    Imagens: Dia D

    QUINTA, DIA 25/06, DAS 15H ÀS 17H25

    SÁBADO, DIA 27/06, DAS 15H ÀS 17H25*

    *A sessão está sujeita a cancelamento caso houver jogo do Brasil

    SEGUNDA, DIA 29/06, DAS 14H30 ÀS 16H55*

    *A sessão está sujeita a cancelamento caso houver jogo do Brasil

    SEGUNDA, DIA 29/06, DAS 20H ÀS 22H25

    TERÇA, DIA 30/06, DAS 17H ÀS 19H25

    QUARTA, DIA 01/07, DAS 14H30 ÀS 16H55


    Sessão 35mm

    O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS

    Dir.: Cao Hamburger. Brasil, 2006, 110 min. (1h50m), ficção - 10 anos

    Um menino é deixado sozinho em um bairro judeu em 1970, onde tanto a Copa do Mundo quanto a ditadura acontecem no Brasil.

    Imagens: O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias

    QUARTA, DIA 01/07, DAS 20H ÀS 21H50



    Sessão 35mm

    CABARET

    Dir.: Bob Fosse. EUA, 1972, 125 min. (2h05m), ficção - 16 anos

    Uma animadora de um clube nos dias da República de Weimar em Berlim se apaixona por dois homens quando o Partido Nazista sobe ao poder ao seu redor.

    Imagens: Cabaret

    TERÇA, DIA 30/07, DAS 20H ÀS 22H05



    Sessão especial - ACNUR

    NOVO DIA: HISTÓRIAS AFEGÃS NO BRASIL

    Dir.: ACNUR Brasil. Brasil, 25 min., documentário - livre

    O documentário traz o relato de oito pessoas refugiadas que foram forçadas a deixar o Afeganistão a partir de 2021 e que hoje reconstroem suas vidas no Brasil. Com título inspirado pelo Nowruz, celebração afegã que marca a chegada de um novo ciclo, o documentário entrelaça memórias do país de origem com a construção de novos laços de pertencimento.
    O filme é uma realização da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com apoio da Islamic Relief USA (IRUSA).

    SEXTA, DIA 26/06, DAS 19H ÀS 19H25

    Sessão gratuita, liberação de ingressos 1h antes


    THE DOORS - 4K

    Dir.: Oliver Stone. França, EUA, Países Baixos, 1991, 140 min. (2h20m), ficção-documentário - 18 anos

    A história da famosa e influente banda de rock dos anos 60 The Doors, e seu cantor e compositor, Jim Morrison, desde seus dias como estudante de cinema em Los Angeles até sua morte prematura em Paris, França, aos 27 anos em 1971.

    Imagens: The Doors

    DOMINGO, DIA 28/06, DAS 17H30 ÀS 19H50.


    IN-EDIT

    PANORAMA MUNDIAL

    BOY GEORGE & CULTURE CLUB

    Dir.: Alison Ellwood. EUA, Reino Unido, 2025, 95 min. (1h35m) - 10 anos

    Com humor, coração e muito glitter, a diretora Alison Ellwood mergulha na trajetória de Boy George e da banda Culture Club, um dos grupos mais marcantes dos anos 1980.

    Focando na relação intensa que moldou seu sucesso e suas rupturas, o documentário alterna memórias, confissões íntimas e hits como “Do You Really Want to Hurt Me?” e “Karma Chameleon” com os conflitos que fizeram da carreira do grupo uma montanha-russa. O relacionamento tempestuoso entre Boy George e o baterista Jon Moss, a explosão do segundo álbum, a fama, a pressão da imprensa sobre sua sexualidade, as drogas e a relação com os demais membros — nada é filtrado aqui. Um mergulho profundo no lado emocional por trás do brilho pop.

    QUINTA, DIA 25/06, DAS 20H30 ÀS 22H05.

    Imagens: Link


    IN-EDIT

    PANORAMA BRASILEIRO

    (Inédito em SP)
    Legenda da foto: Cena de The Doors, restaurado em 4K. Foto: Divulgação
    NINGUÉM PODE PROVAR NADA

    Dir.: Rodrigo Pinto. Brasil, 2025, 105 min. (1h45m) - 16 anos

    As aventuras quase inacreditáveis do jornalista e produtor musical Ezequiel Neves, o “Exagerado Número 1”. Com mais de sessenta horas de entrevistas inéditas e precioso material de arquivo, acompanhamos sua trajetória, que inclui excessos, lorotas, verdades afiadas e encontros definitivos para a música brasileira, como com o Made in Brazil, Barão Vermelho e Cazuza.

    SÁBADO, DIA 27/06, DAS 18H ÀS 19H45.
  2. O que um profissional de educação física enxerga em uma partida de futebol que a maioria dos torcedores não percebe? Notícia

    O que um profissional de educação física enxerga em uma partida de futebol que a maioria dos torcedores não percebe?

    Enquanto muitos assistem ao futebol focados em gols, dribles e resultados, profissionais da área observam detalhes que ajudam a explicar por que o esporte de alto rendimento vai muito além da técnica com a bola nos pés

    O futebol é o esporte mais popular do mundo e reúne cerca de 240 milhões de praticantes em diferentes países. No Brasil, milhões de pessoas também mantêm contato com a modalidade, seja em escolinhas, clubes, projetos sociais ou nas tradicionais "peladas" entre amigos. Embora o futebol de rua tenha perdido espaço em muitas cidades nas últimas décadas, a paixão pelo esporte continua atravessando gerações.


    Quando a bola rola em uma partida profissional, milhões de torcedores acompanham cada lance. Mas será que todos assistem ao mesmo jogo?


    Para responder a essa pergunta, quatro professores de educação física compartilharam quais aspectos costumam chamar mais sua atenção durante partidas de futebol de alto rendimento. As respostas mostram que, para quem trabalha diariamente com o corpo humano e o movimento, o espetáculo também acontece longe da bola.


    O desafio de correr, pensar e decidir ao mesmo tempo



    Para o professor Gustavo da Silva, um dos aspectos mais impressionantes é a capacidade dos jogadores de unir preparo físico e raciocínio rápido.



    "Os jogadores conseguem correr praticamente o jogo inteiro e, ao mesmo tempo, pensar no que fazer assim que recebem a bola, mesmo sob pressão da marcação adversária", afirma.



    Além da resistência física, atletas profissionais percorrem, em média, entre 10 e 13 quilômetros por partida, alternando caminhadas, trotes, acelerações e sprints. Tudo isso enquanto analisam a movimentação dos companheiros e adversários para tomar decisões em poucos segundos.


    Quando o treinamento vira instinto



    Já o professor Tiago Silva chama atenção para o entrosamento das equipes, construído ao longo de meses de treinamento. "Às vezes um jogador faz um passe sem sequer olhar para onde o companheiro está, porque sabe que ele estará ocupando aquele espaço."



    Segundo ele, muitas jogadas parecem espontâneas para o torcedor, mas são fruto de repetição e treino constante. Com o tempo, esses movimentos se tornam praticamente automáticos, permitindo que os atletas reajam rapidamente mesmo em situações de pressão.


    Futebol também é estratégia


    Os professores Thiago Mendonça e Diego Alysson destacam que também observam o lado tático da partida.


    "Eu gosto de entender por que um treinador escolhe determinado esquema para enfrentar um adversário e outro completamente diferente na rodada seguinte", explica Thiago Mendonça.



    Diego Alysson complementa que a leitura vai além dos nomes em campo. "Muitas vezes, quem executa melhor um esquema tático tem mais chances de ser escalado do que um jogador mais habilidoso, porque o coletivo precisa funcionar."



    Para eles, formações, posicionamentos e escolhas do treinador revelam que o futebol também é um jogo de estratégia, em que cada atleta desempenha uma função específica.


    Um jogo que vai além da bola


    As respostas dos professores mostram que existem diferentes maneiras de assistir a uma partida de futebol.



    Enquanto a maioria dos torcedores acompanha o placar, os gols e os momentos decisivos, profissionais da educação física enxergam uma combinação de condicionamento físico, tomada de decisão, coordenação coletiva e estratégia.



    Cada passe, corrida ou mudança de posicionamento carrega horas de treinamento e planejamento que raramente aparecem nas estatísticas, mas ajudam a explicar por que o futebol de alto rendimento é considerado um dos esportes mais exigentes do mundo.
  3. “O Governo tem fortalecido a indústria automotiva no Brasil”, destaca Márcio Elias Rosa   Em entrevista ao Bom Dia, Ministro, titular do MDIC ressaltou a manutenção da política para veículos eletrificados e o crescimento recorde da produção nacional Notícia

    “O Governo tem fortalecido a indústria automotiva no Brasil”, destaca Márcio Elias Rosa Em entrevista ao Bom Dia, Ministro, titular do MDIC ressaltou a manutenção da política para veículos eletrificados e o crescimento recorde da produção nacional

    Durante o programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira, 24 de junho, Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) afirmou que o Governo do Brasil mantém uma política de fortalecimento da indústria automotiva brasileira, combinando estímulos à produção nacional, ampliação do acesso ao crédito e abertura controlada às importações.


    O Governo Federal tem intensificado e fortalecido muito a indústria automotiva no Brasil. Quem quiser montar, fabricar, produzir aqui no país encontra vantagens em instrumentos de fomento, de apoio. Mas também não criou uma barreira para a importação"

    Márcio Elias Rosa
    Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços


    “O Governo Federal tem intensificado e fortalecido muito a indústria automotiva no Brasil. Quem quiser montar, fabricar, produzir aqui no país encontra vantagens em instrumentos de fomento, de apoio. Mas também não criou uma barreira para a importação. Há três anos começamos um cronograma de elevação do imposto de importação, que vai chegar agora em janeiro do ano que vem, 35% para todos os veículos".


    Ao comentar a decisão anunciada na terça-feira (23/6) sobre as cotas para importação de veículos elétricos, o ministro ressaltou que o cronograma de recomposição gradual das tarifas de importação segue inalterado e que a medida busca equilibrar interesses de consumidores, montadoras instaladas no país e empresas que estão iniciando a produção nacional de veículos híbridos e elétricos.


    “Essa decisão foi tomada porque essas montadoras estão se instalando no país para produzir. Tem uma lá em São Paulo, outra na Bahia, que já estão começando a produzir veículos híbridos e híbridos flex aqui no país, o que é bom para a oferta, tanto para o mercado quanto para a geração de emprego e de renda. Aquele que não fabricar no país não vai poder acessar as linhas de financiamento”, afirmou.


    CARRO SUSTENTÁVEL — O ministro destacou que as políticas industriais implementadas pelo governo têm contribuído para a recuperação do setor automotivo, como o programa Carro Sustentável. De acordo com ele, a medida resultou em aumento de 31% nas vendas dos modelos contemplados.


    “Para os veículos que têm reciclabilidade, eficiência energética, veículos de entrada, os mais baratos, zero. Isso fez com que nós tivéssemos um aumento de 31% nas vendas. E esse Carro Sustentável só pode ser um carro fabricado inteiramente no país, 90% de conteúdo local”, explicou


    AUMENTO NAS VENDAS — “Esse tipo de medida que vem facilitando, vem favorecendo a indústria automotiva, acabou gerando um aumento total nas vendas, agora no mês de maio, de 15,2% de toda a frota. Nós estamos conseguindo emplacar, vender, produzir e emplacar veículos nacionais 15% a mais do que fazíamos no ano anterior. Os números deste ano superam 2019, que tinha sido o melhor ano”, complementou.


    GERAÇÃO DE EMPREGO — Márcio Elias também destacou a relevância econômica do segmento, com geração expressiva de empregos e participação no Produto Interno Bruto (PIB). “Essa é uma indústria absolutamente essencial para o país. São mais de 110 mil empregos diretos. Se você pegar toda a cadeia associada a esse setor, nós temos quase 4% do PIB. Então, a gente olha com muita atenção”, ressaltou.


    O ministro também citou outras iniciativas estruturantes para o setor, como o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), o Move Brasil e os incentivos à produção de carro sustentável.


    TÁXI E APLICATIVOS — Durante a entrevista, o ministro também detalhou o funcionamento do Move Brasil Táxi e Aplicativos, iniciativa voltada à renovação da frota nacional e à ampliação do acesso ao crédito para profissionais do transporte individual. Motoristas de aplicativo e taxistas com cadastro aprovado já podem procurar a concessionária do veículo escolhido para dar início à análise de crédito.


    Segundo o ministro, mais de 800 mil pessoas já se habilitaram para participar do programa, que contempla taxistas e motoristas de aplicativos. São mais de R$ 30 bilhões em crédito voltados à aquisição de carros novos a juros mais baixos e condições especiais.


    “Quais os veículos que podem ser comercializados? Veículos novos, flex, híbrido elétrico, de até R$ 150 mil. Por que R$ 150 mil? Porque isso alcança mais de 60% do mercado e, praticamente, todas as montadoras, 62%. É elegível para obter uma linha de crédito aqueles que estão há, pelo menos, 12 meses no cadastro e com pelo menos 100 corridas na plataforma que usa”, disse.


    Legenda da foto: Ministro Márcio Elias Rosa destacou que as políticas industriais implementadas pelo governo têm contribuído para a recuperação do setor. Foto: Diego Campos / Secom - PR
  4. “Eu quis viver por mim”: novas medidas ampliam proteção às mulheres e fortalecem combate à violência Notícia

    “Eu quis viver por mim”: novas medidas ampliam proteção às mulheres e fortalecem combate à violência

    Pacote anunciado pelo presidente Lula reforça medidas protetivas, amplia responsabilização de agressores e fortalece rede de atendimento. Histórias de sobreviventes mostram urgência das ações em um país que ainda convive com altos índices de violência contra mulheres

    Quando Marta* decidiu expulsar de casa o homem com quem viveu por mais de duas décadas, ela não estava apenas encerrando um relacionamento. Estava rompendo um ciclo de violência psicológica, patrimonial e emocional que quase lhe custou a vida. Já Gabriela* precisou deixar para trás a cidade onde vivia e recomeçar do zero, a mais de 1,5 mil quilômetros de distância, para escapar da violência. Histórias como as delas ajudam a explicar por que o Governo do Brasil tem ampliado medidas de proteção às mulheres, fortalecido a rede de acolhimento e mobilizado instituições de todo o país para enfrentar a violência de gênero e o feminicídio.


    Em maio deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um pacote de medidas para ampliar a proteção às mulheres e reforçar a segurança digital no Brasil. Entre as iniciativas estão a criação do Cadastro Nacional de Agressores, o fortalecimento das medidas protetivas, a ampliação dos mecanismos de afastamento de agressores e o endurecimento das punições para autores de violência contra mulheres.


    As ações se somam ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelos Três Poderes para integrar esforços na prevenção da violência, proteção das vítimas e responsabilização dos agressores. Sob o lema “Todos por Todas”, a iniciativa completou 100 dias em maio reunindo ações voltadas à ampliação da rede de atendimento, ao fortalecimento das políticas públicas e à mobilização da sociedade para enfrentar uma das formas mais graves de violação dos direitos humanos.


    “Todo mundo precisa trazer para si essa responsabilidade”, afirmou o presidente Lula durante cerimônia de apresentação das medidas. Para o presidente, o enfrentamento à violência contra as mulheres exige o envolvimento de governos, instituições e da sociedade como um todo. A necessidade dessas ações aparece nas estatísticas e, principalmente, nas histórias de mulheres que enfrentaram a violência dentro de casa.


    Para enfrentar essa realidade, o Governo do Brasil tem ampliado as ações de prevenção, proteção e responsabilização dos agressores. Embora dados recentes indiquem avanços, o cenário ainda exige atenção permanente. Levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apontou redução de 11,45% nos casos de feminicídio registrados em abril e maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram 232 vítimas, ante 262 nos dois meses de 2025. Apesar da queda, o número revela que centenas de mulheres continuam sendo assassinadas em razão da condição de gênero.


    Como parte desse esforço, o MJSP coordena a Operação Mulher Segura, que mobiliza forças de segurança de todo o país para prevenir feminicídios, acompanhar medidas protetivas e responsabilizar autores de violência contra mulheres. Nos primeiros 15 dias da segunda edição da operação, iniciada em junho, foram registradas 630 prisões relacionadas à violência de gênero, além do atendimento e acolhimento de mais de 2 mil mulheres em situação de violência.


    É nesse contexto que histórias como as de Marta e Gabriela deixam de ser casos isolados para retratar uma realidade vivida por milhares de brasileiras.


    “A MAIOR FERIDA NÃO SE VÊ” – Como muitas mulheres, Marta tinha um sonho: viver um conto de fadas. Aos 23 anos, acreditou ter encontrado o homem ideal para construir uma família. Prestativo e amável, João* inclusive ajudava Marta a cuidar da mãe idosa.


    No início do casamento, enquanto ela trabalhava em dois empregos, ele dizia procurar serviço como ajudante de pedreiro. Quando conseguia, ficava pouco tempo no serviço.


    Com o passar do tempo, a realidade mostrou outra face. Marta entregava todo o salário ao marido, que administrava as finanças da casa. Vieram as traições, as humilhações públicas e as tentativas constantes de diminuí-la diante de familiares e amigos. Os gritos e ofensas evoluíram para objetos arremessados em sua direção e socos nas paredes.


    Ainda assim, ela não se reconhecia como vítima de violência doméstica. “Eu achava que violência doméstica era só quando a mulher apanhava. Hoje eu sei que a maior ferida é aquela que não se vê.” Para ela, os danos emocionais deixados pela violência psicológica foram tão profundos quanto qualquer agressão física.


    VIOLÊNCIA, ISOLAMENTO E CONTROLE – Quando o segundo filho do casal nasceu, a situação se agravou. Enquanto mantinha um relacionamento extraconjugal, o marido passou a humilhá-la constantemente. As discussões se tornaram mais frequentes e agressivas. Sob pressão permanente, cuidando de um bebê de seis meses e de outras duas crianças – uma delas adotiva –, Marta sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC).


    Após receber atendimento médico, permaneceu praticamente isolada da família por 17 dias. “Ele meio que me escondeu da minha família nessa época. Se não fosse uma comadre que entrou quando o portão estava encostado e me viu quase morta em cima da cama, minhas irmãs não saberiam da minha situação.”


    Com apoio de familiares, buscou ajuda policial, psicológica e jurídica. Conseguiu afastar o agressor, que chegou a ameaçá-la de morte. Mas romper um ciclo de violência construído ao longo de décadas não é simples.


    MANIPULAÇÃO PSICOLÓGICA – Marta conta que, mesmo após a separação, continuou sofrendo os impactos da relação abusiva. “Ele começou a mexer muito no psicológico dos meus filhos depois dessa saída. Dizia que estava passando fome, que não tinha onde morar.” As consequências atingiram toda a família. “Foi aí que meu filho de sete anos tentou o suicídio.”


    Nascida no interior de Goiás, Marta é a única alfabetizada entre 18 irmãos. Já recolheu latinhas nas ruas para alimentar os filhos, trabalhou em lanchonetes e, aos 40 anos, decidiu voltar a estudar. Hoje é professora concursada. “Eu pensava que tudo isso tinha acontecido comigo porque eu não tinha estudo, não tinha informação. Mas não. Aconteceu porque eu sou mulher.”


    Nos grupos de apoio que frequentou, encontrou mulheres de diferentes profissões e trajetórias. “Tinham enfermeiras, jornalistas, policiais. Marias feridas, Marias caladas, Marias ofendidas, mas que ainda tinham forças para lutar.”


    Apesar das marcas deixadas pela violência, ela fala sobre o futuro com esperança. “Eu busquei dentro de mim uma mulher que eu não conhecia, uma mulher que eu nem sabia que existia. Eu busquei uma nova identidade. Primeiro pelos meus filhos. Depois chegou um momento em que eu quis viver por mim.”


    RECOMEÇAR DO ZERO – A história de Gabriela tem semelhanças com a de Marta. Depois de anos convivendo com agressões físicas, violência sexual e ameaças, ela decidiu deixar o interior de São Paulo levando apenas o filho de cinco anos e R$ 600 na bolsa.


    O destino foi Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. O episódio que motivou a decisão aconteceu quando descobriu que o então companheiro, dependente químico, levava o filho do casal para pontos de venda de drogas. “Foi a gota d’água.”


    Mas os abusos vinham de muito antes. “Ele me estrangulou uma vez e eu cheguei a perder a consciência. Só fui salva porque um amigo dele entrou em casa, tirou ele de cima de mim e me salvou. Senão eu não estaria viva.”


    Antes da separação definitiva, Gabriela já havia recorrido à Lei Maria da Penha e chegou a viver por três meses em um abrigo para mulheres.


    REDE DE PROTEÇÃO – Em Campo Grande, Gabriela procurou atendimento na Casa da Mulher Brasileira. O equipamento do Governo do Brasil reúne, em um único local, serviços especializados de acolhimento, atendimento psicossocial, orientação jurídica e apoio às mulheres em situação de violência.


    Foi ali que ela iniciou o processo de reconstrução da própria vida. “Graças aos profissionais da casa, eu me reergui psicologicamente e consegui voltar a trabalhar. Eu tinha abandonado tudo, minha profissão, os estudos.”


    O medo continuou presente por muito tempo. “Eu não conseguia abrir o portão da minha casa, ir ao supermercado. Tinha medo dele, mesmo estando a mais de 1.500 quilômetros de distância.”


    Durante o primeiro ano após a separação, quase não dormia. “Eu ficava acordada à noite com medo dele aparecer. Só dormia durante o dia porque os vizinhos estavam acordados.” Cinco anos depois, ela trabalha como eletricista e segue em tratamento psicológico. “Eu acho que tem que incentivar a mulher a se defender, a ser autossuficiente, a ter autoestima. A gente precisa ter capacidade emocional para se defender.”


    TODOS POR TODAS – Experiências como as de Marta e Gabriela reforçam a importância de ampliar os mecanismos de proteção e acolhimento às mulheres. O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio reúne ações voltadas à prevenção da violência, à assistência às vítimas e à garantia de direitos. A iniciativa envolve órgãos federais, governos estaduais, municípios, instituições do sistema de Justiça e do legislativo, escolas, universidades e organizações da sociedade civil.


    Entre os objetivos estão ampliar a rede de proteção, fortalecer políticas de prevenção, promover campanhas de conscientização e aprimorar a articulação entre os diversos serviços que atendem mulheres em situação de violência.


    EDUCAR PARA TRANSFORMAR – Além das medidas de proteção e acolhimento, o Governo do Brasil tem defendido a educação como instrumento fundamental para prevenir a violência de gênero.


    A proposta é estimular, desde a infância, valores como respeito, igualdade e convivência sem violência, contribuindo para romper padrões culturais que historicamente naturalizaram agressões e discriminações contra mulheres. “É preciso a gente cuidar com muito carinho. Mas tem que levar para o currículo escolar”, disse o presidente Lula, durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.


    O presidente defendeu que o debate seja levado às escolas, igrejas, sindicatos, ao Congresso e às empresas. “O menino tem que aprender na escola, desde pequeno, que ele não é melhor do que a mulher, que não é superior, que tem que ser igual e aprender a respeitar”, disse. “É preciso mudar o nosso comportamento como homem”, completou.


    A transformação, porém, não depende apenas das instituições. Ela também acontece quando mulheres encontram apoio para romper o silêncio e reconstruir suas vidas.


    Hoje, Marta é professora. Gabriela trabalha como eletricista. Ambas carregam marcas profundas da violência que sofreram, mas também a certeza de que é possível recomeçar.


    Histórias que mostram por que proteger mulheres não é apenas uma política pública. É uma responsabilidade coletiva e um compromisso permanente com a vida, a dignidade e os direitos de milhões de brasileiras.


    *Os nomes foram alterados para preservar a identidade das entrevistadas.

    Legenda da foto: Marta* (de costas) durante entrevista: ela viveu um ciclo de violência psicológica, patrimonial e emocional que quase lhe custou a vida. Foto: Diego Campos / Secom-PR
  5. NeyDay na Copa do Mundo 2026? Veja chances do craque jogar Ancelotti garantiu Neymar entre os relacionados da partida contra a Escócia Notícia

    NeyDay na Copa do Mundo 2026? Veja chances do craque jogar Ancelotti garantiu Neymar entre os relacionados da partida contra a Escócia

    Mesmo sem ser relacionado nas duas primeiras partidas da Copa do Mundo, Neymar é o grande nome da Seleção Brasileira. O craque chegou ao torneio lesionado e não pôde ajudar a equipe no empate com Marrocos, na estreia, e na vitória contra o Haiti, na última rodada. No entanto, a espera pela estreia do camisa 10 parece estar próxima do fim. Carlo Ancelotti confirmou a presença do jogador entre os relacionados para a partida contra a Escócia, às 19h desta quarta-feira (24), pela última rodada do Grupo C. Por isso, o termo NeyDay voltou a estar em alta entre os fãs do jogador.
    O que é o NeyDay?
    O NeyDay surgiu em agosto de 2020, durante a fase final da Uefa Champions League, disputada em Portugal. Após as oitavas de final, a competição parou por meses por conta da pandemia e voltou somente em agosto, com os confrontos sendo realizados em jogos únicos e com poucos dias de diferença entre as partidas.

    A iniciativa nasceu no Twitter (atual X) como uma grande mobilização de fãs e torcedores para apoiar o Neymar, que jogava pelo Paris Saint-Germain e sofria com uma onda de críticas na internet. Para participar da "trend", os internautas alteravam suas fotos de perfil para imagens antigas do craque com o famoso cabelo de "moicano".
    Neymar irá estrear na Copa?
    Apesar de ter confirmado a presença de Neymar entre os relacionados, o treinador do Brasil preferiu não dar detalhes sobre como pretende utilizar o atleta de 34 anos, nem o tempo que o craque é capaz de suportar em campo, em alta intensidade, após a lesão. Será a primeira vez que o camisa 10 volta a defender a Seleção em quase três anos, desde a grave lesão no joelho sofrida em outubro de 2023, contra o Uruguai.

    - O Neymar está disponível. Trabalhou bem nesta semana, preparou-se para a partida. Pode jogar, como outros jogadores. Todos estamos muito contentes que ele está de volta. Com a qualidade dele, pode ajudar o time.

    Ancelotti não descartou escalar Neymar como titular na partida da Copa e ainda brincou: "Ele pode jogar. Eu posso jogar 90 minutos caminhando. Ele pode jogar, está bem". No entanto, é provável que o maior artilheiro da história do Brasil comece do banco. Por fim, o treinador também comentou sobre a expectativa dos brasileiros: "Noto que a torcida puxa muito Endrick, mas também temos Neymar (contra a Escócia). Acho que vão empurrar os dois".
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  7. Colégio do Futuro entrega escola revitalizada e mantém mais de 11 unidades em obras em Cajamar Notícia

    Colégio do Futuro entrega escola revitalizada e mantém mais de 11 unidades em obras em Cajamar

    EMEB Prof. Ronaldo Peres foi entregue neste sábado após passar por ampla revitalização; programa segue avançando com melhorias na rede municipal de ensino

    A Prefeitura de Cajamar realizou neste sábado (20) a entrega da EMEB Prof. Ronaldo Peres Geraldi, no distrito do Polvilho, totalmente reformada e revitalizada por meio do programa Colégio do Futuro. A unidade recebeu melhorias estruturais e adequações que garantem mais conforto, segurança e qualidade para alunos e profissionais da educação.

    As intervenções incluíram revitalização dos ambientes internos e externos, reformas em telhados, instalações elétricas e hidráulicas, pintura e demais melhorias executadas conforme as necessidades da escola.

    Durante a entrega, o prefeito Kauan destacou a importância dos investimentos na modernização da rede municipal de ensino. “Estamos investindo na melhoria das nossas escolas porque acreditamos que a educação começa por um ambiente adequado, acolhedor e preparado para oferecer as melhores condições de aprendizagem”, afirmou.

    Além da EMEB Prof. Ronaldo, mais de 11 escolas seguem em obras em diferentes regiões da cidade. A expectativa é que novas unidades sejam entregues nos próximos meses, dando continuidade ao programa Colégio do Futuro e ao processo de modernização da educação munici