O Brasil com "Z" daquela rua - Crônica - Por Sebastião Milagres
Eu ia escrever sobre a parte final da Congada, ela pode esperar. Ela é nosso Patrimônio Cultural e não foge.
Então resolvi falar do assunto do momento: a Copa do Mundo 2026.
No meu bairro onde resido, existe uma rua, por onde sempre caminho.
A qual, chama a minha atenção, e me deixa encantado com tanta beleza na decoração da Copa do Mundo de 2026. É uma rua de gente simples como outra qualquer da periferia, de pessoas que acordam cedo, com o raiar do sol.
As bandeirolas de papel verde e amarelo e fitinhas, cortam o céu de lado a lado da rua amarradas em cordões de varal, que balançam com o vento.
O meio-fio é pintado:50 cm de verde, 50 cm de amarelo revesando no quarteirão afora.Pintado com tintas que devem ter custado os olhos da cara. Porque na época da Copa do Mundo o brasileiro sempre dar um jeitinho.
Esta via tem um ponto de ônibus, onde tem alguns enfeites. Poucos mas tem. Onde homens e mulheres, principalmente os jovens de crachás nos peitos,mochilas nas costas e celulares nas mãos esperam o busão. A maioria destes últimos, devem trabalhar no galpão do Mercado Livre em Cajamar. Acordam antes do sol raiar, isto é pegam o "busão" e faz baldeação, ou caminham 15 minutos até o bairro vizinho do Paraiso onde fazem baldeação até Cajamar.Outros seguem para o Alphaville, a Lapa.É o Brasil que acorda cedo e vai em frente.
A Copa do Mundo é o símbolo de união, e tem a capacidade singela de mobilizar o país, fazendo milhares de pessoas deixarem de lado suas divergências diárias para torcerem para o Brasil.
Uma peculiaridade dessa rua me chamou muito a atenção. Uma imensa bandeira. Sem discussão.Guardiões do pavilhão verde e amarelo: continuam 27 estrelas que não viraram 24. As cores as mesmas. Nesta tem a palavra Brasil escrita com "Z" uma alusão a uma mudança ortográfica:" quando Brasil era escrito com "Z".
Pesquisando a inclusão da letra "Z" na escrita da bandeira antiga, descobri que ela foi usada no "Brazil" nos meados dos anos 1940, quando a reforma ortográfica oficializou o "S".
É o "Z" do ziquezaque que é para chegar: Cajamar, Lapa, Alphaville...
Quando estiver lendo esta crônica, você e o "Brazil" inteiro estará na expectativa, esperando a nossa seleção que entrará em campo logo mais à noite, ou seja às 21h 30 min contra o Haiti.
O mesmo povo que escreve Brasil com "Z" ou com "S" vai torcer com alma, com fé. Por que no fim , não importa a letra, "zim" o povo que carrega a bandeira.
"Noventa milhões em ação
Pra frente, Brasil
Do meu coração"
( Pra frente Brasil, Copa de 1970)
Noventa milhões virou 223,4 milhões.
e as almas continuam as mesmas de 70.
Próxima crônica final :" Congada: A Coroa é Negra e reza dançando."
Tenho que terminá-la. Minha sogra Dona Lode está de olho em mim lá do céu.
Sebastião Milagres, Escritor, Filósofo, ex- professor de xadrez aposentado, Conselheiro do Fórum Municipal Cultural de Santana de Parnaíba. Autor dos livros Xeque-Mate no Inferno -VII-A e Subjetivos: Fragmentos da minha alma.
Então resolvi falar do assunto do momento: a Copa do Mundo 2026.
No meu bairro onde resido, existe uma rua, por onde sempre caminho.
A qual, chama a minha atenção, e me deixa encantado com tanta beleza na decoração da Copa do Mundo de 2026. É uma rua de gente simples como outra qualquer da periferia, de pessoas que acordam cedo, com o raiar do sol.
As bandeirolas de papel verde e amarelo e fitinhas, cortam o céu de lado a lado da rua amarradas em cordões de varal, que balançam com o vento.
O meio-fio é pintado:50 cm de verde, 50 cm de amarelo revesando no quarteirão afora.Pintado com tintas que devem ter custado os olhos da cara. Porque na época da Copa do Mundo o brasileiro sempre dar um jeitinho.
Esta via tem um ponto de ônibus, onde tem alguns enfeites. Poucos mas tem. Onde homens e mulheres, principalmente os jovens de crachás nos peitos,mochilas nas costas e celulares nas mãos esperam o busão. A maioria destes últimos, devem trabalhar no galpão do Mercado Livre em Cajamar. Acordam antes do sol raiar, isto é pegam o "busão" e faz baldeação, ou caminham 15 minutos até o bairro vizinho do Paraiso onde fazem baldeação até Cajamar.Outros seguem para o Alphaville, a Lapa.É o Brasil que acorda cedo e vai em frente.
A Copa do Mundo é o símbolo de união, e tem a capacidade singela de mobilizar o país, fazendo milhares de pessoas deixarem de lado suas divergências diárias para torcerem para o Brasil.
Uma peculiaridade dessa rua me chamou muito a atenção. Uma imensa bandeira. Sem discussão.Guardiões do pavilhão verde e amarelo: continuam 27 estrelas que não viraram 24. As cores as mesmas. Nesta tem a palavra Brasil escrita com "Z" uma alusão a uma mudança ortográfica:" quando Brasil era escrito com "Z".
Pesquisando a inclusão da letra "Z" na escrita da bandeira antiga, descobri que ela foi usada no "Brazil" nos meados dos anos 1940, quando a reforma ortográfica oficializou o "S".
É o "Z" do ziquezaque que é para chegar: Cajamar, Lapa, Alphaville...
Quando estiver lendo esta crônica, você e o "Brazil" inteiro estará na expectativa, esperando a nossa seleção que entrará em campo logo mais à noite, ou seja às 21h 30 min contra o Haiti.
O mesmo povo que escreve Brasil com "Z" ou com "S" vai torcer com alma, com fé. Por que no fim , não importa a letra, "zim" o povo que carrega a bandeira.
"Noventa milhões em ação
Pra frente, Brasil
Do meu coração"
( Pra frente Brasil, Copa de 1970)
Noventa milhões virou 223,4 milhões.
e as almas continuam as mesmas de 70.
Próxima crônica final :" Congada: A Coroa é Negra e reza dançando."
Tenho que terminá-la. Minha sogra Dona Lode está de olho em mim lá do céu.
Sebastião Milagres, Escritor, Filósofo, ex- professor de xadrez aposentado, Conselheiro do Fórum Municipal Cultural de Santana de Parnaíba. Autor dos livros Xeque-Mate no Inferno -VII-A e Subjetivos: Fragmentos da minha alma.
Fundado em 1994