“O que era depósito de lixo, hoje é depósito de sonhos”, diz André Fufuca, sobre programa que constrói complexos esportivos em áreas vulneráveis
Entrevistado nesta quarta-feira (11/2) no Bom Dia, Ministro, titular da pasta do Esporte destacou o Arenas Brasil, iniciativa que integra o Novo PAC e prevê a implantação de 500 estruturas públicas de esporte e lazer até 2026
O ministro do Esporte, André Fufuca, apresentou nesta quarta-feira (11/2), durante a participação no Bom Dia, Ministro, um panorama das principais políticas e programas do Governo do Brasil para impulsionar o esporte brasileiro em todos os níveis, do social ao alto rendimento.
Um dos destaques é o Arenas Brasil. A iniciativa integra o eixo de Infraestrutura Social e Inclusiva do Novo PAC e, por meio da ampliação da oferta de equipamentos esportivos públicos, fortalece o esporte como vetor de desenvolvimento social. A meta é alcançar 500 municípios até o fim de 2026. Na seleção do ano passado, 260 municípios foram habilitados, totalizando investimento de R$ 390 milhões. As unidades seguem um projeto padrão, que inclui campo de futebol society com grama sintética, quadra de basquete 3x3, pista de caminhada, parque infantil e iluminação de LED.
Para André Fufuca, o Arenas Brasil abre um caminho de esperança para moradores de áreas de vulnerabilidade. “O que era um depósito de lixo, hoje é um depósito de sonhos”, afirmou o ministro. “Uma ação criada pelo presidente Lula que vem dando muito certo é o Arenas Brasil. É uma obra de 3 mil metros quadrados. Os parâmetros usados para as seleções do PAC foram baixo IDH, alta taxa de vulnerabilidade social, quantidade de Bolsa Família, áreas que antigamente não tinham nada e hoje têm uma estrutura esportiva digna e de qualidade para a sociedade”, explicou o ministro.
“A gente vê, nos lugares onde já foi inaugurado, a alegria da população, a alegria daqueles bairros que antigamente tinham uma área abandonada e hoje tem lá uma praça esportiva, onde vai a senhora no fim da tarde fazer caminhada, onde o jovem usa o campo society, onde as crianças usam o playground”, reforçou o ministro. Para ele, o programa é um case de sucesso que contempla todos os estados.
“Eu tenho muita fé de que com o apoio maciço que o presidente Lula vem dando ao Ministério do Esporte e com o Congresso Nacional, que é um parceiro nosso (por meio de emendas parlamentares), a gente vai chegar a mais de mil cidades até o ano que vem. Hoje, temos mais de 30 entregues. Em construção temos mais de 500. É uma obra rápida, que, da ordem de serviço à execução, tem locais que foram feitos em cinco meses”.
TEATIVO — O Programa TEAtivo, que promove a inclusão social de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) por meio do esporte, também foi destacado pelo ministro. Realizado em parceria com a Apae Brasil, o programa atende famílias na região Norte e estudantes no Nordeste. As atividades adaptadas contribuem para o desenvolvimento motor, cognitivo e a socialização dos participantes. “Há décadas atrás, o tratamento que se dava a jovens e crianças autistas era um tratamento totalmente discriminatório, até pela falta de conhecimento. A sociedade não pode virar as costas, ela tem de abrir os braços, ela tem que abraçar”, frisou Fufuca.
“Esse programa é o primeiro da história do Ministério do Esporte que visa ajudar e, principalmente, abrir as portas da inclusão para essas crianças. É voltado a crianças de 6 a jovens de 18 anos e que existem hoje em todas as capitais do Norte e Nordeste do Brasil. É um programa que atende mais de 5 mil famílias. Nosso projeto é chegar às capitais do Centro-Oeste, Sul e Sudeste esse ano”, prosseguiu o ministro.
BOLSA ATLETA — Após ter completado 20 anos em 2004, o Bolsa Atleta, que apoia esportistas de modalidades olímpicas, paralímpicas e surdolímpicas, do estudantil ao pódio, foi fortalecido nesta gestão. Os valores das bolsas foram reajustados em 10,86% e atualmente mais de dez mil atletas recebem. A lista definitiva dos contemplados pelo edital de 2026 deve ser anunciada até o fim de abril.
“É o maior programa de investimento individual do mundo no esporte. Nenhum país tem a quantidade de atletas beneficiados como o Brasil. A gente vem batendo recorde pelo terceiro ano seguido. Ano passado tivemos 9.600 atletas beneficiados entre Bolsa Atleta e Bolsa Pódio (a categoria mais alta do programa). Neste ano, acho que bateremos novamente o recorde. As inscrições terminaram no início de fevereiro e, mais uma vez, o número de inscritos foi recorde”, afirmou o ministro.
IMPACTO – Em 2024, o Brasil encerrou a participação nos Jogos Olímpicos de Paris com 20 medalhas, a segunda melhor marca da história. Foram três ouros, sete pratas e dez bronzes, que colocaram o país no 20º lugar do quadro de medalhas. Dos 60 medalhistas em Paris — 48 são mulheres e 12 são homens — 100% eram integrantes do Bolsa Atleta ou foram beneficiados pelo programa ao longo de suas carreiras. Dos 276 atletas que representaram o Brasil nas Olimpíadas da capital francesa, 241 faziam parte do programa, um percentual de 87,3%. Nas Paralimpíadas o percentual foi ainda maior: dos 279 atletas que disputaram a competição, 274 eram apoiados pelo Bolsa Atleta, 98,2% dos convocados. O Brasil terminou na quinta colocação geral, com o recorde de 89 medalhas (25 ouros, 26 pratas e 38 bronzes), com todas os pódios tendo a “digital” do Bolsa Atleta.
LEI DE INCENTIVO — Outra vitória do país foi a transformação da Lei de Incentivo ao Esporte em política contínua, sem prazo de encerramento, após a sanção da Lei Complementar nº 222/2025. A mudança traz segurança para o planejamento de longo prazo de projetos esportivos no Brasil e prevê o aumento da dedução para empresas de 2% para 3% do Imposto de Renda a partir de 2028. “O Ministério do Esporte sem a Lei de Incentivo não existe. E a Lei de Incentivo, graças ao presidente Lula, não terá que ser renovada de cinco em cinco anos. Ela agora é permanente, vai existir enquanto houver nação brasileira”, comemorou André Fufuca. “A Lei de Incentivo vem batendo recordes sucessivos. De 2023 para cá foram mais de 2 bilhões e 300 bilhões captados. Esse dinheiro é aplicado em inúmeras ações. Existem centenas de núcleos esportivos hoje mantidos no Brasil. Chegamos à marca, pela primeira vez na história, de um milhão de pessoas beneficiadas”, frisou o ministro.
UNIVERSIDADE DO ESPORTE – No fim de novembro, o presidente Lula anunciou, durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, a criação de duas iniciativas inéditas: a Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte). Nesta segunda-feira (10/2), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria a UFEsporte, em Brasília, e a proposta agora será enviada ao Senado. “Nós teremos a quarta universidade do esporte do mundo. É um projeto pioneiro, importantíssimo, para marcar história. É a primeira universidade pública, a primeira das Américas, que vai realmente focar no esporte. Teremos marketing esportivo, economia esportiva, psicologia esportiva, medicina esportiva, várias formações”, prosseguiu o ministro, que acredita que a UFEsporte já deva começar a operar no início de 2027.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira a Rádio Nacional de Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC), Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte (MG); Rádio Baiana FM, de Salvador (BA); Rádio FM Mauá (SP); Rádio Antena Esportiva, do Rio de Janeiro (RJ); e Rádio Verdinha, de Fortaleza (CE).
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
