Um dos principais nomes da literatura brasileira, Ignácio de Loyola Brandão é desvendado pelas lentes de seu filho, o fotógrafo e cineasta André Brandão, no documentário "Não Sei Viver Sem Palavras". O filme chega aos cinemas brasileiros nesta quinta, 30 de julho, uma semana antes do dia dos pais e na véspera do aniversário do autor. O autor de "Zero" e "Não Verás País Nenhum" completa 90 anos na sexta-feira. O longa-metragem é uma produção da Prosperidade Content e andré+. A distribuição fica a cargo da Bretz Filmes.
A produção entra em cartaz em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). O longa também estreia em Curitiba (PR), em 6 de agosto, e na terra natal do autor, Araraquara (SP), a partir do dia 13.
Nascido em 1936, Ignácio inscreveu seu nome na literatura brasileira com romances, crônicas, livros infanto-juvenis, biografias, relatos de viagens, peças de teatro, entre tantos outros textos. O documentário resgata de forma bastante pessoal essa trajetória a partir de depoimentos do escritor e um rico material de arquivo. O longa teve sua première no Festival do Rio e também foi exibido na Mostra de São Paulo.
O filme nasceu na pandemia, quando, vivendo novamente com seu pai, André começou a filmar despretensiosamente o cotidiano deles. Depois, percebeu que desse material poderia surgir um documentário. "O filme é muito caseiro, feito a poucas mãos. Fizemos oito entrevistas de duas a três horas cada, principalmente na casa dele, mas também no bairro Praça Roosevelt, onde morou por dez anos quando chegou em São Paulo, na biblioteca municipal e na estação de trem de Araraquara - lugares importantes na história dele", resume o diretor.
André, que teve uma longa carreira como fotógrafo, e fez uma transição para o cinema em 2015, conta que muito do material de arquivo do filme veio do próprio Ignácio. O artista mantém bastante organizada uma rica coleção de materiais: “Atrelado ao escritório dele tem um pequeno quartinho, com muitas caixas, e cada uma tem muitos envelopes dentro. A maioria dos envelopes tem fotos, mas tem também uma boa quantidade com cartões postais, programas de peças, de museus, exposições etc. E cada envelope tem um texto escrito do lado de fora , explicando, em detalhes, o que tem lá dentro".
Além disso, André encontrou nesse arquivo 38 rolos de Super-8, todos filmados pelo escritor durante a década de 1970. Essas imagens acabaram se tornando uma parte importante do filme. Numa camada mais íntima, são imagens da família, de São Paulo, dele próprio, Araraquara, Berlim, até do nascimento do cineasta.
“Durante o meu nascimento, nos dias em que ele ficou na maternidade acompanhando a minha mãe, ele escreveu um pequeno conto chamado ‘A Montanha Mágica – O Nascimento de André’", conta o diretor. "Durante a pesquisa para o filme reencontrei esse conto em uma caixa, e encontrei também muitas cartas que ele me escreveu quando eu morei fora do Brasil, entre 1991-1997. Esse material acabou entrando como falas, na minha voz e na voz dele", relembra.
O realizador explica, também, que "Não Sei Viver Sem Palavras" foi uma construção coletiva. Era importante trazer olhares de fora, que não tivessem intimidade com o protagonista e o material filmado, como seu antigo sócio Ricardo Carioba, que é codiretor do filme, Moraga, que montou o filme, e os roteiristas André Collazzo e Vivian Brito.
O diretor confessa que sempre teve uma relação bem próxima com o pai, mas fazer o filme uniu-os ainda mais. "Sinto que esse filme de fato também é um pouco dele. O fato de que ele sempre quis fazer um filme, mas nunca fez, e nesse filme, além de personagem, ele também filmou uma parte importante do material (o Super-8), e o texto é inteiro dele, sejam as entrevistas, sejam os trechos de livros, faz com que esse filme seja também em parte dele", acredita. "É um pouco uma simbiose, uma passagem de bastão, é o meu primeiro filme, uma releitura da vida e da obra dele partindo de textos e algumas imagens dele, mas com o meu ponto de vista. É algo sutil mas muito forte ao mesmo tempo, difícil explicar", elabora André.
Ignácio de Loyola Brandão (1981) - crédito: Arquivo Pessoal
Depois de semanas com horários mais flexíveis, viagens, passeios e uma rotina menos estruturada, a volta às aulas do segundo semestre representa um novo período de readaptação para crianças, adolescentes e suas famílias. Embora o retorno seja mais tranquilo do que costuma ser o início do ano letivo, a retomada dos compromissos escolares exige atenção aos aspectos emocionais, físicos e organizacionais.
A boa notícia é que pequenas atitudes adotadas nos dias que antecedem o primeiro dia de aula podem tornar essa transição mais leve. Segundo educadores, o planejamento, acolhimento e diálogo são fundamentais para que os estudantes retomem a rotina com segurança, motivação e bem-estar.
Readaptar a rotina e os horários antes do primeiro dia de aula
Um dos principais desafios da volta às aulas após as férias é reorganizar a rotina. Durante o recesso, é comum que crianças e adolescentes durmam mais tarde e tenham horários menos rígidos. Por isso, a recomendação é iniciar a readaptação alguns dias antes do retorno às aulas, ajustando gradualmente os horários de dormir, acordar e realizar as refeições.
“Quando a retomada da rotina acontece de forma gradual, a criança chega ao primeiro dia de aula mais descansada e preparada. A previsibilidade traz segurança e reduz o impacto da transição entre o período de férias e as exigências da vida escolar”, afirma Pâmela Lopes, coordenadora pedagógica do colégio Progresso Bilíngue de Itu (SP).
O período de férias também costuma ser marcado pelo aumento do tempo de exposição a celulares, tablets e videogames. Embora façam parte do cotidiano das crianças e adolescentes, o uso excessivo pode dificultar a retomada do ritmo escolar, especialmente quando interfere no sono e na capacidade de manter a atenção por períodos mais longos.
“O cérebro se adapta aos estímulos que recebe com frequência. Quando predominam conteúdos rápidos e altamente estimulantes, a transição para atividades que exigem persistência e concentração pode se tornar mais desafiadora. Por isso, é importante que a redução do tempo de telas aconteça gradualmente nos dias que antecedem o retorno às aulas”, acrescenta Pâmela.
Inclua a criança nos preparativos para o retorno
A família deve incluir crianças e adolescentes nos preparativos do retorno. Transformar a volta às aulas em um momento de participação pode ajudar a despertar o entusiasmo dos estudantes. “Quando o aluno participa, ele deixa de receber decisões prontas e passa a ser dono da própria jornada. Na infância, isso fortalece a autonomia. Na adolescência, desenvolve protagonismo e noção de consequência”, explica Audrey Taguti, pedagoga há 40 anos e diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP).
Com as crianças menores, organizar materiais e arrumar a mochila funciona como forma de inclusão no processo. Já para os adolescentes, é preciso rever horários, definir metas para notas e entender o que ficou pendente no primeiro semestre. “Julho não é janeiro. O aluno já conhece professores, colegas e regras. Por isso, a volta às aulas do meio do ano é o momento de cobrar mais maturidade”, acrescenta Audrey.
Segundo a docente, o comprometimento é inegociável: se no primeiro semestre ainda valia o "estou me adaptando", agora o adolescente precisa entender que frequência, entrega de trabalhos e estudo contínuo definem o resultado final. “É hora de trocar o ‘depois eu vejo’ por planejamento”, diz a educadora.
“O jovem precisa entender que cada aula constrói o boletim de dezembro. Que o vestibular, o ENEM e o futuro profissional fazem parte da organização do ano letivo, e principalmente na reta final do segundo semestre", reforça Audrey.
A participação da criança nesse processo não deve estar condicionada a recompensas ou prêmios. “Prometer presente, dinheiro ou viagem por nota gera motivação errada. A criança e o adolescente precisam separar: a escola é compromisso, não negociação. O reconhecimento vem do esforço, da autonomia conquistada e das portas que a educação abre”, afirma Audrey.
A família também precisa se preparar
A volta às aulas não mobiliza apenas os estudantes. Pais e responsáveis também precisam reorganizar horários, expectativas e emoções para acompanhar esse novo ciclo. É importante manter uma comunicação aberta em casa, acolhendo dúvidas, inseguranças e expectativas que possam surgir nos primeiros dias de aula.
Segundo Jacqueline Cappellano, psicopedagoga e coordenadora da Educação Infantil da Escola Internacional de Alphaville – EIA, de Barueri (SP), a ansiedade dos adultos pode ser percebida pelas crianças, influenciando diretamente a forma como elas encaram o retorno à escola. Por isso, é importante que as famílias demonstrem confiança e tranquilidade durante esse processo. “Os filhos observam constantemente as reações dos adultos. Quando os responsáveis transmitem segurança e confiança na escola, a tendência é que a criança se sinta mais confortável para enfrentar os desafios naturais da readaptação”, diz.
Ainda segundo Jacqueline, a readaptação das crianças menores pode ser um pouco mais difícil e por isso, é importante que os professores e demais pessoas envolvidas na vida escolar dos pequenos se preparem para um possível retorno à insegurança do início do ano. O diálogo e o apoio às famílias são essenciais para que todos os pequenos passem por esta fase com tranquilidade.
Jacqueline também destaca que reencontrar colegas antes do primeiro dia de aula pode contribuir para uma readaptação mais tranquila. “Os vínculos de amizade são importantes fontes de acolhimento emocional e ajudam a criar expectativas positivas para o retorno.”
Primeira vez na escola exige atenção especial
Para algumas famílias, o segundo semestre coincide com um momento ainda mais marcante: a primeira experiência de crianças pequenas na Educação Infantil representa uma grande mudança na rotina familiar e na vida do novo aluno, que passa a conviver com novos adultos, colegas e ambientes.
Antes do início das aulas, é recomendável que as famílias conversem com os pequenos sobre o que está por vir de forma clara e positiva, preparando a criança para as novidades que encontrará pela frente. Falar sobre os professores, as brincadeiras, os novos amigos e a rotina escolar ajuda a reduzir a ansiedade e cria expectativas mais saudáveis em relação a essa nova fase.
“Entrar na escola é uma experiência emocional significativa. Quando a criança se sente acolhida, compreendida e segura, ela cria vínculos positivos com o espaço escolar e desenvolve mais confiança para explorar, aprender e se relacionar”, explica Teca Antunes, diretora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP). “É importante responder às dúvidas com sinceridade, sem prometer que tudo será perfeito ou que não haverá momentos de insegurança.”
Além disso, para evitar cenas de “choro” na porta da escola nos primeiros dias, Teca recomenda que a família evite despedidas longas, saídas escondidas ou demonstrações excessivas de insegurança. Explicar previamente como será a rotina, quem será responsável por levar e buscar a criança, e realizar uma despedida breve e afetuosa ajuda a transmitir confiança.
“O choro faz parte da adaptação e nem sempre indica que algo está errado. O mais importante é que os adultos demonstrem segurança, porque a criança se apoia nas reações dos responsáveis para interpretar essa nova experiência”, afirma. A educadora ressalta que cada criança tem seu próprio ritmo. “Quando família e escola atuam em parceria, oferecendo previsibilidade, afeto e confiança, a adaptação tende a acontecer de forma mais tranquila e positiva”.
A adaptação também merece atenção especial nos casos de estudantes mais velhos que ingressam em uma nova escola, seja por mudança de cidade ou escolha da família. Além de precisarem se ambientar com um ambiente desconhecido, eles podem sentir saudade dos amigos, professores e vínculos construídos na instituição anterior. Nesses momentos, é fundamental validar os sentimentos da criança ou do adolescente, sem minimizar a importância das relações que ficaram para trás.
“Ao mesmo tempo, é possível ajudar esse aluno a enxergar as oportunidades que acompanham a mudança, como a possibilidade de fazer novas amizades, conhecer diferentes formas de aprender, desenvolver autonomia e ampliar sua visão de mundo. Muitas vezes, aquilo que inicialmente gera insegurança acaba se transformando em uma experiência rica de crescimento pessoal”, conclui Teca.
Os especialistas
Audrey Taguti acumula 41 anos de experiência e trabalho em Educação. É formada em Magistério e Pedagogia, possui pós-graduações em Psicopedagogia e Bilinguismo e é especialista em Alfabetização. É diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP desde a fundação do colégio, em 2000.
Jacqueline Cappellano é pedagoga, pós-graduada em Bilinguismo e Psicopedagogia coordenadora da Educação Infantil da Escola Internacional de Alphaville. É uma grande entusiasta da Educação Bilíngue e fascinada pelo universo da educação infantil. Enxerga no intercâmbio entre ideias e culturas, um caminho para a paz entre os povos.
Pamela Lopes Fragoso é formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicopedagogia, Alfabetização e Letramento, Psicologia Escolar (Yale University), Liderança e Gestão Participativa na Escola (FGV), Metodologias Ativas (Ativar/USP), entre outras. Atualmente é Coordenadora do Ensino Fundamental I do Progresso Bilíngue Itu, atuando na condução estratégica de equipes e na implementação de projetos voltados à inovação pedagógica, metodologias ativas e aprendizagem. Comprometida com uma educação transformadora, fundamentada nas diferenças individuais de aprendizagem, na formação integral e no desenvolvimento socioemocional de estudantes e educadores, atuando com sensibilidade humana, mobilizando equipes, promovendo ambientes colaborativos e o fortalecimento da cultura escolar.
Teca Antunes é pedagoga, Mestre em Educação Especial e pós graduada nas áreas de Didática para Educação Bilíngue e Alfabetização. Tem experiência em sala de aula e na gestão de escolas bilíngues, além de atuar como formadora de professores em diversas áreas. Na Escola Bilíngue Aubrick, atua na direção pedagógica promovendo o alinhamento de práticas frente ao projeto pedagógico da instituição, acompanhando o desenvolvimento profissional dos colaboradores e buscando construir uma experiência de excelência e relevância para todos os estudantes.
O blues será o protagonista de uma programação especial que promete reunir músicos,
apreciadores da boa música e famílias em um ambiente dedicado à cultura e ao
entretenimento. Realizado na Athrio Cervejaria, em Jundiaí, o evento celebra o Dia
Internacional do Blues com apresentações musicais, encontro entre artistas e o lançamento de
um novo álbum autoral.
Mais do que uma sequência de shows, a proposta é demonstrar como espaços dedicados à
gastronomia e à cerveja artesanal também se consolidam como importantes centros de
difusão cultural, aproximando o público da música ao vivo.
Blues continua influenciando gerações
Reconhecido como um dos estilos musicais mais importantes da história, o blues serviu de
base para o desenvolvimento do rock, jazz, soul e rhythm and blues. Sua influência permanece
presente na música contemporânea e continua inspirando artistas em todo o mundo.
Celebrar o Dia Internacional do Blues significa manter viva essa tradição e criar oportunidades
para que novos públicos conheçam o gênero por meio de apresentações ao vivo e da produção
musical atual.
Programação reúne músicos e promove integração
A programação começa às 16h com uma jam de gaitistas, reunindo Big Chico, Rodrigo Guedes,
Marcel Giotto, Léo Crespo e Drigo Ribeiro, além da participação especial de Rafael Amarante.
Às 18h, a banda Colt Blues sobe ao palco com um repertório dedicado aos grandes clássicos do
gênero.
Encerrando a noite, às 20h, acontece o lançamento do álbum Life in Six Strings, durante o
show do guitarrista Yuri Apsy.
Programação
16h – Jam de Gaitistas com Big Chico, Rodrigo Guedes, Marcel Giotto, Léo Crespo e Drigo
Ribeiro, com participação especial de Rafael Amarante.
18h – Show da banda Colt Blues.
20h – Lançamento do álbum Life in Six Strings durante show de Yuri Apsy.
Durante todo o evento, o público também poderá conhecer o trabalho desenvolvido pelo
Clube do Blues de Jundiaí, além de aproveitar os rótulos produzidos pela Athrio Cervejaria.
Música, cultura e convivência em um só lugar
Além da programação artística, o evento pretende proporcionar uma experiência que une
música ao vivo, gastronomia e convivência. A expectativa da organização é fortalecer o blues
na região, incentivar novos encontros entre músicos e ampliar o acesso do público a iniciativas
culturais ligadas ao gênero.
Sobre a cervejaria Ahtrio - Nascida há 5 anos da amizade de 4 apaixonados por cerveja
artesanal, a Ahtrio é movida por criatividade, intensidade e atitude. Seu símbolo? O Polvo e o
Coração. O Polvo, com seus 8 braços e 3 corações, representa a união indestrutível dos
fundadores. O Coração, a paixão que transborda em cada gota de cerveja. Juntos, eles criam
estilos únicos que conquistam paladares por toda a região e São Paulo.
Serviço
Dia Internacional do Blues
Data: 1º de agosto de 2026 (sábado)
Horário: A partir das 16h
Local: Athrio Cervejaria
Endereço: Avenida Comendador Antônio Borin, 5793 – Caxambu – Jundiaí (SP)
Entrada gratuita
Com a chegada do Dia dos Pais, o Anhanguera Parque Shopping preparou uma edição especial do projeto Sábados Divertidos para incentivar momentos de carinho e criatividade entre pais e filhos. No próximo sábado (1º de agosto), das 14h às 16h, as crianças poderão participar gratuitamente de uma oficina de porta-cartão personalizado, criando um presente exclusivo para homenagear seus pais, além de aproveitar uma programação repleta de recreação.
A atividade será realizada na Sala das Oficinas Divertidas e Recreação, na Arena do shopping, e contará ainda com pipoca gratuita e uma animada chuva de balões, proporcionando uma experiência divertida para toda a família.
A iniciativa abre a programação especial do Shopping para o Dia dos Pais e convida as famílias a celebrarem a data de forma afetiva, estimulando a criatividade das crianças e valorizando os momentos compartilhados entre pais e filhos.
Para a responsável pelas ações de marketing do Anhanguera Parque Shopping, Geovanna Félix, a proposta vai além da diversão e busca fortalecer os laços familiares.
"O Dia dos Pais é uma data que celebra o carinho, a presença e os momentos vividos em família. Pensando nisso, preparamos uma edição especial do Sábados Divertidos para que as crianças possam criar um presente feito por elas mesmas, cheio de significado, enquanto aproveitam uma tarde de muita alegria. Queremos proporcionar experiências que se transformem em boas lembranças para pais e filhos", afirma Geovanna Félix.
A participação é gratuita e aberta ao público, conforme disponibilidade de vagas. A expectativa é receber famílias em uma programação que une diversão, criatividade e o espírito de celebração do Dia dos Pais.
A Prefeitura de Cajamar, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, realiza no próximo 1º de agosto, das 9h às 12h, o 1º Ginga Cajamar, evento em comemoração ao Dia do Capoeirista. A programação acontecerá no Parque Cajamar Feliz, localizado na Rua Vereador Mário Marcolongo, nº 467, no Jardim Nova Jordanésia.
O encontro reunirá cinco grupos de capoeira do município, que participarão de rodas abertas ao público, proporcionando um momento de integração, troca de experiências e valorização dessa importante manifestação da cultura brasileira.
A participação é gratuita e toda a população está convidada a acompanhar as apresentações, conhecer mais sobre a história da capoeira e prestigiar os grupos que desenvolvem esse trabalho em Cajamar.
Serviço
📅 Data: 1º de agosto
🕘 Horário: das 9h às 12h
📍 Local: Parque Cajamar Feliz – Rua Vereador Mário Marcolongo, nº 467, Jardim Nova Jordanésia
🎟️ Entrada: Gratuita
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima de 39 mil a 42 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço por ano, no Brasil – sendo a metade deles somente na região Sudeste do país. Entre os tumores mais frequentes estão os de cavidade oral, faringe e laringe. Um dos principais desafios é o diagnóstico tardio em aproximadamente 80% dos casos, o que pode comprometer a chance de sucesso do tratamento e aumentar o risco de sequelas que impactam de forma significativa na qualidade de vida dos pacientes.
“A fonoaudiologia está cada vez mais reconhecida como parte essencial no tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Mais do que reabilitar, o trabalho do fonoaudiólogo busca prevenir perdas funcionais, preservar habilidades importantes e oferecer cuidado individualizado, de acordo com as necessidades de cada pessoa. As sequelas podem comprometer a voz, a comunicação, a capacidade de engolir alimentos, o estado nutricional e até mesmo a abertura da boca, afetando funções essenciais do dia a dia”, explica a fonoaudióloga Dra. Catherine Machado Katekaru (CRFa2-13109), conselheira do CREFONO2 - Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região, instituição responsável pela fiscalização da profissão no Estado de São Paulo.
Ela explica que, com uma reabilitação fonoaudiológica individualizada e técnicas adequadas, é possível recuperar funções importantes e proporcionar qualidade de vida aos pacientes. “Os resultados e o tempo de tratamento podem variar de acordo com as necessidades de cada pessoa”, esclarece a fonoaudióloga.
O tratamento será definido após avaliação clínica detalhada, que identificará o tipo de sequela e grau de comprometimento. “Para reabilitação de pacientes submetidos à retirada completa da laringe, por exemplo, os principais métodos de comunicação utilizados são a prótese tarqueoesofágica, a voz esofágica, em que o paciente aprende a utilizar o esôfago para produzir sons. Ou podemos recorrer à tecnologia, optando por uma laringe eletrônica (eletrolaringe), um aparelho que deve ser posicionado na região do pescoço. Essa tecnologia auxilia na produção de uma voz perfeitamente compreensível, mas totalmente diferente da voz humana”, exemplifica.
A fonoaudióloga conta que, geralmente, os pacientes alcançam resultados expressivos já nas primeiras semanas de tratamento, mas com o passar do tempo os avanços tendem a ser menos perceptíveis. “No entanto, é importante manter-se dedicado ao tratamento, sem desanimar. O comprometimento e a participação ativa fazem toda a diferença para que ele alcance o melhor resultado e retome suas atividades com maior segurança e autonomia”, conclui a Dra. Catherine.
Proposta de incorporação da PrEP injetável de longa duração será analisada pela Conitec em agosto
O Brasil sediou nesta segunda-feira (27/7), pela primeira vez na América do Sul, a 26ª Conferência Internacional de Aids. Na ocasião, o Ministério da Saúde apresentou estratégias de prevenção ao HIV no Sistema Único de Saúde (SUS), com a avaliação de novas tecnologias para ampliar as opções disponíveis à população.
Entre as possibilidades está a incorporação da PrEP injetável de longa duração, medicamento administrado a cada dois meses, cuja proposta foi encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e será analisada em agosto.
PREVENÇÃO COMBINADA — Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral, destinada a pessoas que não vivem com o vírus e podem estar expostas a maior risco de infecção. A definição da estratégia de prevenção considera as necessidades e as condições de cada usuário.
O Ministério da Saúde também acompanha o desenvolvimento de novas tecnologias de prevenção do HIV, incluindo iniciativas de pesquisa e inovação realizadas no país, como o desenvolvimento de medicamentos de ação prolongada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com instituições privadas.
No SUS, estão disponíveis estratégias de prevenção, como preservativos, gel lubrificante, PrEP, PEP, testagem rápida e autoteste. A rede também oferece tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico, monitoramento laboratorial e atendimento multiprofissional para as pessoas que vivem com HIV.
O Brasil alcançou, em dezembro de 2025, a certificação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública. O reconhecimento foi concedido após o país manter a taxa de transmissão abaixo de 2%, a incidência da infecção em crianças inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos e cobertura superior a 95% em pré-natal, testagem e tratamento das gestantes que vivem com HIV.