A importância de centros especializados e as novas diretrizes de tratamento do AVC no Brasil
Evento reuniu grandes especialistas para discutir o avanço da doença, inclusive em populações mais jovens, e a eficácia dos tratamentos disponíveis
A Medtronic, líder global em tecnologia para a saúde, realizou nos dias 26 e 27 de agosto o NeuroVation Landscape (NVL 2026), um encontro focado em conectar especialistas para discutir os desafios atuais da área neurovascular, compartilhar experiências clínicas e explorar o futuro das terapias. O segundo dia do evento foi integralmente dedicado ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), promovendo um amplo diálogo sobre como transformar a jornada dos pacientes no Brasil.
O debate é urgente. O AVC continua sendo uma das principais causas de mortalidade e incapacidade no país. No ano passado, foram registrados 89.490 óbitos por AVC no Brasil, o que corresponde a aproximadamente um óbito a cada seis minutos1. Além disso, entre janeiro e junho de 2026, as doenças cardiovasculares causaram mais de 270 mil mortes2. Um alerta que chamou a atenção dos especialistas durante o encontro foi o avanço da carga de doenças cardiovasculares para faixas etárias mais jovens, com um aumento expressivo nas internações de pacientes com menos de 40 anos nas últimas duas décadas3.
Para reverter esse quadro e oferecer o melhor cuidado, os médicos presentes reforçaram a necessidade vital de centros de atendimento estruturados de acordo com o nível de complexidade. O fluxo ideal prevê centros de nível inicial, capacitados para o diagnóstico ágil e a aplicação de trombolítico endovenoso, e centros de alta complexidade, estruturados para realizar a trombectomia mecânica, um procedimento minimamente invasivo fundamental para a remoção de coágulos nos AVCs isquêmicos maiores.
“A estruturação da urgência do atendimento, para que o AVC seja visto como prioridade máxima, é essencial. Isso inclui o treinamento do SAMU para que possam reconhecer os sinais mais graves e levar o paciente ao centro adequado”, pontuou o Dr. Michel Frudit, neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Ele alertou ainda para as barreiras de infraestrutura: “Em São Paulo, para uma população enorme, só há dois hospitais públicos estruturados com trombectomia mecânica (HC e Santa Marcelina), o que é muito pouco, considerando o tamanho da cidade”.
A atenção ao AVC também tem se voltado para uma população ainda mais jovem: os pacientes pediátricos. O tema ganhou relevância com a publicação, em 2026, das novas recomendações que incorporam o tratamento do AVC agudo para a faixa etária que vai do nascimento aos 17 anos4. Em países desenvolvidos, a incidência chega a 1,5 criança a cada 100.000, e cerca de 70% desse grupo corre o risco de desenvolver sequelas limitantes4.
“Tivemos a grata surpresa da incorporação do tratamento do AVC agudo no grupo pediátrico. É uma publicação importante que vai nos ajudar a mudar os protocolos da maioria das instituições para tratar esse grupo de crianças, que também pode ser tratado com a trombectomia mecânica com segurança e resultados excelentes”, destacou o Dr. Alexandre Ulhoa, neurologista e neurocirurgião do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte (MG).
A educação da população para o reconhecimento dos sinais da doença, que muitas pessoas ainda conhecem apenas pelo termo "derrame", é o primeiro elo da cadeia de sobrevivência.
“A epidemiologia no Brasil mostra casos crescentes em pacientes mais jovens e com risco de morte. O reconhecimento dos sintomas ainda é insuficiente, não apenas pela população, mas muitas vezes, também por profissionais de saúde. Uma vez que os tratamentos do AVC são tempo-dependentes, é necessário que o paciente busque atendimento imediato em centros estruturados, que dispõem de fluxos bem estabelecidos e equipes multiprofissionais especializadas”, orientou o Dr. Michel Ferreira Machado, neurologista do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo.
“O NeuroVation Landscape evidenciou que a tecnologia e a inovação só alcançam seu potencial máximo quando caminham lado a lado com a educação médica continuada. Para a Medtronic, atuar como parceira estratégica do ecossistema de saúde significa fomentar ativamente esses espaços de aprimoramento clínico", afirma Glauber Souza, diretor da unidade de negócios de Neurociência da Medtronic no Brasil.
A Medtronic, líder global em tecnologia para a saúde, realizou nos dias 26 e 27 de agosto o NeuroVation Landscape (NVL 2026), um encontro focado em conectar especialistas para discutir os desafios atuais da área neurovascular, compartilhar experiências clínicas e explorar o futuro das terapias. O segundo dia do evento foi integralmente dedicado ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), promovendo um amplo diálogo sobre como transformar a jornada dos pacientes no Brasil.
O debate é urgente. O AVC continua sendo uma das principais causas de mortalidade e incapacidade no país. No ano passado, foram registrados 89.490 óbitos por AVC no Brasil, o que corresponde a aproximadamente um óbito a cada seis minutos1. Além disso, entre janeiro e junho de 2026, as doenças cardiovasculares causaram mais de 270 mil mortes2. Um alerta que chamou a atenção dos especialistas durante o encontro foi o avanço da carga de doenças cardiovasculares para faixas etárias mais jovens, com um aumento expressivo nas internações de pacientes com menos de 40 anos nas últimas duas décadas3.
Para reverter esse quadro e oferecer o melhor cuidado, os médicos presentes reforçaram a necessidade vital de centros de atendimento estruturados de acordo com o nível de complexidade. O fluxo ideal prevê centros de nível inicial, capacitados para o diagnóstico ágil e a aplicação de trombolítico endovenoso, e centros de alta complexidade, estruturados para realizar a trombectomia mecânica, um procedimento minimamente invasivo fundamental para a remoção de coágulos nos AVCs isquêmicos maiores.
“A estruturação da urgência do atendimento, para que o AVC seja visto como prioridade máxima, é essencial. Isso inclui o treinamento do SAMU para que possam reconhecer os sinais mais graves e levar o paciente ao centro adequado”, pontuou o Dr. Michel Frudit, neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Ele alertou ainda para as barreiras de infraestrutura: “Em São Paulo, para uma população enorme, só há dois hospitais públicos estruturados com trombectomia mecânica (HC e Santa Marcelina), o que é muito pouco, considerando o tamanho da cidade”.
A atenção ao AVC também tem se voltado para uma população ainda mais jovem: os pacientes pediátricos. O tema ganhou relevância com a publicação, em 2026, das novas recomendações que incorporam o tratamento do AVC agudo para a faixa etária que vai do nascimento aos 17 anos4. Em países desenvolvidos, a incidência chega a 1,5 criança a cada 100.000, e cerca de 70% desse grupo corre o risco de desenvolver sequelas limitantes4.
“Tivemos a grata surpresa da incorporação do tratamento do AVC agudo no grupo pediátrico. É uma publicação importante que vai nos ajudar a mudar os protocolos da maioria das instituições para tratar esse grupo de crianças, que também pode ser tratado com a trombectomia mecânica com segurança e resultados excelentes”, destacou o Dr. Alexandre Ulhoa, neurologista e neurocirurgião do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte (MG).
A educação da população para o reconhecimento dos sinais da doença, que muitas pessoas ainda conhecem apenas pelo termo "derrame", é o primeiro elo da cadeia de sobrevivência.
“A epidemiologia no Brasil mostra casos crescentes em pacientes mais jovens e com risco de morte. O reconhecimento dos sintomas ainda é insuficiente, não apenas pela população, mas muitas vezes, também por profissionais de saúde. Uma vez que os tratamentos do AVC são tempo-dependentes, é necessário que o paciente busque atendimento imediato em centros estruturados, que dispõem de fluxos bem estabelecidos e equipes multiprofissionais especializadas”, orientou o Dr. Michel Ferreira Machado, neurologista do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo.
“O NeuroVation Landscape evidenciou que a tecnologia e a inovação só alcançam seu potencial máximo quando caminham lado a lado com a educação médica continuada. Para a Medtronic, atuar como parceira estratégica do ecossistema de saúde significa fomentar ativamente esses espaços de aprimoramento clínico", afirma Glauber Souza, diretor da unidade de negócios de Neurociência da Medtronic no Brasil.
Fundado em 1994