Alex Haley levou mais de dez anos caçando os rastros do seu antepassado. Quando terminei a última página, fechei o livro e pensei eu também preciso saber de onde vim.
Demorei pra começar.A vida come.
Mas a semente ficou.Hoje, depois de muito papel velhos conversa com os antigos, cheguei à segunda geração : dos meus bisavós, tataravós. Nomes que antes eram só silêncio agora tem data, tem lugar. São João Del Rei-MG e Prados e Carandaí aparece em quase todos. E há também um sussurro na família: me parece que existe um pouco de sangue italiano do Sul da Itália da esplendorosa Nápoles, correndo nas minhas veias.Da "Família Miracoli."
Viajei a São João esses dias, passei em Carandaí para ouvir meu tio João. Ele tem 91 anos. Lúcido com uma pedra de Minas.Perguntei pelos meus antepassados. Ele respondeu sem rodeio: " o avô dele, ou " FOI UM CAPITÃO DO MATO"! Ou seja meu Bisavô caçava escravos fugitivos. A frase me acertou no peito em cheio. Doeu! Sendo eu um militante das causas pretas, descobri isso na família é engoli pedras!
Não sei se minha raízes são africanas, portuguesas, ou Indígenas ou napolitanas da "Famiglia Miracoli!"
Provavelmente que sejam todas, misturadas no mesmo caldo brasileiro com sangue e contradição.
Pertendo ir na Igreja dos Mórmons, cemitérios para consultar o livro dos mortos a Belo Horizonte.
A montagem desta "Árvore Genealógica" será um presente para os meus descendentes.
A BUSCA CONTINUA!
Sebastião Milagres, Escritor, Filósofo, ex- professor de xadrez aposentado, Conselheiro do Fórum Municipal Cultural de Santana de Parnaíba. Autor dos livros Xeque-Mate no Inferno -VII-A e Subjetivos: Fragmentos da minha alma.