Crônica do Sebastião Milagres - Por Que Visto Minhas Crônicas de Gala.
Se as estrelas são as lágrimas dos que partiram, como evoca um antigo provérbio, a perda da minha "Estrela Cintilante" Nair" há dois anos, deixou-me sem chão. Buscando reerguer-me nas sessões de psicologia, consultas de Psiquiatria e nas orações.
Encontro na escrita o apoio para mitigar minha dor, decidir vestir minhas crônicas de gala. É no silêncio do papel que me sinto bem e em Paz, honrando em palavras eruditas a nobreza de quem hoje descansa perto de Deus.
Ao longo de três décadas e meia como articulista amador em jornais de porte medio de Santana de Parnaíba e no memorável Jornal Evidência de Cajamar. Por vezes tenho recebido algumas críticas, pelo meu estilo pomposo de redigir crônicas e poesias. Rotulam minha escrita de irreverente e ostentosa, um veredito que confesso traz-me profundo incômodo..
Propagam em vão, que meus textos miram exclusivamente os abastados e os intelectuais, uma tese que rejeito com veemência.
Não escrevo para classes sociais elevadas; escrevo
sim, para aquele que tem a corajosa vontade de pensar.
Afinal,a beleza do vernáculo não é privilégio da fortuna, mas um direito de todo aquele que ousa sentir.
Minha missão como um crônista sério é conceder textos relevantes e edificantes, pesquisados com esmero para tocar o amâgo de cada alma, sem jamais ceder à pretensão esnobista ou vulgaridade barata. Recuso-me terminamente, a usar frases gastas pelo populalismo desenfreado.
Defendo o uso de pronomes pessoais obliguos átomos e o aforismo nietzschiano.
Realizo pesquisas minuciosas na internet e implemento multiplas revisões ao longo dos dias.
Faço tudo isso por um único e sagrado motivo
, o zelo inabalável de não corromper a nossa preciosa língua.
Prefiro a nobreza de conjugar verbos no seu tempo correto e dar à nossa língua o respeito que ela merece. Busco incessantemente a prefeição, embora reconheça que, como todo mortal, ainda tropeço em meus próprios erros.
Diante disso, considero-me um contador de causos, moldado e refinado pelo cinzel do tempo.
E o tempo, este escultor ensinou- me a ter paciência com o ofício.Minha dedicação não é efêmera: chego a consumir de seis a oitenta folhas de papel A 4 para dar vida a quatro ou cinco crônicas mensais.
Sou apenas um humilde artesão das palavras em uma constante tentativa, de me aproximar da perfeição dos grandes mestres que moldaram minha alma.
Reverencio o humor de Lourenço Diaferia que foi colunista do Jornal da Tarde, já falecido.O qual fui apresentado ao mesmo na Blioteca da Lapa.Eu era seu fã, fã mesmo das crônicas dele a ponto de fazer coleção e guardar. Até hoje eu tenho um livro dele autografado. Numa próxima oportunidade falarei sobre a polêmica crônica:" Heróis. Morto . Nós" que levou o a ser processado pelo Regime Militar.
Reverencio da mesma forma outro mestre, o meu amigo Subtenene José Augusto também já falecido, que me formou no início da minha carreira literaria.
Meu irmão Antônio Pedro, que tem uma coluna neste jornal :" Minhas Poesias," o qual foi a bússola que norteou meu Norte literário.
E por que não minha mãe Dona Rosa, que desde da tenra idade me incentiva a ler, pois dizia: "Meu 'fio' melhor ficar lendo dentro de casa, do que ficar jogado pelas ruas em más companhias!"
Escrevo no meio de rabiscos, nota-se folhas espalhadas pelo chão onde a bagunça do papel é, na verdade o mapa da minha criação. E as panelas esquecidas enquanto eu escrevia. Queimadas!
Moro só com minha Tiffany, minha Yorkshire Terrier, dádiva de amor que recebi da minha filha Kelly.
Desde quando a minha amada Nair partiu para o céu, sou eu que preparo as minhas refeições. Gosto de cozinhar.
Leitor, leitora, se um dia se enfadar da minha escrita, não me peça para mudar meu estilo.Seria tirar o meu chão. minha escrita não é técnica. É sangue. É alma.
Escrever é a maneira que encontrei de cultuar a memória da Nair, é assim que eu a mantenho viva em mim. A luz dela me guia no escuro.Assim me sinto abraçado por ela, como nunca tivesse partido. Saudades eternas de um grande amor que perdi para o céu.
Mudar minha maneira de escrever, seria pedi ao Vulcão que não entre em erupção.
Como dizia Nieztche" Do crepúsculo nasce a luz." E eu preciso tanto desta luz. A escrita a única forma que ainda me quia no escuro, para, reencontrar um dia através dela a minha Estrela Cintilante!
Nota:
No dia 23/10 faço três anos de Evidência.
Antes foi seis anos no período de 2012 a 2018 de colunista.
Sebastião Milagres, Escritor,
Filósofo, ex- professor de xadrez
aposentado, Conselheiro
do Fórum Municipal Cultural de
Santana de Parnaíba. Autor dos livros
Xeque-Mate no Inferno -VII-A
e Subjetivos: Fragmentos
da minha alma
Encontro na escrita o apoio para mitigar minha dor, decidir vestir minhas crônicas de gala. É no silêncio do papel que me sinto bem e em Paz, honrando em palavras eruditas a nobreza de quem hoje descansa perto de Deus.
Ao longo de três décadas e meia como articulista amador em jornais de porte medio de Santana de Parnaíba e no memorável Jornal Evidência de Cajamar. Por vezes tenho recebido algumas críticas, pelo meu estilo pomposo de redigir crônicas e poesias. Rotulam minha escrita de irreverente e ostentosa, um veredito que confesso traz-me profundo incômodo..
Propagam em vão, que meus textos miram exclusivamente os abastados e os intelectuais, uma tese que rejeito com veemência.
Não escrevo para classes sociais elevadas; escrevo
sim, para aquele que tem a corajosa vontade de pensar.
Afinal,a beleza do vernáculo não é privilégio da fortuna, mas um direito de todo aquele que ousa sentir.
Minha missão como um crônista sério é conceder textos relevantes e edificantes, pesquisados com esmero para tocar o amâgo de cada alma, sem jamais ceder à pretensão esnobista ou vulgaridade barata. Recuso-me terminamente, a usar frases gastas pelo populalismo desenfreado.
Defendo o uso de pronomes pessoais obliguos átomos e o aforismo nietzschiano.
Realizo pesquisas minuciosas na internet e implemento multiplas revisões ao longo dos dias.
Faço tudo isso por um único e sagrado motivo
, o zelo inabalável de não corromper a nossa preciosa língua.
Prefiro a nobreza de conjugar verbos no seu tempo correto e dar à nossa língua o respeito que ela merece. Busco incessantemente a prefeição, embora reconheça que, como todo mortal, ainda tropeço em meus próprios erros.
Diante disso, considero-me um contador de causos, moldado e refinado pelo cinzel do tempo.
E o tempo, este escultor ensinou- me a ter paciência com o ofício.Minha dedicação não é efêmera: chego a consumir de seis a oitenta folhas de papel A 4 para dar vida a quatro ou cinco crônicas mensais.
Sou apenas um humilde artesão das palavras em uma constante tentativa, de me aproximar da perfeição dos grandes mestres que moldaram minha alma.
Reverencio o humor de Lourenço Diaferia que foi colunista do Jornal da Tarde, já falecido.O qual fui apresentado ao mesmo na Blioteca da Lapa.Eu era seu fã, fã mesmo das crônicas dele a ponto de fazer coleção e guardar. Até hoje eu tenho um livro dele autografado. Numa próxima oportunidade falarei sobre a polêmica crônica:" Heróis. Morto . Nós" que levou o a ser processado pelo Regime Militar.
Reverencio da mesma forma outro mestre, o meu amigo Subtenene José Augusto também já falecido, que me formou no início da minha carreira literaria.
Meu irmão Antônio Pedro, que tem uma coluna neste jornal :" Minhas Poesias," o qual foi a bússola que norteou meu Norte literário.
E por que não minha mãe Dona Rosa, que desde da tenra idade me incentiva a ler, pois dizia: "Meu 'fio' melhor ficar lendo dentro de casa, do que ficar jogado pelas ruas em más companhias!"
Escrevo no meio de rabiscos, nota-se folhas espalhadas pelo chão onde a bagunça do papel é, na verdade o mapa da minha criação. E as panelas esquecidas enquanto eu escrevia. Queimadas!
Moro só com minha Tiffany, minha Yorkshire Terrier, dádiva de amor que recebi da minha filha Kelly.
Desde quando a minha amada Nair partiu para o céu, sou eu que preparo as minhas refeições. Gosto de cozinhar.
Leitor, leitora, se um dia se enfadar da minha escrita, não me peça para mudar meu estilo.Seria tirar o meu chão. minha escrita não é técnica. É sangue. É alma.
Escrever é a maneira que encontrei de cultuar a memória da Nair, é assim que eu a mantenho viva em mim. A luz dela me guia no escuro.Assim me sinto abraçado por ela, como nunca tivesse partido. Saudades eternas de um grande amor que perdi para o céu.
Mudar minha maneira de escrever, seria pedi ao Vulcão que não entre em erupção.
Como dizia Nieztche" Do crepúsculo nasce a luz." E eu preciso tanto desta luz. A escrita a única forma que ainda me quia no escuro, para, reencontrar um dia através dela a minha Estrela Cintilante!
Nota:
No dia 23/10 faço três anos de Evidência.
Antes foi seis anos no período de 2012 a 2018 de colunista.
Sebastião Milagres, Escritor,
Filósofo, ex- professor de xadrez
aposentado, Conselheiro
do Fórum Municipal Cultural de
Santana de Parnaíba. Autor dos livros
Xeque-Mate no Inferno -VII-A
e Subjetivos: Fragmentos
da minha alma
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