Câncer de cabeça e pescoço deixa sequelas que podem afetar voz e alimentação, entre outras Técnicas fonoaudiológicas ajudam a recuperar qualidade de vida dos pacientes
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima de 39 mil a 42 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço por ano, no Brasil – sendo a metade deles somente na região Sudeste do país. Entre os tumores mais frequentes estão os de cavidade oral, faringe e laringe. Um dos principais desafios é o diagnóstico tardio em aproximadamente 80% dos casos, o que pode comprometer a chance de sucesso do tratamento e aumentar o risco de sequelas que impactam de forma significativa na qualidade de vida dos pacientes.
“A fonoaudiologia está cada vez mais reconhecida como parte essencial no tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Mais do que reabilitar, o trabalho do fonoaudiólogo busca prevenir perdas funcionais, preservar habilidades importantes e oferecer cuidado individualizado, de acordo com as necessidades de cada pessoa. As sequelas podem comprometer a voz, a comunicação, a capacidade de engolir alimentos, o estado nutricional e até mesmo a abertura da boca, afetando funções essenciais do dia a dia”, explica a fonoaudióloga Dra. Catherine Machado Katekaru (CRFa2-13109), conselheira do CREFONO2 - Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região, instituição responsável pela fiscalização da profissão no Estado de São Paulo.
Ela explica que, com uma reabilitação fonoaudiológica individualizada e técnicas adequadas, é possível recuperar funções importantes e proporcionar qualidade de vida aos pacientes. “Os resultados e o tempo de tratamento podem variar de acordo com as necessidades de cada pessoa”, esclarece a fonoaudióloga.
O tratamento será definido após avaliação clínica detalhada, que identificará o tipo de sequela e grau de comprometimento. “Para reabilitação de pacientes submetidos à retirada completa da laringe, por exemplo, os principais métodos de comunicação utilizados são a prótese tarqueoesofágica, a voz esofágica, em que o paciente aprende a utilizar o esôfago para produzir sons. Ou podemos recorrer à tecnologia, optando por uma laringe eletrônica (eletrolaringe), um aparelho que deve ser posicionado na região do pescoço. Essa tecnologia auxilia na produção de uma voz perfeitamente compreensível, mas totalmente diferente da voz humana”, exemplifica.
A fonoaudióloga conta que, geralmente, os pacientes alcançam resultados expressivos já nas primeiras semanas de tratamento, mas com o passar do tempo os avanços tendem a ser menos perceptíveis. “No entanto, é importante manter-se dedicado ao tratamento, sem desanimar. O comprometimento e a participação ativa fazem toda a diferença para que ele alcance o melhor resultado e retome suas atividades com maior segurança e autonomia”, conclui a Dra. Catherine.
“A fonoaudiologia está cada vez mais reconhecida como parte essencial no tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Mais do que reabilitar, o trabalho do fonoaudiólogo busca prevenir perdas funcionais, preservar habilidades importantes e oferecer cuidado individualizado, de acordo com as necessidades de cada pessoa. As sequelas podem comprometer a voz, a comunicação, a capacidade de engolir alimentos, o estado nutricional e até mesmo a abertura da boca, afetando funções essenciais do dia a dia”, explica a fonoaudióloga Dra. Catherine Machado Katekaru (CRFa2-13109), conselheira do CREFONO2 - Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região, instituição responsável pela fiscalização da profissão no Estado de São Paulo.
Ela explica que, com uma reabilitação fonoaudiológica individualizada e técnicas adequadas, é possível recuperar funções importantes e proporcionar qualidade de vida aos pacientes. “Os resultados e o tempo de tratamento podem variar de acordo com as necessidades de cada pessoa”, esclarece a fonoaudióloga.
O tratamento será definido após avaliação clínica detalhada, que identificará o tipo de sequela e grau de comprometimento. “Para reabilitação de pacientes submetidos à retirada completa da laringe, por exemplo, os principais métodos de comunicação utilizados são a prótese tarqueoesofágica, a voz esofágica, em que o paciente aprende a utilizar o esôfago para produzir sons. Ou podemos recorrer à tecnologia, optando por uma laringe eletrônica (eletrolaringe), um aparelho que deve ser posicionado na região do pescoço. Essa tecnologia auxilia na produção de uma voz perfeitamente compreensível, mas totalmente diferente da voz humana”, exemplifica.
A fonoaudióloga conta que, geralmente, os pacientes alcançam resultados expressivos já nas primeiras semanas de tratamento, mas com o passar do tempo os avanços tendem a ser menos perceptíveis. “No entanto, é importante manter-se dedicado ao tratamento, sem desanimar. O comprometimento e a participação ativa fazem toda a diferença para que ele alcance o melhor resultado e retome suas atividades com maior segurança e autonomia”, conclui a Dra. Catherine.
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