Crônica do Sebastião Milagres - Professor e professora profissão de risco! "Educar não é preparar para uma carreira ou para vida, mas sim temperar a alma para as dificuldades da vida." (Sócrates)
Ou seja! "Casa" tempera com amor e limites. "Escola": Tempera com conhecimento. "Governo": deveria temperar com oportunidade e equidade.
No meu tempo de estudante a prova era anual. O aluno passava o ano inteiro estudando as matérias dos meses anteriores de janeiro a novembro.
Se não passasse de ano, ainda existia a tábua da salvação: uma segunda prova em fevereiro. Era oito ou oitenta. Se não fosse aprovado, o sermão mais longo que o da montanha, ou a vara de Marmelo em alguns casos, estaria esperando pelo repetente em casa.
Não tinha trabalho para aumentar a nota, internet nem pensar. A nota era o que a gente sabia na ponta da língua, na hora da prova, sem choro nem vela!
E a merenda? Não era como o self-service caprichado de hoje em dia, mas era feita com muito carinho.
A merenda servida na minha escola era sopa de fubá torrado, arroz doce fumegando no prato.Para nós era um banquete de rei. Hoje graças a Deus com o progresso,melhorou da água para o vinho a dos atuais estudantes.
Tínhamos auditórios- formatura- do momento cívico: hasteamento da bandeira, o hino nacional cantado a plenos pulmões. Através dele passei a amar ainda mais a minha pátria.
Além disso, o sarau poético onde se declamava poesias de: Olavo Bilac, Cecília Meireles, Cassimiro de Abreu... E a saudosa Dona Vanda Chaves adorava quando eu recitava os poemas.
Não é saudosismo não gente, é apenas boas lembranças de um tempo diferente.
Agora se prepara irei mexer no Vespeiro!
Sou contrário ao ensino religioso nas escolas. Escola não é igreja. Fé é Relicário de família. Cada família tem a sua: católica, evangélica, espírita, de matriz africana, ou nenhuma.
O que a escola tem que ensinar é o respeito a todas as crenças. Que o meu coleguinha é diferente de mim, mas não é meu inimigo. Sala de aula é lugar de ciência, português, matemática... com afeto e não doutrinação.Não podemos usar a lousa para pregar somente uma fé.
Na próxima crônica, falarei das Escolas Militares. "Meia-Volta, volver, marchando!" E o mais triste o aluno rebelde!
Dedico esta crônica à memória da minha " Estrela Cintilante" Nair, que ontem, dia 03/09 completaria mais um ano de vida. Meu Relicário de Amor Eterno.
Sebastião Milagres, Escritor,
Filósofo, ex- professor de xadrez
aposentado, Conselheiro
do Fórum Municipal Cultural de
Santana de Parnaíba. Autor dos livros
Xeque-Mate no Inferno -VII-A
e Subjetivos: Fragmentos
da minha alma
No meu tempo de estudante a prova era anual. O aluno passava o ano inteiro estudando as matérias dos meses anteriores de janeiro a novembro.
Se não passasse de ano, ainda existia a tábua da salvação: uma segunda prova em fevereiro. Era oito ou oitenta. Se não fosse aprovado, o sermão mais longo que o da montanha, ou a vara de Marmelo em alguns casos, estaria esperando pelo repetente em casa.
Não tinha trabalho para aumentar a nota, internet nem pensar. A nota era o que a gente sabia na ponta da língua, na hora da prova, sem choro nem vela!
E a merenda? Não era como o self-service caprichado de hoje em dia, mas era feita com muito carinho.
A merenda servida na minha escola era sopa de fubá torrado, arroz doce fumegando no prato.Para nós era um banquete de rei. Hoje graças a Deus com o progresso,melhorou da água para o vinho a dos atuais estudantes.
Tínhamos auditórios- formatura- do momento cívico: hasteamento da bandeira, o hino nacional cantado a plenos pulmões. Através dele passei a amar ainda mais a minha pátria.
Além disso, o sarau poético onde se declamava poesias de: Olavo Bilac, Cecília Meireles, Cassimiro de Abreu... E a saudosa Dona Vanda Chaves adorava quando eu recitava os poemas.
Não é saudosismo não gente, é apenas boas lembranças de um tempo diferente.
Agora se prepara irei mexer no Vespeiro!
Sou contrário ao ensino religioso nas escolas. Escola não é igreja. Fé é Relicário de família. Cada família tem a sua: católica, evangélica, espírita, de matriz africana, ou nenhuma.
O que a escola tem que ensinar é o respeito a todas as crenças. Que o meu coleguinha é diferente de mim, mas não é meu inimigo. Sala de aula é lugar de ciência, português, matemática... com afeto e não doutrinação.Não podemos usar a lousa para pregar somente uma fé.
Na próxima crônica, falarei das Escolas Militares. "Meia-Volta, volver, marchando!" E o mais triste o aluno rebelde!
Dedico esta crônica à memória da minha " Estrela Cintilante" Nair, que ontem, dia 03/09 completaria mais um ano de vida. Meu Relicário de Amor Eterno.
Sebastião Milagres, Escritor,
Filósofo, ex- professor de xadrez
aposentado, Conselheiro
do Fórum Municipal Cultural de
Santana de Parnaíba. Autor dos livros
Xeque-Mate no Inferno -VII-A
e Subjetivos: Fragmentos
da minha alma
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