Crônica do Sebastião Milagres -Denunciante: Barbacena e o Holocausto Brasileiro.( Final)
Grito de alerta do trem sem volta:" Lá vem o trem dos loucos."
Hoje desceremos para o Círculo 9 do Inferno de Dante.
Aviso: vai doer!
Desceremos dois degraus. Então entraremos nas crueldades do sanatório de Barbacena. Eu não estive lá, mas li o livro documento: "Holocausto Brasileiro" de Daniela Arbex e fiquei estarrecido do que li.
Por décadas chamaram de hospital, o que a história chamaria de Inferno de Dante. Fechei o livro com a obrigação de denunciar através desta crônica, para que as pobres vítimas não virem pó em prontuário.
Pasme! A cidade sabia quando pesava, diziam que os eletrochoques eram tanto que a rede elétrica de Barbacena caia.A luz apagava na cidade.
No inverno a água gelava os ossos.Mandavam entrar. Muitos tremiam, choravam, imploravam.
Saiam roxos de frio, e calados de medo. Assombre! Chamavam isto de tratamento. Tomavam água de esgoto por sede, comiam ratos por desespero.
O cochão era de capim. Ás vezes nem isso.Costumavam dormirem no realento. Corpos de doentes na cama cobertos com moscas. E ninguém para tirarem.
Faziam "Lobotomia. Tiravam a parte do cérebro da pessoa para acalmá-lo. Entrava um ser humano, saia uma casca de noz.sem lembrança, vontade, enfim uma pedra.
Tinha gravidez que ninguém explicava. Como tinha bebê que nascia e sumiam.
Corpos eram vendidos para falcudades de medicina. Foram 18 faculdades. Dente estas a faculdade de medicina de Juiz de Fora-MG.
Quando o mercado saturavam jogavam ácido, para derretê-los no pátio na frente dos pacientes.
O psiquiatra Ronaldo Simões Coelho denunciou em 1970, estas atrocidades que eram desumanas e Cruéis foi demitido. Por sinal meu conterrâneo de São João Del Rei-MG.
.
Diziam que era pior do que campo de concentração nazista. Por que lá no campo tinha nomes, tinha guerra, tinha um inimigo.Aqui brasileiros abandonados pelos próprios brasileiros, em tempo de Paz.
Foram 60 mil vidas que o Brasil trancou, esqueceu e jogou fora a chave.
Próxima Crõnica:" Falha Tripa: Casa, Governo e escola.
( Quando os três falham juntos, quem paga é a criança)
Sebastião Milagres, Escritor,
Filósofo, ex- professor de xadrez
aposentado, Conselheiro
do Fórum Municipal Cultural de
Santana de Parnaíba. Autor dos livros
Xeque-Mate no Inferno -VII-A
e Subjetivos: Fragmentos
da minha alma
Hoje desceremos para o Círculo 9 do Inferno de Dante.
Aviso: vai doer!
Desceremos dois degraus. Então entraremos nas crueldades do sanatório de Barbacena. Eu não estive lá, mas li o livro documento: "Holocausto Brasileiro" de Daniela Arbex e fiquei estarrecido do que li.
Por décadas chamaram de hospital, o que a história chamaria de Inferno de Dante. Fechei o livro com a obrigação de denunciar através desta crônica, para que as pobres vítimas não virem pó em prontuário.
Pasme! A cidade sabia quando pesava, diziam que os eletrochoques eram tanto que a rede elétrica de Barbacena caia.A luz apagava na cidade.
No inverno a água gelava os ossos.Mandavam entrar. Muitos tremiam, choravam, imploravam.
Saiam roxos de frio, e calados de medo. Assombre! Chamavam isto de tratamento. Tomavam água de esgoto por sede, comiam ratos por desespero.
O cochão era de capim. Ás vezes nem isso.Costumavam dormirem no realento. Corpos de doentes na cama cobertos com moscas. E ninguém para tirarem.
Faziam "Lobotomia. Tiravam a parte do cérebro da pessoa para acalmá-lo. Entrava um ser humano, saia uma casca de noz.sem lembrança, vontade, enfim uma pedra.
Tinha gravidez que ninguém explicava. Como tinha bebê que nascia e sumiam.
Corpos eram vendidos para falcudades de medicina. Foram 18 faculdades. Dente estas a faculdade de medicina de Juiz de Fora-MG.
Quando o mercado saturavam jogavam ácido, para derretê-los no pátio na frente dos pacientes.
O psiquiatra Ronaldo Simões Coelho denunciou em 1970, estas atrocidades que eram desumanas e Cruéis foi demitido. Por sinal meu conterrâneo de São João Del Rei-MG.
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Diziam que era pior do que campo de concentração nazista. Por que lá no campo tinha nomes, tinha guerra, tinha um inimigo.Aqui brasileiros abandonados pelos próprios brasileiros, em tempo de Paz.
Foram 60 mil vidas que o Brasil trancou, esqueceu e jogou fora a chave.
Próxima Crõnica:" Falha Tripa: Casa, Governo e escola.
( Quando os três falham juntos, quem paga é a criança)
Sebastião Milagres, Escritor,
Filósofo, ex- professor de xadrez
aposentado, Conselheiro
do Fórum Municipal Cultural de
Santana de Parnaíba. Autor dos livros
Xeque-Mate no Inferno -VII-A
e Subjetivos: Fragmentos
da minha alma
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