O Agente Secreto, indicado ao Oscar 2026, volta às telas do CineSesc

O Diário de Pilar na Amazônia entra em cartaz nas sessões especiais de férias e CineClubinho.

Janeiro 27, 2026 - 17:09
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O Agente Secreto, indicado ao Oscar 2026, volta às telas do CineSesc
O Agente Secreto de Kleber Mendonça Filho. Foto: Divulgação

A temporada de premiações de cinema continua consagrando os principais filmes de 2025 e 2026 e a programação de 29 de janeiro a 4 de fevereiro do CineSesc traz para sua tela os principais destaques.


Indicado ao Oscar em quatro categorias, Melhor Filme, Melhor Ator com Wagner Moura, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Elenco, O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, volta às telas. Ambientado em 1977, em plena ditadura militar, o filme acompanha um especialista em tecnologia que chega ao Recife durante o Carnaval enquanto tenta se reconectar com o filho. Misturando thriller político, história, folclore e cultura pop, o longa entrega brasilidade permeada de situações surreais, vividas por personagens construídos de forma sólida em texto e atuação e que se tornam inesquecíveis.


A estreia de A Voz de Hind Rajab, novo trabalho da cineasta tunisiana Kaouther Ben Hania, também indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, desloca o espectador para o epicentro de um conflito real e recente. Baseado na história da menina palestina de seis anos encurralada durante um tiroteiro em Gaza, o filme constrói com os áudios reais de uma voz infantil em meio à violência, uma narrativa tensa e contida na sensação de impotência da equipe que tenta resgatá-la. Ao optar por uma abordagem direta, Ben Hania expõe a brutalidade do conflito para além das narrativas e transforma a história em um símbolo da irracionalidade da guerra.


Da Coreia do Sul, A Única Saída, de Park Chan-wook, traz de volta o cineasta responsável por Oldboy, em longa inspirado no livro O Corte de Donald E. Westlake. Premiado internacionalmente e indicado como melhor filme estrangeiro pelo Critics Choice e pelo Globo de Ouro, a história acompanha um homem demitido após décadas de trabalho, que passa a enxergar a violência como estratégia de sobrevivência no mercado. Com humor sombrio e crítica à lógica da competitividade extrema, Park transforma o desemprego em reflexão sobre trabalho, ética e desumanização no capitalismo.