Rede de Apoio às Mulheres das Periferias ♀️ Nos 20 anos da Lei Maria da Penha, a Agência Mural lança site que reúne equipamentos públicos e comunitários de apoio às vítimas de violência doméstica nas periferias
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 e criou mecanismos para coibir e denunciar a violência doméstica.
Não há dúvida que a legislação transformou a vida de diversas mulheres das periferias, como a advogada Olga Franco, 43, do Jardim Miriam, zona sul.
“Foram muitas violências e aí eu entendi que eu precisava fazer uma denúncia. Na época, a [lei] Maria da Penha tinha acabado de ser sancionada e se falava muito sobre a violência [doméstica]. Fui movida por ela”.
Ela conta sua história na reportagem da Agência Mural sobre os 20 anos da Maria da Penha e ajuda a mostrar como as periferias avançaram e o que ainda falta para o acolhimento e a proteção das mulheres.
Para marcar as duas décadas de Maria da Penha, a Agência Mural lançou a Rede de Apoio às Mulheres Periféricas. Trata-se de uma plataforma navegável que reúne equipamentos que prestam assistência às mulheres nas periferias de São Paulo. Nela, é possível buscar por serviços especializados para denúncia, acolhimento e rede assistencial com um diferencial: o mapeamento inclui também serviços comunitários de suporte socioeducativo, profissional e emocional.
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Por que organizamos essa rede?
Foi em uma reunião de pauta coletiva no final de 2025 que a Bianca Sales, correspondente do Sacomã, na zona sul de São Paulo, lançou: “ano que vem, a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Seria legal levantar espaços comunitários que apoiam mulheres nas quebradas”. Proposta mais que aprovada.
Corta para 2026. Bianca e Jacqueline Maria, que também assina esta news, começaram a reunir informações e fazer pesquisas até chegar no ‘mapa’ de serviços das margens da capital paulista, onde muitas vezes o poder público não chega.
“Foi uma experiência muito marcante. Ao longo de várias reuniões e conversas com mulheres que já passaram por violências, buscamos entender quais eram os principais desafios enfrentados nas periferias e quais informações e serviços seriam realmente úteis para as leitoras”, explica Bianca.
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Reforço para as mulheres das quebradas
Territórios periféricos costumam ter menor presença do Estado e alguns serviços públicos acabam ficando mais concentrados nas regiões centrais.
“As organizações comunitárias são de extrema importância, pois atuam com a proteção e a identificação dos tipos de violência. Elas encorajam denúncias e podem ajudar a sustentar o rompimento do ciclo de violência, auxiliando mulheres com dependência financeira e afetiva, por exemplo ”, comenta Jacqueline Maria.
As organizações comunitárias não pretendem substituir os equipamentos públicos. A ideia é complementar e fortalecer a rede de acolhida, somando o trabalho de movimentos sociais, coletivos e ONGs das periferias, que oferecem desde formações até apoio emocional às vítimas.
Para mulheres que buscam romper o ciclo da violência, mas nem sempre sabem por onde começar, reunimos em um só lugar:
💜 Serviços públicos
💜 Iniciativas comunitárias
💜 Acolhimento
💜 Apoio assistencial
💜 Formação e empreendedorismo
“Queremos oferecer caminhos para as mulheres buscarem ajuda, construírem redes de apoio, terem mais autonomia e seguirem com suas vidas, apesar das marcas que a violência pode deixar”, conclui Bianca Sales.
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Se você acredita na importância de produzir reportagens e iniciativas como essa, apoie a Agência Mural !!
Cada contribuição ajuda a manter um jornalismo feito sobre, para e pelas periferias e torna possível desenvolver projetos que ampliam o acesso à informação e aos direitos de quem vive nesses territórios.
Não há dúvida que a legislação transformou a vida de diversas mulheres das periferias, como a advogada Olga Franco, 43, do Jardim Miriam, zona sul.
“Foram muitas violências e aí eu entendi que eu precisava fazer uma denúncia. Na época, a [lei] Maria da Penha tinha acabado de ser sancionada e se falava muito sobre a violência [doméstica]. Fui movida por ela”.
Ela conta sua história na reportagem da Agência Mural sobre os 20 anos da Maria da Penha e ajuda a mostrar como as periferias avançaram e o que ainda falta para o acolhimento e a proteção das mulheres.
Para marcar as duas décadas de Maria da Penha, a Agência Mural lançou a Rede de Apoio às Mulheres Periféricas. Trata-se de uma plataforma navegável que reúne equipamentos que prestam assistência às mulheres nas periferias de São Paulo. Nela, é possível buscar por serviços especializados para denúncia, acolhimento e rede assistencial com um diferencial: o mapeamento inclui também serviços comunitários de suporte socioeducativo, profissional e emocional.
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Por que organizamos essa rede?
Foi em uma reunião de pauta coletiva no final de 2025 que a Bianca Sales, correspondente do Sacomã, na zona sul de São Paulo, lançou: “ano que vem, a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Seria legal levantar espaços comunitários que apoiam mulheres nas quebradas”. Proposta mais que aprovada.
Corta para 2026. Bianca e Jacqueline Maria, que também assina esta news, começaram a reunir informações e fazer pesquisas até chegar no ‘mapa’ de serviços das margens da capital paulista, onde muitas vezes o poder público não chega.
“Foi uma experiência muito marcante. Ao longo de várias reuniões e conversas com mulheres que já passaram por violências, buscamos entender quais eram os principais desafios enfrentados nas periferias e quais informações e serviços seriam realmente úteis para as leitoras”, explica Bianca.
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Reforço para as mulheres das quebradas
Territórios periféricos costumam ter menor presença do Estado e alguns serviços públicos acabam ficando mais concentrados nas regiões centrais.
“As organizações comunitárias são de extrema importância, pois atuam com a proteção e a identificação dos tipos de violência. Elas encorajam denúncias e podem ajudar a sustentar o rompimento do ciclo de violência, auxiliando mulheres com dependência financeira e afetiva, por exemplo ”, comenta Jacqueline Maria.
As organizações comunitárias não pretendem substituir os equipamentos públicos. A ideia é complementar e fortalecer a rede de acolhida, somando o trabalho de movimentos sociais, coletivos e ONGs das periferias, que oferecem desde formações até apoio emocional às vítimas.
Para mulheres que buscam romper o ciclo da violência, mas nem sempre sabem por onde começar, reunimos em um só lugar:
💜 Serviços públicos
💜 Iniciativas comunitárias
💜 Acolhimento
💜 Apoio assistencial
💜 Formação e empreendedorismo
“Queremos oferecer caminhos para as mulheres buscarem ajuda, construírem redes de apoio, terem mais autonomia e seguirem com suas vidas, apesar das marcas que a violência pode deixar”, conclui Bianca Sales.
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Fundado em 1994