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  1. Uma imprensa livre não pode trabalhar sob vigilância     Por Francisco Nascimento, professor de Direito Constitucional da Estácio Notícia

    Uma imprensa livre não pode trabalhar sob vigilância Por Francisco Nascimento, professor de Direito Constitucional da Estácio

    A liberdade de imprensa não é uma concessão do Estado. É uma das condições de existência do próprio Estado Democrático de Direito. Por isso, quando uma investigação estatal alcança um jornalista ou procura identificar a fonte de uma informação jornalística, a questão ultrapassa os limites de uma investigação ordinária e alcança uma garantia constitucional fundamental.



    A recente determinação de busca e apreensão relacionada ao jornalista Luís Pablo, do Maranhão, em investigação envolvendo informações publicadas sobre o uso de um veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão pelo ministro Flávio Dino, recoloca no centro do debate os limites do poder estatal diante do sigilo da fonte jornalística.



    A Constituição Federal é clara ao estabelecer, no artigo 5º, XIV, que é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional. O artigo 220 reforça essa proteção ao estabelecer que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação não sofrerão restrições, observados os limites constitucionais.



    Não se trata de uma garantia meramente individual do jornalista. O sigilo da fonte possui dimensão institucional e democrática. Ele existe porque a imprensa exerce uma função essencial de fiscalização do poder público. Sem a segurança de que suas identidades serão preservadas, fontes que detenham informações de interesse público poderão simplesmente deixar de falar. E, quando uma fonte deixa de falar, a sociedade perde uma importante possibilidade de conhecer e fiscalizar o exercício do poder.



    É preciso reconhecer que o sigilo da fonte não confere imunidade ao jornalista. A liberdade de imprensa não autoriza crimes nem impede investigações legítimas. O Estado possui instrumentos para apurar ilícitos e responsabilizar seus autores. Há, entretanto, uma diferença constitucionalmente relevante entre investigar um eventual crime cometido por um jornalista e utilizar instrumentos investigatórios para descobrir quem lhe forneceu determinada informação.



    É justamente nesse ponto que a atuação do Supremo Tribunal Federal merece atenção crítica. Quando a investigação estatal alcança o jornalista com a finalidade, direta ou indireta, de identificar a origem de uma informação, cria-se o risco de produzir um efeito intimidatório sobre toda a atividade jornalística. O jornalista passa a trabalhar sob a perspectiva de que a publicação de informações sensíveis poderá resultar não apenas em responsabilização por eventual ilícito, mas também na utilização do aparato estatal para alcançar suas fontes.



    Esse risco se torna ainda mais delicado quando a informação jornalística envolve integrantes das próprias instituições que exercem poder de investigação e julgamento. O jornalismo democrático existe, entre outras razões, para fiscalizar aqueles que ocupam posições de poder. Ministros do Supremo Tribunal Federal, magistrados, parlamentares e agentes do Executivo não estão acima do escrutínio público.



    Por isso, medidas invasivas que possam atingir jornalistas, seus arquivos, equipamentos ou elementos capazes de revelar suas fontes devem estar submetidas a um escrutínio constitucional especialmente rigoroso. Não basta a existência formal de uma investigação. É necessário demonstrar a necessidade concreta da medida, sua proporcionalidade e a inexistência de meios menos invasivos para alcançar uma finalidade legítima.



    O próprio Supremo Tribunal Federal construiu, especialmente a partir da ADPF 130, uma importante jurisprudência de proteção à liberdade de expressão e de imprensa. Essa posição, contudo, precisa ser coerentemente preservada quando a crítica jornalística alcança o próprio Poder Judiciário e seus integrantes.



    A legitimidade de uma Corte Constitucional não decorre apenas da autoridade de suas decisões, mas também da sua capacidade de conviver com o escrutínio público. Uma democracia constitucional não pode exigir uma imprensa livre apenas quando as informações publicadas são convenientes às instituições. A liberdade de imprensa é mais importante justamente quando ela incomoda o poder.



    Não se trata, portanto, de defender a impunidade de jornalistas ou de fontes. Trata-se de estabelecer limites ao poder estatal. Se existe um ilícito, que ele seja investigado e, comprovada a responsabilidade, que haja responsabilização nos termos da lei. O que não se pode admitir é que a busca pela origem de uma informação jornalística transforme-se, por si mesma, em instrumento capaz de enfraquecer a proteção constitucional conferida ao sigilo da fonte.



    O Estado pode investigar. O Poder Judiciário pode determinar medidas cautelares. Mas todos esses poderes encontram limites na Constituição. E, quando o Estado começa a procurar a fonte de uma informação jornalística, não está apenas investigando uma pessoa: está colocando à prova os limites da própria liberdade de imprensa.



    É justamente nesses momentos que a Constituição precisa falar mais alto do que o poder.
  2. Comer menos não significa comer melhor — nutricionista lista 5 alertas para quem usa GLP-1 Notícia

    Comer menos não significa comer melhor — nutricionista lista 5 alertas para quem usa GLP-1

    Com a popularização dos medicamentos para emagrecimento, nutricionista alerta para a importância de proteínas, fibras, hidratação e preservação da massa muscular durante o tratamento

    As chamadas canetas emagrecedoras mudaram a conversa sobre perda de peso. Medicamentos que atuam sobre o GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, passaram a fazer parte da rotina de um número crescente de pessoas e também das discussões nas redes sociais.

    De acordo com a Anvisa somente no segundo semestre de 2025, foram importados mais de 100 quilos de insumos que poderiam ser utilizados na preparação de aproximadamente 20 milhões de doses de medicamentos injetáveis da classe dos agonistas de GLP-1.

    Mas, em meio ao entusiasmo com a possibilidade de perder peso com mais facilidade, existe uma pergunta que merece ganhar espaço: se a pessoa está comendo menos, ela está necessariamente comendo melhor? A resposta é não.

    É justamente nesse ponto que o acompanhamento nutricional ganha ainda mais relevância. Ao reduzir a fome e aumentar a sensação de saciedade, os medicamentos podem levar a uma diminuição significativa da quantidade de alimentos consumidos. E, quando o volume da alimentação diminui, a qualidade nutricional das escolhas passa a ser ainda mais importante.

    Para Vanessa Rocha, nutricionista do Mundo Verde, o momento exige justamente o contrário de uma alimentação cada vez mais restritiva: é preciso olhar para o que está sendo consumido, e não apenas para quanto. “Quando a fome diminui, existe o risco de a pessoa simplesmente reduzir muito a quantidade de comida e acreditar que isso, por si só, é suficiente para emagrecer com saúde. Mas comer menos não significa necessariamente comer melhor. Se o volume alimentar caiu, precisamos garantir que aquilo que permanece na alimentação tenha qualidade e forneça os nutrientes necessários”, explica.

    A nutricionista aponta cinco cuidados que merecem atenção durante o tratamento com medicamentos à base de GLP-1:

    1. Menos fome, mais atenção ao que vai para o prato- com a redução do apetite, algumas pessoas passam a fazer refeições muito menores, pular refeições ou até perder o interesse por determinados alimentos. Embora a menor ingestão energética possa fazer parte do processo de emagrecimento, a restrição excessiva pode dificultar o consumo adequado de nutrientes. Por isso, o trabalho do nutricionista vai muito além de montar uma dieta. O profissional avalia as necessidades individuais e adapta a alimentação à rotina, aos objetivos, à composição corporal, ao nível de atividade física e à tolerância de cada paciente ao tratamento. “Uma das principais preocupações é garantir que, mesmo comendo menos, a pessoa continue recebendo proteínas, fibras, vitaminas, minerais e líquidos em quantidade adequada. A estratégia não deve ser simplesmente reduzir o prato, mas tornar as refeições menores mais nutritivas”, afirma Vanessa.

    2. Proteínas, fibras, hidratação e densidade nutricional: o quarteto que merece atenção- com a perda de peso, preservar a massa muscular é um dos principais cuidados. A ingestão adequada de proteínas, distribuída ao longo do dia de acordo com as necessidades individuais, pode contribuir para esse objetivo. A alimentação deve ser associada à prática de exercícios, especialmente os resistidos, conforme orientação profissional. As fibras também merecem atenção. Frutas, verduras, legumes, sementes e farelos são importantes fontes do nutriente e podem contribuir para o funcionamento intestinal. Como alterações gastrointestinais podem ocorrer durante o tratamento, a alimentação precisa ser ajustada individualmente, considerando a tolerância de cada pessoa. A hidratação é outro ponto importante. Náuseas, vômitos e diarreia, quando presentes, podem aumentar o risco de desidratação. Mesmo com menor ingestão de alimentos, a atenção ao consumo de líquidos deve permanecer. Já quando o volume das refeições diminui, a densidade nutricional ganha ainda mais importância. Ou seja: cada escolha pesa. Alimentos nutritivos devem ocupar espaço na rotina, enquanto o excesso de produtos ultraprocessados e opções com baixa densidade nutricional pode comprometer a qualidade da alimentação.

    3. O perigo de transformar a caneta em uma solução mágica- outro comportamento que merece atenção é a ideia de que o medicamento “faz todo o trabalho”. Embora os análogos de GLP-1 sejam ferramentas importantes no tratamento da obesidade, eles não substituem alimentação equilibrada, atividade física e mudanças de comportamento. “O medicamento pode ajudar no controle da fome, mas não ensina sozinho a pessoa a se alimentar. O acompanhamento nutricional pode aproveitar esse momento de maior controle do apetite para trabalhar escolhas, rotina, qualidade da alimentação e comportamentos que possam ser mantidos no longo prazo”, destaca. Isso também ajuda a entender uma preocupação frequente entre quem emagrece: o chamado efeito sanfona. Mais do que buscar uma dieta extremamente restritiva durante o uso da medicação, é importante desenvolver estratégias alimentares sustentáveis para que os hábitos construídos possam continuar fazendo parte da vida do paciente.

    4. O que filtrar em meio ao excesso de informação? se as canetas ganharam espaço nos consultórios, também conquistaram as redes sociais. Vídeos com “dietas para quem usa Ozempic”, listas de alimentos proibidos, estratégias para potencializar o emagrecimento e recomendações de suplementos se multiplicam diariamente. O problema é que uma estratégia que funciona para uma pessoa não necessariamente funciona para outra e algumas orientações podem até ser inadequadas. “Estamos vivendo uma avalanche de informações sobre emagrecimento. É importante entender que não existe uma alimentação padrão para quem utiliza GLP-1. Cada pessoa tem necessidades, objetivos, rotina, composição corporal e tolerância diferentes. Por isso, a orientação individualizada é tão importante”, ressalta Vanessa.

    5. O objetivo vai além da balança- no fim das contas, a discussão sobre as canetas emagrecedoras não deveria se resumir ao número que aparece na balança. A perda de peso pode ser parte do tratamento, mas a qualidade da alimentação, a preservação da massa muscular, a hidratação e a construção de hábitos sustentáveis também fazem parte desse processo. “Emagrecer pode ser o começo de uma mudança, e não o ponto final. O mais importante é que o paciente consiga construir uma forma de se alimentar e cuidar da saúde que faça sentido para a sua vida e que possa ser mantida no futuro. O medicamento é uma das estratégias de tratamento, mas os hábitos construídos ao longo do acompanhamento são fundamentais”, conclui a nutricionista.
  3. A abrangência do Código de Ética e a isonomia no Judiciário Notícia

    A abrangência do Código de Ética e a isonomia no Judiciário

    A proposta de criação de um Código de Ética para a Magistratura, apresentada pelo ministro Edson Fachin no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é uma iniciativa necessária para fortalecer a integridade das instituições judiciais. A padronização das condutas nas Justiças Estadual, Federal, do Trabalho, Eleitoral e Militar responde a uma demanda legítima por previsibilidade e transparência. Todavia, essas recomendações não impactam os ministros do Supremo Tribunal Federal, por não estarem subordinados ao CNJ.


    Por isso, o debate ganha contornos complexos quanto ao alcance dessa normatização. Sob o prisma estritamente constitucional, o Supremo Tribunal Federal não se submete à jurisdição administrativa do CNJ. Portanto, a exclusão da Corte Suprema de um arcabouço ético uniforme gera uma grave assimetria no sistema de justiça, especialmente no momento em que a jurisdição constitucional assume papel central nas grandes decisões nacionais.


    Entendo que esse Código de Ética é particularmente importante. Desde o momento em que o ministro Fachin declarou que iria elaborá-lo, procurei demonstrar apoio em minhas redes sociais, nas palestras que proferi, em reuniões das entidades de natureza jurídica de que participo e em artigos publicados na imprensa nacional.


    Contudo, o Supremo Tribunal Federal não pode ficar fora dessa normatização, levando em consideração que a nossa Excelsa Corte passou a atuar como um verdadeiro player político no cenário brasileiro. Deixou de ser o poder neutro que era — um poder não político, como os constituintes desejaram —, atuando no máximo como legislador negativo (ou seja, para declarar a inconstitucionalidade de uma lei), para tornar-se um poder de outra natureza, próximo ao Legislativo e ao Executivo.


    Tampouco deveria conferir perfil a novas leis, o que seria, segundo o modelo aprovado na Constituinte, de competência exclusiva do Poder Legislativo. O atual Supremo tem eliminado leis e elaborado novas regras sem subordinação a limites rígidos.

    Não foi isso o que eu presenciei durante os debates constituintes. O jurista e amigo Celso Bastos e eu comentamos a Constituição brasileira em 15 volumes, ao longo de 10 anos. Durante todo o período constituinte, mantivemos contato direto e permanente com o presidente e com o relator da Constituição, Ulysses Guimarães e Bernardo Cabral. Auxiliei-os a redigir dispositivos do sistema tributário, cuja comissão era presidida pelo senador Francisco Dornelles.

    Há, portanto, uma diferença entre o meu entendimento, como velho professor de Direito, e o dos ínclitos ministros do Supremo Tribunal Federal. Participei e discuti com os constituintes, e o que estamos presenciando hoje é uma atuação política do Supremo não prevista por eles (constituintes), que definiram e aprovaram, exaustivamente, as competências dos três Poderes no Título IV da Constituição.

    Convivi com ministros do Supremo desde o início da década de 1960. Na minha primeira sustentação naquela Corte, cinco dos atuais ministros não tinham sequer nascido, e eu já sustentava perante o Pretório Excelso. Mantive amizade e escrevi livros, em todo esse período, com aqueles ministros que por lá passaram, sempre com um profundo respeito pelo Supremo (instituição). Sou obrigado a reiterar, contudo, que o Supremo de hoje passou a ser um poder político, e não aquilo que sempre foi: um poder técnico, respeitado, estritamente legislador negativo de outrora.

    Não tenho como mudar minha opinião e convicção. Reitero meu constrangimento ao discordar dos eminentes ministros, até por ser amigo da maioria, ter livros escritos com grande parte deles e respeitá-los como juristas. Mas o papel político que passaram a exercer — de serem, também, um poder político — é ao que me oponho. É o ponto de divergência. Não vejo, entretanto, possibilidade de mudança.

    Eu tinha esperança no Código de Ética do Judiciário, mas se o Supremo ficar fora dele, é evidente que continuará atuando como um poder político e, apesar de toda a admiração que tenho pelos ministros, discordo profundamente dessa posição.

    A concepção original do Poder Judiciário na Carta de 1988 vinculou a estabilidade democrática à estrita separação entre a hermenêutica jurídica e a arena política. Os debates constituintes delimitaram o papel do tribunal máximo como órgão de controle e autolimitação, impedindo que a interpretação da norma se transformasse em produção legislativa autônoma. O desvio dessa função originária compromete o equilíbrio entre as instituições republicanas.

    Ainda assim, garantir que os princípios éticos vigorem de forma isonômica em toda a magistratura brasileira — sem distinções hierárquicas — permanece como medida indispensável para salvaguardar a segurança jurídica, proteger o Estado Democrático de Direito e assegurar a respeitabilidade das instituições perante as futuras gerações.

    A história das instituições jurídicas é escrita pela capacidade de seus integrantes em exercer a autocrítica e preservar a harmonia entre os Poderes. Garantir que a ética magistral seja aplicável a toda a estrutura do Judiciário — sem exceções — é o caminho mais seguro para resguardar a integridade constitucional e a própria credibilidade da Suprema Corte perante a nação.

    Na minha idade, é difícil ver, no futuro imediato, uma mudança do atual perfil da Suprema Corte.

    Quero imaginar — quando nós não mais estivermos aqui (eu certamente, e uma parte dos ministros que lá estão também) — como a história registrará esse momento: se este professor de província tinha razão ou se os ínclitos ministros da Suprema Corte estavam interpretando a Constituição brasileira de modo correto.

    Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomer cio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

    Foto: Andreia Tarelow
  4. Com 12 mil vagas, Cajamar realiza maior edição da Expo Empregabilidade e Profissões Notícia

    Com 12 mil vagas, Cajamar realiza maior edição da Expo Empregabilidade e Profissões

    Evento começa nesta terça-feira (25) e reúne oportunidades de contratação imediata, orientação profissional, faculdades e serviços gratuitos para quem busca emprego ou uma nova carreira_ Cajamar dá início nesta terça-feira (25) à 4ª Expo Empregabilidade e Profissões, uma das maiores iniciativas do município voltadas à geração de emprego e renda. Realizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Emprego e Relações de Trabalho, a feira reúne 12 mil vagas para contratação imediata e terá processos seletivos acontecendo dentro do próprio evento, com salas admissionais preparadas para agilizar a contratação dos candidatos. A programação segue até sexta-feira (28), das 9h às 16h, no Campus de Tecnologia e Logística.
  5. 24/8, Dia da Infância: ser criança era melhor antigamente? Especialistas opinam! Notícia

    24/8, Dia da Infância: ser criança era melhor antigamente? Especialistas opinam!

    Impacto da tecnologia e rotinas cada vez mais intensas provocaram mudanças sociais, influenciando o desenvolvimento infantil

    A imagem de crianças brincando na rua até o anoitecer, inventando jogos com os amigos da vizinhança e passando horas longe das telas faz parte da memória das gerações que viveram a infância até por volta da década de 2000. O que faz muita gente se perguntar: ser criança era melhor antigamente?



    Clique aqui para baixar a sugestão de imagem. Crédito: Magnific.
    Para especialistas em educação e desenvolvimento infantil, a resposta não é tão simples. Mais do que comparar épocas, o foco deve ser garantir uma infância equilibrada, com espaço para brincar, aprender, conviver e se desenvolver de forma saudável.


    Se por um lado as crianças de hoje convivem com desafios que não existiam há alguns anos, como o uso precoce da tecnologia, agendas repletas de compromissos e maior exposição às redes sociais; por outro lado crescem com mais acesso à informação, novas formas de aprendizagem e discussões sobre temas importantes que eram menos frequentes no passado, como saúde emocional, inclusão e convivência.


    A infância está mudando?


    Segundo Renata Alonso, coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), é natural que os adultos olhem para a própria infância com carinho e tenham a sensação de que ela foi melhor do que na atualidade. Afinal, toda geração costuma comparar o presente com as lembranças da época em que cresceu; e é bem provável que as crianças de hoje, quando forem adultas, também sintam saudade de aspectos do período que estão vivendo agora.


    "É verdade que muitas crianças têm hoje menos oportunidades de brincar na rua, explorar espaços ao ar livre e conviver espontaneamente com outras crianças, experiências que são muito importantes para desenvolver criatividade, autonomia e aprender a lidar com desafios do dia a dia. Por outro lado, elas também crescem com mais acesso à informação, novas formas de aprender, tecnologias que podem enriquecer o ensino e maior contato com diferentes culturas e realidades", diz Renata.


    Para a docente da Aubrick, a pergunta não deve ser se uma geração teve uma infância melhor do que a outra. "Cada época traz oportunidades e desafios diferentes. O mais importante é garantir que as crianças tenham tempo para brincar, conviver, descobrir o mundo, criar vínculos e experimentar diferentes vivências."


    Uma rotina ampliada pode ser saudável?


    Muitas crianças permanecem na escola durante todo o dia e participam de atividades como idiomas, esportes, música e propostas culturais. Essas experiências podem contribuir de forma significativa para o desenvolvimento, desde que sejam adequadas à faixa etária e organizadas com equilíbrio e intencionalidade.


    Para Beatriz Martins, coordenadora pedagógica do Brazilian International School (BIS), a questão não está apenas no tempo que a criança passa na escola ou na quantidade de atividades, mas na qualidade das experiências oferecidas.


    “Uma rotina ampliada pode ser muito positiva quando alterna momentos de aprendizagem, brincadeira livre, movimento, descanso, interação e escolhas. A criança precisa participar de experiências significativas, mas também precisa ter tempo para brincar, imaginar e construir suas próprias descobertas”, afirma.


    A especialista do BIS explica que não existe uma organização única que funcione para todas as crianças. “É importante observar como cada criança vivencia sua rotina, se demonstra interesse, bem-estar e disponibilidade para participar. Atividades extracurriculares enriquecem a formação quando respeitam o ritmo da infância e convivem de forma equilibrada com o brincar, o descanso e a convivência familiar.”


    Telas estão no centro do debate sobre a infância


    Poucos temas têm mobilizado tanto especialistas em educação, saúde e desenvolvimento infantil quanto o uso de telas por crianças e adolescentes. Nos últimos anos, escolas, governos e famílias passaram a discutir medidas para reduzir o tempo de exposição a celulares e outros dispositivos, especialmente diante do aumento de casos de ansiedade, dificuldade de concentração, distúrbios do sono e prejuízos às interações sociais entre os mais jovens.


    Para Carla Litrenta, psicopedagoga e educadora parental da Escola Internacional de Alphaville - EIA, de Barueri (SP), embora a tecnologia seja parte da realidade e ofereça inúmeras oportunidades de aprendizagem, ela não pode ocupar o espaço das experiências fundamentais da infância: o desafio não está em demonizar as telas, mas em estabelecer uma relação equilibrada com elas.


    "Celulares, tablets e computadores são ferramentas importantes e fazem parte da forma como as crianças aprendem e se comunicam. O problema surge quando o tempo de tela passa a substituir momentos essenciais para o desenvolvimento, como brincar livremente, praticar atividades físicas, conversar presencialmente, lidar com frustrações, explorar a criatividade e construir relações no mundo real."


    Carla explica que a infância é o período em que habilidades socioemocionais são construídas por meio da convivência. "Empatia, autocontrole, comunicação, capacidade de resolver conflitos e de enfrentar pequenas frustrações são competências que se desenvolvem principalmente nas interações presenciais. Quando boa parte do tempo livre acontece diante de uma tela, essas oportunidades podem se tornar mais escassas."


    Por isso, é preciso criar uma rotina em que a tecnologia ocupa um lugar saudável. “Estabelecer horários para os dispositivos, evitar o uso durante refeições e antes de dormir, incentivar brincadeiras ao ar livre e garantir momentos de convivência em família são algumas das estratégias que ajudam a equilibrar o mundo digital e as experiências indispensáveis para uma infância saudável”, acrescenta a docente da EIA.


    O que uma infância saudável deve ter?


    Na opinião de Michele Diniz, coordenadora da Educação Infantil do colégio Progresso Bilíngue de Vinhedo (SP), a infância não deve ser encarada apenas como uma preparação para a vida adulta, mas como uma etapa que tem valor em si mesma e que deixa marcas profundas na forma como cada pessoa irá se relacionar consigo, com os outros e com o mundo.


    "As experiências vividas nos primeiros anos influenciam a maneira como lidamos com frustrações, construímos relacionamentos, enfrentamos desafios e cuidamos da nossa saúde emocional ao longo da vida. Por isso, mais do que formar adultos bem-sucedidos, precisamos garantir que as crianças tenham o direito de viver plenamente a infância, brincar, experimentar, errar, aprender e crescer em um ambiente onde se sintam amadas, seguras e livres para serem quem são."


    A especialista aponta elementos indispensáveis para que uma criança se desenvolva de forma saudável: brincar, criar vínculos afetivos, movimentar o corpo, explorar o mundo, nutrir relações de qualidade, sentir-se segura e saber que pode contar com adultos de confiança.


    “Um dos maiores presentes que pais e educadores podem oferecer às crianças é a escuta genuína. Elas precisam sentir que são respeitadas, acolhidas e levadas a sério. Quando percebem que podem conversar sem medo de julgamentos, fazer perguntas, expressar emoções, admitir que erraram e pedir ajuda, desenvolvem confiança para enfrentar desafios e construir uma autoestima saudável. Essa segurança emocional nasce das relações que estabelecem com os adultos que fazem parte da sua vida", finaliza Michele.


    As especialistas


    Beatriz Martins é educadora com mais de 30 anos de atuação na educação, dos quais 18 em funções de liderança pedagógica, formando equipes, projetos e — principalmente — pessoas. Possui licenciatura plena pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduação pelo Instituto Singularidades. Atualmente atua como coordenadora pedagógica no BIS.


    Carla Litrenta Todaro é pedagoga, educadora parental e pós-graduada em “Psicologia Positiva: Ciência do Bem-Estar e da Autorrealização” e em “Bullying, Violência e Discriminação na Escola”. Iniciou sua carreira há quase 30 anos como professora de alfabetização nas séries iniciais, trilhando seu caminho no mundo da educação. Estudiosa das relações e do desenvolvimento humano, atualmente é coordenadora de relacionamentos da Escola Internacional de Alphaville.


    Michele Diniz é pedagoga, pós-graduada em Psicanálise, com mais de 25 anos de atuação na área da Educação. Sua trajetória é marcada pela dedicação ao processo de alfabetização e ao acompanhamento do desenvolvimento infantil, com ampla experiência na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Integra a equipe do Colégio Progresso Bilíngue Vinhedo como a coordenadora pedagógica e Designated Safeguarding Lead (DSL), promovendo ações voltadas à proteção, ao bem-estar e à segurança de crianças e adolescentes.


    Renata Alonso é formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicomotricidade, com mais de 15 anos de experiência em educação bilíngue. Sua grande paixão são as crianças bem pequenas, e seus estudos são voltados à primeira infância, crianças de 0 a 3 anos. Com um olhar atento ao desenvolvimento integral dos pequenos, Renata acredita que essa fase da vida é crucial para a formação de indivíduos seguros, criativos e capazes de se expressar com confiança. Seu trabalho visa proporcionar um ambiente acolhedor e estimulante para o aprendizado, sempre com foco no cuidado e no afeto.


    Crédito da foto: Magnific
  6. Calor intenso reforça cuidados com a saúde dos olhos  Radiação ultravioleta pode provocar queimaduras, lesões na retina, catarata e, em alguns casos, aumentar o risco de câncer ocular Notícia

    Calor intenso reforça cuidados com a saúde dos olhos Radiação ultravioleta pode provocar queimaduras, lesões na retina, catarata e, em alguns casos, aumentar o risco de câncer ocular

    Mesmo em pleno inverno, os dias de calor intenso desta semana mostram que a exposição ao sol continua presente na rotina. Com mais tempo ao ar livre, seja para praticar exercícios, caminhar ou aproveitar espaços abertos, os olhos também ficam sujeitos à radiação ultravioleta, que pode provocar alterações cumulativas e comprometer a visão ao longo dos anos.


    De acordo com a Dra. Michelle Farah, oftalmologista do H.Olhos, a proteção ocular não deve ser associada apenas ao verão. “A radiação ultravioleta está presente durante todo o ano, inclusive em dias frios e nublados. No inverno, muitas pessoas relaxam os cuidados por associar risco solar apenas ao calor, e acabam ficando expostas por períodos mais longos sem óculos de sol”, explica.


    A incidência contínua dos raios UVA e UVB pode afetar diferentes estruturas dos olhos. Entre as consequências está a fotoceratite, uma espécie de “queimadura solar” da córnea, além de alterações progressivas relacionadas ao cristalino. “A exposição excessiva pode favorecer o envelhecimento das estruturas oculares e aumentar a possibilidade de desenvolver catarata, além de contribuir para alterações na superfície dos olhos”, alerta a especialista.


    Outro ponto de atenção é a retina, região responsável pela formação das imagens. A exposição intensa à luz solar, principalmente quando há observação direta do sol, pode provocar lesões importantes. “Quando a radiação atinge a retina de maneira intensa, existe risco de dano à visão central. A pessoa pode perceber manchas, distorções ou redução da nitidez, e determinadas lesões podem deixar sequelas permanentes”, destaca a Dra. Michelle Farah.


    A proteção também exige cuidado em relação às formações tumorais. Áreas expostas, como conjuntiva e pálpebras, recebem radiação ao longo da vida e podem apresentar alterações. “A exposição acumulada à radiação ultravioleta está entre os fatores que merecem atenção quando falamos em tumores da região ocular. Por isso, medidas preventivas devem fazer parte da rotina”, afirma a oftalmologista.


    Para reduzir a entrada da radiação, a escolha adequada dos óculos de sol é fundamental. Mais do que lentes escuras, o acessório precisa oferecer proteção comprovada. “O consumidor deve procurar produtos de procedência confiável, com bloqueio de 100% dos raios UVA e UVB e bom ajuste ao rosto. A tonalidade da lente, sozinha, não garante segurança”, orienta.


    O cuidado deve começar ainda na infância, período em que os olhos estão em desenvolvimento e a proteção acumulada ao longo da vida ganha importância. “Não há uma idade específica para começar. Crianças também devem utilizar óculos apropriados, além de chapéus, sombra e outros recursos que diminuam a exposição direta”, recomenda a médica.


    Quem utiliza lentes de contato ou óculos de grau também precisa manter a proteção externa. “Algumas lentes podem oferecer filtro ultravioleta, mas isso não substitui os óculos de sol, porque a cobertura é limitada e não protege as estruturas ao redor dos olhos, como pálpebras e conjuntiva”, esclarece.


    Em situações de grande luminosidade, sintomas como dor, vermelhidão, lacrimejamento, sensibilidade à luz ou alteração visual após a exposição solar não devem ser ignorados. “Desconfortos persistentes precisam ser avaliados por um oftalmologista. A prevenção é simples e, quando incorporada ao cotidiano, ajuda a preservar a saúde ocular por muito mais tempo”, finaliza a Dra. Michelle Farah, oftalmologista do H.Olhos.
  7. Governo de SP mobiliza municípios da Região Metropolitana para pesquisa sobre bem-estar animal Notícia

    Governo de SP mobiliza municípios da Região Metropolitana para pesquisa sobre bem-estar animal

    15 dos 39 municípios já responderam ao levantamento, que segue aberto até 31 de agosto

    A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) reforça a mobilização das prefeituras da Região Metropolitana de São Paulo para participação na segunda edição da Pesquisa Estadual de Bem-estar Animal. Promovido pelo Governo de São Paulo, o levantamento reúne informações sobre políticas, serviços e estruturas municipais voltados à proteção e ao cuidado com cães e gatos. O prazo para responder ao questionário termina em 31 de agosto.

    Até o momento, 15 dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo já participaram, o equivalente a 38,5% de adesão. Em todo o Estado, 224 dos 645 municípios paulistas responderam à pesquisa, alcançando 34,7% de participação. A Semil busca ampliar a participação para construir um diagnóstico cada vez mais completo sobre as diferentes realidades municipais e contribuir para o aprimoramento das políticas públicas de bem-estar animal.

    “A participação dos municípios é fundamental para que o Estado conheça de forma mais precisa as realidades locais e possa planejar políticas públicas cada vez mais efetivas de proteção e bem-estar animal. Ao responder à pesquisa, as prefeituras contribuem diretamente para a construção de um diagnóstico amplo, que valoriza as iniciativas já existentes e ajuda a identificar onde ainda é preciso avançar. A Semil convida os municípios que ainda não participaram a integrar esse movimento até o dia 31 de agosto”, afirma Karen Camargo, diretora de Bem-estar Animal da Semil.

    A pesquisa deve ser respondida pelas prefeituras. Os dados obtidos vão ajudar a Semil a conhecer as diferentes realidades dos municípios paulistas e a identificar iniciativas, estruturas e necessidades relacionadas à área.

    A participação deve ser feita por meio do formulário disponibilizado pela Semil: Link .

    Diagnóstico

    A primeira edição da Pesquisa Estadual de Bem-estar Animal foi realizada em 2024 e contou com a participação de 151 municípios de diferentes regiões do Estado. O levantamento identificou que 62,3% das cidades participantes ofereciam serviços permanentes de castração e que cerca de 75% contavam com médicos-veterinários que atuavam diretamente no atendimento de cães e gatos.

    A pesquisa também apontou a ocorrência de casos de acumulação de animais em 45% dos municípios respondentes. Além disso, 42,3% informaram já ter realizado levantamentos sobre a população de animais domiciliados, enquanto apenas 24,5% haviam promovido estudos sobre a população de cães e gatos em situação de rua.
  8. Museu em Festa: Museu do Ipiranga oferece programação especial e gratuita no feriado de 7 de setembro Notícia

    Museu em Festa: Museu do Ipiranga oferece programação especial e gratuita no feriado de 7 de setembro

    Com patrocínio da Shell, mantenedora do Museu, evento reúne apresentações musicais como DJ Hum e CORALUSP, além de números teatrais e circenses, oficinas ao ar livre, entrada gratuita no Museu e visitas mediadas às exposições

    O Museu do Ipiranga promove na segunda-feira, 7 de setembro, mais uma edição do Museu em Festa, tradicional evento de seu calendário anual. Realizado desde 2017 para celebrar o aniversário da instituição, oferece uma extensa programação cultural gratuita, com atrações que valorizam a diversidade e a cultura. Em parceria com o Sesc, as atividades acontecem dentro e fora do Museu das 9h às 18h e contemplam todos os públicos, oferecendo atividades para crianças e jovens, adultos e idosos. Além de contar com recursos de acessibilidade como Libras, audiodescrição, mochilas sensoriais, prancha de comunicação alternativa, espaço de conforto e regulação, e ponto de hidratação, oferecido pela Sabesp, patrocinadora do Museu. A data marca ainda o encerramento das comemorações de 130 anos da instituição, iniciadas em setembro de 2025.


    A Shell, mantenedora do Museu, patrocina o evento por meio da Lei de Incentivo à Cultura. “Em colaboração com o Museu do Ipiranga, contribuímos para a conservação de um dos mais importantes patrimônios históricos do país, ampliando o contato do público com acervos e experiências que conectam memória, educação e a trajetória do Brasil”, comenta Glauco Paiva, diretor de Comunicação e Marca da Shell Brasil. A marca participa, ainda, com a programação Saí bem na foto?, que convida os visitantes a refletir sobre as histórias que gostariam de ver representadas no Museu, posando com objetos de época do acervo educativo.


    Entre os destaques da programação está o espetáculo cênico ACORDA!, do Grupo Esparrama, que transforma a fachada do Museu do Ipiranga em cenário para uma experiência teatral ao ar livre. O espetáculo cênico convida crianças e adultos a embarcarem em uma aventura pelo universo do sono, dos sonhos e da imaginação, combinando palhaçaria, música e interação com o público. A apresentação aproveita a arquitetura do edifício-monumento como parte da encenação, aproximando a linguagem do grupo de um dos principais patrimônios históricos de São Paulo.


    A programação também valoriza o protagonismo das pessoas idosas com o Canto Coral Afrobrasileiro, que resgata cânticos de matrizes africanas e repertório da música afro-brasileira, em uma apresentação do coral formado pelo Trabalho Social com Pessoas Idosas do Sesc Ipiranga. Outro destaque promovido pelo Sesc é o Dance! Brasilidades, aula de dança que celebra a diversidade cultural do país e suas influências negras, convidando o público a se expressar por meio de ritmos variados e a reconhecer a riqueza das identidades que compõem a cultura brasileira.


    Aspectos da cultura afro-brasileira também estão presentes no Sarau Musical da Capoeira, que começa com uma roda e segue em cortejo pelo espaço, misturando música, literatura e tradição popular em uma celebração coletiva. Para encerrar a festa em grande estilo, o DJ Hum traz sets de black music, passando por hip hop, reggae, jazz, boogie 80 e samba rock para transformar a esplanada em pista de dança.


    Visitação especial às exposições

    O Museu do Ipiranga estará aberto por período estendido, das 9h às 18h (última entrada até as 17h). Para garantir uma experiência mais confortável durante a visita, em razão do maior fluxo de público na data, estarão em cartaz as exposições "Uma História do Brasil" (que inclui o Salão Nobre), "Passados Imaginados" e "Para Entender o Museu". Os ingressos serão distribuídos gratuitamente no mesmo dia, a partir das 9h.


    Para que o público possa desfrutar de toda a programação de maneira segura e sustentável, a organização recomenda que os visitantes tragam garrafa ou copo reutilizável para ser abastecido no ponto de hidratação oferecido pela Sabesp. Além disso, é indicado vestir roupas confortáveis, usar boné ou chapéu para se proteger do sol e trazer cangas e toalhas para sentar no parque.



    Programação completa do Museu em Festa 2026


    Esplanada

    10h — Acorda! Espetáculo de teatro de rua, voltado ao público infantil e familiar, que transforma a fachada do Museu em palco e convida o público a participar da encenação.
    11h30 — Corpo em Movimento: Experimentos Afro-Corpóreos Aula de dança baseada em como o corpo negro expressa sua existência, saberes e memórias.
    13h30 — R.U.A. Performance circense com objetos reciclados, misturando mágica e equilibrismo em cenário feito com sucatas.
    14h30 — Extraordinário Baile de Figuras Baile cênico-musical com máscaras, bonecos gigantes e música ao vivo inspirado em tradições populares.
    17h — Baile com Dj Hum Encerramento festivo na esplanada, com sets de black music, hip hop, reggae, jazz, boogie 80 e samba rock.
    Jardim

    10 às 17h — Quiz da Fila Atividade educativa em formato de quiz interativo, realizada pelos educadores para engajar o público enquanto aguarda a entrada nas exposições.
    10h30 / 13h30 — Gabinete de Emergências Poéticas Dois alquimistas prescrevem “doses poéticas” de poemas, músicas e narrativas para aliviar aflições do público.
    15h30 — Sarau Musical da Capoeira Performance reúne poesia falada com capoeira e ritmos brasileiros.
    Espaço Pensador

    11h — CORALUSP Apresentação de coral com repertório de músicas populares, finalizando com participação do público.
    13h — Canto Coral Afrobrasileiro para Pessoas Idosas formado por idosos que frequentam o programa de Trabalho Social com Pessoas Idosas do Sesc Ipiranga. A atividade resgata cânticos de matrizes africanas e afro-brasileiras.
    14h30 — Dance! Brasilidades Aula de dança que celebra ritmos brasileiros e influências negras, estimulando expressão corporal e pertencimento.
    Terraço Nazaré

    10h às 17h — Vai de Roteiro Passeios mediados pelo Parque da Independência e seus jardins em parceria com a Secretaria de Turismo.
    10h às 17h — Saí bem na foto? Estúdio fotográfico que utiliza os objetos históricos do acervo educativo para refletir sobre as histórias representadas no Museu.
    10h às 17h — Jogos e Vivências Educativas Jogos e materiais de mediação relacionados ao acervo do Museu para todas as idades.
    10h / 11h / 13h20 / 14h20 / 15h20 / 16h20 — Adinkras Oficina do Museu Catavento sobre símbolos africanos Adinkra, com criação prática de estampas.
    11h / 12h — CoreS de Pele: retratos em pastel oleoso Vivência artística que reflete sobre representações da figura negra na arte.
    11h / 12h — Animais extraordinários Oficina lúdica de colagem e desenho para criar animais híbridos e fantásticos.
    11h / 12h / 13h / 14h / 15h — Marca Páginas em Aquarela Atividade de aquarela inspirada nas árvores do Ipiranga, transformando observação em arte.
    11h / 13h / 14h / 15h — Serigrafica(mente) Oficina de serigrafia em panos de prato, abordando convivência e luta antimanicomial.
    11h às 17h — Game Vivências: trilogia Sankofa Arcade Vivência com games afrofuturistas que entrelaçam passado, presente e futuro de mulheres negras.
    12h / 13h — Curuminices Oficina de bordado em cerâmica para crianças e acompanhantes.
    14h30 / 15h30 — Técnicas decoloniais de desenho Oficina que explora formas alternativas à tradição ocidental de desenhar corpos humanos.
    14h30 / 15h30 — Cidade insólita - sua arte surrealista Atividade criativa com colagem, fotografia e dobradura para reinventar a cidade.
    Terraço Xavier

    10h às 17h — Área de Circonvivência Espaço interativo com jogos e técnicas circenses para estimular criatividade e coordenação.
    10h — Presença negra nas margens (nada plácidas) do Ipiranga Passeio mediado que revisita a história do bairro sob a perspectiva do Movimento Negro e da Imprensa Negra. Ponto de encontro: Terraço Xavier
    14h — Árvores do Ipiranga Vivência investigativa para conhecer espécies arbóreas do bosque, suas funções ecológicas e histórias ligadas ao território. Ponto de encontro: Terraço Xavier.
    Museu

    9h às 18h — Visitação gratuita nas exposições Uma História do Brasil; Passados Imaginados; Para Entender o Museu. Última entrada às 17h.
    9h às 17h — Mediação nas exposições “Para entender o Museu” e “Uma História do Brasil” Educadores apresentam o histórico do edifício-monumento e o funcionamento do Museu Paulista.
    9h às 17h — Mediação sobre o quadro Independência ou Morte! Mediação com equipe do Educativo sobre a pintura de Pedro Américo.
    9h30, 11h30, 13h30, 15h30 — Mediação em Libras sobre o quadro Independência ou Morte. Mediação em Libras com equipe do Educativo sobre a pintura de Pedro Américo.

    Museu em Festa 2025. Foto: Gabriela Portilho
  9. Cajamar leva turismo, cultura e tradição do Rodeo Fest para a Festa do Peão de Barretos Notícia

    Cajamar leva turismo, cultura e tradição do Rodeo Fest para a Festa do Peão de Barretos

    Secretaria Municipal de Turismo e Cultura participa da 71ª Festa do Peão de Barretos com estande dedicado à divulgação dos atrativos e da cultura cajamarense


    Cajamar está presente na 71ª Festa do Peão de Barretos, um dos maiores eventos de rodeio da América Latina, levando para um público de milhares de pessoas informações sobre a cultura, a gastronomia, os atrativos turísticos e a tradição do Cajamar Rodeo Fest. A iniciativa da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura busca ampliar a divulgação do município e apresentar Cajamar para visitantes de diferentes regiões do país, fortalecendo a cidade como destino turístico e preparando o público para conhecer também o Cajamar Rodeo Fest 2027.

    O estande instalado no evento reúne elementos que representam a identidade cajamarense e também apresenta a exposição “Berço de Bravos”, lançada no último ano e que já percorreu diferentes locais do município. As fotografias da exposição contam com tecnologia de realidade aumentada e QR Codes, permitindo que os visitantes acessem conteúdos e conheçam mais sobre a história e a cultura de Cajamar.

    A participação em um evento da dimensão da Festa do Peão de Barretos amplia a visibilidade de Cajamar e cria novas oportunidades para atrair visitantes ao município. A proposta é apresentar o que Cajamar tem a oferecer e estimular o turismo local, movimentando setores como gastronomia, comércio e serviços. E quem passar pelo estande já recebe o convite para conhecer de perto a tradição cajamarense no Cajamar Rodeo Fest 2027.